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    Giro d’Italia: Vai começar a corrida “Più Bella” do mundo

    O 106.º Giro d’Italia vai começar na região de Abruzzo (centro da Italia), nesse sábado, 6 de Maio, com um contrarrelógio individual de Fossacesia Marina até Ortona, e terminará no domingo, 28 de maio, no Foro Romano, em Roma, após 21 etapas, dois dias de descanso e 3.481 quilometros.

    É a segunda vez que o Giro começa nessa região depois do contrarrelógio de Pescara 2001; Roma, entretanto, vai sediar a grande final pela quinta vez, depois das edições de 1911, 1950, 2009 e 2018. Em 2022, o australiano Jai Hindley (Bora-Hansgrohe) venceu com 1’18” sobre o segundo lugar, o equatoriano Richard Carapaz (Ineos) e 3’24” sobre o espanhol Mikel Landa (Bahrain Victorious).

     

     

    AS EQUIPES

    Serão 22 equipes de 8 ciclistas cada: um total de 176 atletas na largada. Estarão alinhas as 18 equipes do WorldTour, primeira divisão do ciclismo mundial, que têm o direito/dever de correr: Soudal-Quick Step (Bel), Ag2R Citroen (Fra), Alpecin-Deceuninck (Bel), Astana Qazaqstan (Kaz), Bahrain Victorious (Bah), Bora-Hansgrohe (Ale), Cofidis (Fra), EF Education-Easypost (EUA), Groupama-FDJ (Fra), Ineos-Grenadiers (GB), Intermarché-Circus Wanty (Bel), Jumbo-Visma (Hol), Movistar Team (Esp), Arkea-Samsic (Fra), Team Dsm (Hol), Team Jayco-AlUla (Aus), Trek-Segafredo (EUA), Uae Team Emirates (Emirados).

    Além delas, haverão quatro equipes Pro Team, segunda divisão, convidadas: as italianas Green Project Bardiani-CSF Faizané, Eolo-Kometa e Team Corratec, e a israelense Israel-Premier Tech.

     

     

    O CONTRARRELÓGIO

     

    No sábado, o Giro abre com o contrarrelógio individual de Fossacesia Marina a Ortona de 19,6 km, dos quais 13,6km na ciclovia recém inaurgurada, Via Verde Costa dei Trabocchi, que corre ao longo do mar e é caracterizada pelo “trabocchi”, ferramentas de pesca centenárias da costa de Abruzzo. Sera um TT muito rápido, mas com uma subida nos últimos 2850 metros. O mais difícil é o primeiro quilômetro, com gradiente médio de 5,4% e picos de 8%. O primeiro corredor terá início às 8h50 e o último às 11h48 (horário do Brasil): espera-se um tempo entre 22′ e 23′, com uma média entre 50 km/h e 52 km/h. De acordo com as novas regras da UCI, o carro de apoio do piloto terá de segui-lo a uma distância não inferior a 25 metros.

     

    AS CAMISAS

    São quatro: A tradicional Maglia Rosa (classificação geral), Ciclamino (vinho) (classificação por pontos), Azul (montanha) e Banco (jovem), para os nascidos a partir de 1º de janeiro de 1998. O contrarrelógio vai distribuir as quatro camisas ja que a chegada de Ortona tem uma pontuação de montanha da quarta categoria.

     

     

    O PRÊMIO EM DINHEIRO

    A premiação total soma 1,5 milhões de euros, incluindo premios regulamentares para corredores (867 mil euros), premios especiais para corredores vencedores (585 mil) e premios especiais para equipes vencedoras (46 mil). Uma vitória em etapa vale 11 mil euros, um dia com a Maglia Rosa vale 2.000 euros. Quem vencer o Giro, líquido de todas as etapas e dias com a Rosa, recebe 115.668 euros como premio regulamentar e 150 mil euros como premio especial.

     

    AS MONTANHAS

    (Foto: Justin Setterfield/Getty Images)

    São etapas chegando ao alto: Gran Sasso-Campo Imperatore (etapa 7, Sex-12/05), Crans Montana (Suíça) (etapa 13, Sex-19/05), Monte Bondone (etapa 16, Ter-23/05), Val di Zoldo (etapa 18, Qui-25/05 e Tre Cime di Lavaredo (etapa 19, Sex-26/05), além do contrarrelógio Tarvisio-Monte Lussari no penúltimo dia, etapa 20, sabado 27/05.

    O Cima Coppi, que é o pico mais alto de cada edição do Giro e distribui uma premiação especial, está em território suíço: será o Grande São Bernardo a 2469 metros acima do nível do mar. A etapa com maior diferença de altura é a 19, Longarone-Tre Cime di Lavaredo, 183 km e 5400 metros: para subir Campolongo, Valparola, Giau (essas três ja tive a honra de escalar em 2015), Tre Croci e Tre Cime di Lavaredo. Estas últimas são as subidas mais desafiadoras: o Giau tem 9,9 km de extensão a uma média de 9,3% e picos de 14% (monstruosa, ja quebrei nele e quem apanha nunca esquece), o Tre Cime são 7,2 km a 7,6% mas os últimos 3 km, para atingir a altitude de 2304 metros da chegada ao Refúgio Auronzo têm uma média de 12,7% e picos de 18% a 1100 metros da linha de chegada.

    GOOGLE TIME

    O último italiano vencedor do Giro foi o Tubarão de Messina: Vincenzo Nibali, em 2016, que já venceu 2x, além de 2x em segundo e 2x em terceiro.

    O Giro d’Italia nasceu em 13 de maio de 1909 às 2h53 na Piazzale Loreto em Milão (com hora de nascimento ninguém sabia, aposto um bom vinho Tignanello); Alfredo Binda (1925, 1927, 1928, 1929 e 1933),  Fausto Coppi (1940, 1947, 1949, 1952 e 1953) e Eddy Merckx (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974) venceram cinco vezes e são os maiores vencedores. Quem mais venceu etapas foi o Rei Leão – Mario Cipollini, 42 vezes de braços erguidos na risca.

    A imprensa coloca como o principal duelo dessa edição o confronto entre Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step) e Primoz Roglic (Jumbo-Visma), entretanto, de outsider, eu teria uma atenção especial com: João Almeida (Uae Team Emirates), Tao G-Hart, Thymen Arensman e Geraint Thomas (Ineos), Alexander Vlasov e Lennard Kamna (Bora-Hansgrohe) e com o parceiro de equipe de Roglic, Sepp Kuss. Na disputa pelos sprints teremos Mark Cavendish (Israel) como a principal estrela dessa edição que enfrentará a concorrencia de Michael Matthews (Jayco), Mads Pedersen (Trek), Fernando Gaviria (Movistar).

     

    Forza Ragazzi e Viva il Giro!!!!

     

    *fontes: Gazetta dello Sport, Procycling Stats e Cycllingnews

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