No caso do XCC sim, se ambos não são campeões mundiais na categoria, não poderiam mesmo usar o arco-íris🌈 Mas o chapéu no pódio ? Acho que aí foi desnecessário a multa.
Multas que a UCI distribuiu em Mariporã por jerseys erradas e acessórios no pódio chegam a 12 mil reais cada

Os principais alvos das multas foram Nino Schurter, Kate Courtney, Savilia Blunk e Jolanda Neff.
As multas chegam a 2 mil francos suíços, que equivalem a aproximadamente R$ 11.500,00
Qual foi o motivo das multas?
Bem, chega a ser questionável se os atletas fizeram intencionalmente ou não.
Nino Schurter e Kate Courtney utilizaram as mangas com arco-íris na camisa, o que representa que eles já foram campeões mundiais em anos anteriores.
Acontece que eles só tem esse histórico no XCO, mas não no XCC. Assim sendo, eles não poderiam utilizar este adereço na prova de short track (XCC).


2 comentários
Se não me engano, não é primeira vez q o Nino faz isso, lembro de uma etapa de XCC q ele foi ainda mais além, foi com Rainbow Jersey mesmo…rs
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VOCÊ SABE TREINAR NO CALOR? APRENDA COMO MANTER A SAÚDE E O DESEMPENHO NOS SEUS TREINOS EM CONDIÇÕES DE ESTRESSE TÉRMICO
O aumento da temperatura ambiente combinado com o exercício físico resulta em estresse térmico adicional, o qual demanda uma resposta eficiente do organismo para manter a homeostase térmica – regular a temperatura interna do corpo com base na temperatura externa. Como consequência o estresse térmico durante o exercício interrompe que estes processos homeostáticos sejam feitos de forma eficiente, levando à hipertermia, hipohidratação, distúrbios do sódio e, em alguns casos, doenças causadas por esforço no calor mais severas. A termorregulação é o principal mecanismo para manter a temperatura corporal normal do corpo em ambientes quentes, e envolve alterações fisiológicas como vasodilatação periférica e aumento da sudorese para dissipar o calor gerado durante o exercício. Geralmente atletas bem condicionados apresentam mecanismos de termorregulação mais desenvolvidos, que garantem um desempenho otimizado durante a prática esportiva nestas condições (CALEGARI; DE SOUZA, 2023). E o que é considerado estresse térmico no exercício? Acima de 26ºgraus é considerado um clima quente e estressante para o organismo junto a prática esportiva e o processo de hidratação pode não ser suficiente para garantir as condições ideais de desempenho no treinamento. Ou seja, acima de 26º não há garantias que apenas uma nutrição e hidratação corretas irão resolver as consequências fisiológicas do treino realizado em condições de temperaturas elevadas. Um estudo de Périard et al. (2021), mostrou a distribuição estimada do débito cardíaco durante o exercício incremental em ambientes temperados (∼26°C) e quentes (∼43°C) e sua consequente influência na capacidade aeróbia máxima (figura 1). O exercício incremental até a exaustão no calor após o aquecimento do corpo está associado a uma maior redistribuição do débito cardíaco para a pele e a uma frequência cardíaca elevada para qualquer nível de consumo de oxigênio (ou seja, na taxa de trabalho ou na bicicleta mensuramos a potência). A resposta elevada da frequência cardíaca é influenciada pela retirada do fluxo parassimpático, aumento da atividade neural simpática cardíaca e o efeito direto da temperatura do sangue no nó sinoatrial. O resultado dessa elevação na frequência cardíaca é a obtenção da frequência cardíaca máxima a uma taxa de trabalho ou potência mais baixa do que em condições frias, o que, juntamente com um menor volume sistólico, leva à diminuição do débito cardíaco máximo, forçando o sistema cardiovascular a um limite funcional no que normalmente é uma taxa de trabalho submáxima. Referência da imagem: (PÉRIARD; EIJSVOGELS; DAANEN, 2021) Ou seja, o aumento da temperatura externa aumenta a atividade metabólica e gera uma demanda adicional que, ao invés da potência ser entregue para gerar mais potência no seu treino, por exemplo na bike ao empurrar o pedivela, parte desta energia é perdida para que o corpo possa manter uma temperatura interna compatível com a própria vida, resultando em menos energia para a pedalada. Além disso, mesmo quando o corpo já está desidratado é possível verificar uma associação negativa ainda maior quando o treino é realizado em altas temperaturas. Uma revisão de 8 publicações relevantes observou que um nível de desidratação de 4–5% reduziu o consumo máximo de oxigênio (VO2max) maior em um ambiente quente (−9 a −27% quando Temperatura ≥ 30 °C) do que em um ambiente frio ou ameno (−3 a −7% quando temperatura estava 15–26 °C). As consequências dessa desidratação incluíram um menor tempo de exercício até a exaustão, uma redução obrigatória na intensidade do exercício ou ambos (ARMSTRONG, 2021). Ainda assim uma definição simples de "estresse térmico" não é possível já que a tensão de calor em uma faixa de diferentes temperaturas do ar varia de acordo com a atividade e as roupas/equipamentos usados, bem como a exposição solar predominante, umidade e velocidade do vento. As estratégias em roupas especificas, hidratação e aclimatação devem ser adotadas em todos os casos. Sabendo disso, o que é possível fazer para auxiliar a prática esportiva em dias quentes? Para minimizar o armazenamento de calor e evitar aumentos excessivos da temperatura central, os humanos vasodilatam e suam, isso é fisiológico. Elevações na temperatura central (temperatura do core) de >0,2 °C podem provocar vasodilatação cutânea, direcionando um volume maior de sangue para a pele para redistribuir o conteúdo de calor e aumentar a perda de calor convectiva e radiativa à medida que a temperatura da pele aumenta (CRAMER; JAY, 2019). Se a temperatura ambiente permitir que a taxa de evaporação do suor equilibre a produção de calor, a temperatura central atingirá um platô elevado, mas geralmente seguro. No entanto, quando a produção de calor excede essa capacidade, a temperatura corporal continuará a aumentar em um estado conhecido como estresse térmico incompensável. Neste sentido é possível também afirmar que quando a temperatura externa está elevada já há uma propensão a problemas gastrointestinais, bem como a possibilidade de suplementar fica limitada ao uso de líquidos como os isotônicos ou as bebidas ricas em carboidrato, isso porque a energia que seria destinada para digerir e absorver também estará comprometida ao passo que o corpo está em processo de tentar reestabelecer a homeostase térmica. Esse fato está confirmado ainda por Cramer & Jay (2019) onde é possível verificar que o exercício prolongado em condições ambientais quentes, podem resultar em uma temperatura central ≥39,0 °C, o que exacerba as perturbações na integridade gastrointestinal, função e respostas sistêmicas em comparação com o exercício em condições mais frias. Considerando o exposto, trouxemos aqui como você pode se preparar melhor nos treinos realizados em dias quentes com dicas nutricionais e um bônus Estratégias para ingestão de líquidos e eletrólitos antes, durante e após o exercício Pré exercício: A carga aguda de sódio (20–40 mg/kg de sódio, com 10 ml/kg de água) 1–2 horas antes do exercício pode auxiliar a termorregulação durante o exercício no calor. Ainda há estudos que mostram que ingerir raspadinha ou tomar um sorvete de frutas pode ser uma experiência adequada para auxiliar a regular a temperatura interna do core. Durante o exercício: Ainda há muita discussão sobre o que deve ser feito durante o exercício longo, em especial com relação ao sódio. Mas uma conduta simples seria consumir 150 a 200mL de água a cada 20 minutos sempre adicionada de ao menos 300 a 600mg de sódio por hora. Bebidas mais frias (<22 °C) tendem a aumentar a palatabilidade de fluidos e o consumo voluntário durante o exercício segundo Burdon et al., (2012), enquanto o consumo planejado de bebidas frias (<10 °C) ou geladas pode transmitir benefícios perceptivos ou de desempenho adicionais quando o exercício é realizado em condições ambientais quentes Após o exercício: Pode ser necessário beber um volume de até 150% do déficit líquido para contabilizar as perdas contínuas de fluidos durante as horas do exercício. No entanto, o ambiente pós-exercício (ou seja, acesso a alimentos/bebidas), requisitos imediatos para outros fins de recuperação (por exemplo, reabastecimento e adaptação) e metas gerais de composição corporal são considerações contextuais importantes. Beber grandes volumes de líquidos pode ser um desafio a curto prazo, especialmente se o atleta tiver experimentado tensão termorreguladora significativa ou comprometimento da integridade/função gastrointestinal durante o exercício. Ainda é possível adicionar eletrólitos para garantir a máxima eficiência no reequilíbrio hídrico, podendo ser feito assim como o pré-exercício, adicionado uma carga aguda de sódio de 20-40mg/kg. Bônus de estratégias para o seu treino no calor Ainda é possível experimentar estratégias complementares junto ao treinador e ao médico do esporte como aclimatização ao calor, com treinos e protocolos específicos que auxiliem o atleta a chegar com bom preparo em provas mais quentes, longas e extenuantes. Outra estratégia é utilizar roupas claras, capacete claro e ventilado, ainda durante o treino despejar água gelada no tronco e na região da nuca – evite fazer isso diretamente nas pernas. Muitos atletas profissionais ainda utilizam coletes imediatamente antes da prova durante o aquecimento justamente para auxiliar na regulação da temperatura do core. E durante suas pedaladas mais quentes e extenuantes, vá de Jersey branca ou de cores claras IQ, aproveite essas dicas e aplique também ao seu vestuário. As roupas claras e, em especial a cor branca, auxiliam no controle térmico, já que absorvem menos energia. O tecido das Jerseys da IQ também são projetados para auxiliar no processo de regulação térmica do corpo. Não se esqueça de comentar o que achou do texto e das dicas, comente sua experiência real aqui abaixo! REFERENCIAS ARMSTRONG, L. E. Rehydration during endurance exercise: Challenges, research, options, methods. Nutrients, v. 13, n. 3, p. 887, 2021. BURDON, C. A. et al. Influence of beverage temperature on palatability and fluid ingestion during endurance exercise: a systematic review. International journal of sport nutrition and exercise metabolism, v. 22, n. 3, p. 199–211, 2012 CRAMER, M. N.; JAY, O. Partitional calorimetry. Journal of applied physiology (Bethesda, Md.: 1985), v. 126, n. 2, p. 267–277, 2019 CALEGARI, A.; DE SOUZA, R. M. TERMORREGULAÇÃO E DESEMPENHO ESPORTIVO EM CONDIÇÕES DE CALOR EXTREMO. Anais do EVINCI - UniBrasil, v. 9, n. 2, p. 404–404, 2023. PÉRIARD, J. D.; EIJSVOGELS, T. M. H.; DAANEN, H. A. M. Exercise under heat stress: thermoregulation, hydration, performance implications, and mitigation strategies. Physiological reviews, v. 101, n. 4, p. 1873–1979, 2021
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Kira Böhm (ALE) e Ulan Galinski vencem o emblemático Cross Country Olímpico da CiMTB em Araxá
Enquanto na Elite Feminina o domínio foi estrangeiro somente na ponta da prova, com Alemanha e Chile no Top 2, na Elite Masculina o Brasil dominou o topo do pódio, com três atletas entre os quatro primeiros lugares O Grande Hotel Termas de Araxá, no Barreiro, esteve lotado durante todo este domingo (30/3), no terceiro e último dia da etapa de abertura da Copa Internacional de Mountain Bike. E quem compareceu à 22ª edição do evento no município, que se consagra cada dia mais como a Capital Mundial do Mountain Bike, assistiu disputas emocionantes e de tirar o fôlego do começo ao fim. Na Elite Feminina do Cross Country Olímpico (XCO), vitória da jovem ciclista alemã Kira Böhm, em seu primeiro ano de elite. Já na Elite Masculina, triunfo brasileiro, com o baiano Ulan Galinski no lugar mais alto do pódio.A primeira de quatro etapas da Copa Internacional reuniu mais de 900 ciclistas durante os três dias de evento no Grande Hotel. Ao todo, 17 países foram representados nas mais diversas categorias: África do Sul, Alemanha, Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Grã Bretanha, Israel, México, Portugal, Suíça, Letônia, República Tcheca e Ucrânia. Nas Elites, foram ofertados 110 pontos aos campeões no ranking mundial, pelo evento ter classificação HC (Hors Class). Dez pontos foram oferecidos aos campeões do Short Track (XCC) na sexta-feira (28/3) e outros 100 para os campeões deste domingo no XCO. Ulan comemora sua primeira vitória na Hors Class de Araxá (Crédito: Alemão Silva) Elite Masculina A principal prova entre os homens no evento teve trocas de posições do começo ao fim. Nas primeiras quatro voltas a liderança foi alternada entre Martins Blums, da Letônia, e Ondrej Cink, da República Tcheca. A partir da quinta volta, os brasileiros foram dominantes. Primeiro com Ulan Galinski assumindo a liderança, acompanhado de Mathias Fluckiger, da Suíça. E depois com o paulista Gustavo Xavier fazendo companhia ao trio, chegando a se isolar na liderança durante a sétima volta. Na penúltima volta, Ulan chegou em Gustavo, para só atacar na metade da volta final e garantir a vitória.Além de Ulan e Gustavo nas duas primeiras colocações, o pódio da Elite Masculina teve ainda Mathias Fluckiger, a quarta colocação para o Brasil com o paranaense Alex Malacarne e Leon Kaiser, da Alemanha, no Top 5. Completaram as dez primeiras colocações os atletas Ondrej Cink, Julian Schelb (Alemanha), Martin Blums, Lennart Krayer (Alemanha) e Joel Fernando (Argentina). "Não tenho palavras para descrever o que vivi aqui. Representar o meu país, com a bandeira do Brasil no peito, é o que eu sempre sonhei. A lista de confirmados estava muito forte, por isso eu sabia o tamanho da pressão que carregava. Mas quando acordei, eu prometi para mim que daria meu melhor", disse Ulan Galinski. "Mais do que a performance, fiquei feliz com minha leitura. Estive sempre bem posicionado, respondendo aos ataques. Larguei para vencer e não queria deixar a vitória escapar, mesmo que eu estivesse correndo contra diversos ciclistas que já ganharam etapas de Copa do Mundo", completou Ulan, que venceu pela primeira vez o Hors Class de Araxá. Embora não tenha conquistado a vitória, Gustavo Xavier saiu bastante satisfeito com sua performance, uma vez que teve bastante força e atitude para sair de 13º lugar na primeira volta, para ser o líder do pelotão nas voltas 6 e 7, perdendo a liderança apenas nos quilômetros finais."Fiz uma preparação muito boa para chegar aqui em Araxá, então espero poder ter ótimas performances também nas etapas da Copa do Mundo que teremos nas próximas duas semanas aqui. Foi um dia muito bom, que espero repetir nas etapas da Copa do Mundo", comentou Gustavo. Elite FemininaEntre as mulheres, o Top 10 contou com oito brasileiras. Apenas as duas primeiras colocadas acabaram sendo intrusas no pódio, a campeã Kira Böhm, da Alemanha, e a chilena Catalina Vidaurre. Entre o terceiro e o décimo lugares, apenas brasileiras: Raiza Goulão, Karen Olimpio e Isabella Lacerda completaram as cinco primeiras posições, seguidas de Hercília Najara, Sabrina Oliveira, Liege Walter, Iara Caetano e Luiza Euzébio. Alemã comemora sua vitória na CiMTB (Crédito: Alemão Silva)Tanto para a campeã, quanto para a vice, a prova foi marcada por dificuldades que poderiam tê-las tirado dos dois lugares mais altos do pódio ao final das 7 voltas de prova. Enquanto a campeã Kira teve que reparar um furo de pneu, Catalina sofreu uma forte queda quando liderava, tendo que se contentar com o segundo lugar."Eu amo demais correr aqui no Brasil. Uma pista muito divertida. Definitivamente senti o peso do calor, mas era aceitável. Eu apenas tentei acelerar e ao mesmo tempo poupar as pernas quando possível, porque temos duas etapas de Copa do Mundo pela frente", avaliou. "Sobre a pista de Araxá, além de ser divertida, é bastante técnica. Tem vários saltos e também subidas íngremes. É uma das minhas favoritas no circuito", finalizou a campeã."Uma prova muito dura. O calor é diferente aqui. É um pouco sufocante, embora não tenha sido problema para mim. A pista aqui é puro entretenimento. Porque tem vários altos e também subidas. Ou seja, você se desgasta tanto na subida, quanto na descida", afirmou Catalina. "Sobre a corrida, tive uma queda um pouco forte na terceira volta, mas por sorte não afetou minha bicicleta. Depois disso, busquei completar bem a corrida e terminar em uma boa colocação", concluiu a ciclista chilena.Melhor brasileira entre as mulheres, Raiza se superou para fechar no Top 3. "Uma prova desafiadora para mim, porque precisava ter um bom desempenho e ao mesmo tempo não podia colocar o pé no chão, porque estou com uma fratura no pé esquerdo, que sofri há cerca de dez dias, em um treino aqui em Araxá", revelou Raiza Goulão. "Me entreguei 100%. Minha estratégia foi fazer uma prova progressiva, focando só em mim e vendo o que meu corpo respondia volta a volta. Foi um ótimo aquecimento para a rodada dupla da WHOOP UCI Mountain Bike World Series, porque nas próximas semanas a lista de largada será totalmente diferente. Serão outras atletas na pista. Agora, é hora de botar o pé para cima e descansar. E também agradecer e parabenizar a CiMTB por realizar um evento incrível aqui em Araxá. A prova mais desejada do Brasil. A pista mais almejada, temida e divertida", concluiu. Largada das mulheres da Elite (Crédito: Alemão Silva)Sub-23 Masculino e FemininaAs disputas da Sub-23 Masculino e Feminina seguiram o nível das Elites, com altíssimo nível de disputa e também pelotões repletos de feras do Brasil e do exterior. Entre os homens, vitória do atual campeão europeu da categoria, Finn Treudler (Suíça). Já entre as mulheres, quem venceu foi a ciclista do Reino Unido, Ella Maclean-Howell.No Top 10 entre os homens, estiveram ainda Paul Schehl (Alemanha), Nikolaj Ehlers (Dinamarca), Fabian Eder (Alemanha), Antonio Gomez (Colombia), Luca Peter (África do Sul), Eiki Leôncio, Guilherme Freitas Galvão, Joaquín Reyes (Argentina) e Erik Pereira. Já no Top 10 entre as mulheres, garantiram lugar no pódio ao lado de Ella, as atletas: Luiza Cocuzzi, Laura Camila (Colômbia), Carolina Ferreira, Ana Laura Oliveira, Ana Beatriz Duwe e Maria Luiza Duwe.Todos os resultados da etapaPara conferir todos os resultados e saber quem foram os ciclistas que largaram na frente nas mais de 50 categorias da CiMTB em 2025, basta acessar o site do SeuEsporte.App: https://seuesporte.app/live/.A história da CiMTBA organização da CiMTB realizou sua primeira prova em 1996. Desde então, vem inovando e contribuindo ativamente para o crescimento e fortalecimento do mountain bike e o mercado de bicicletas no Brasil. Contando pontos para o ranking mundial da União Ciclística Internacional (UCI) desde 2004, a CiMTB tem sido seletiva para os Jogos Olímpicos nos ciclos de Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024.Em 2022, a CiMTB aumentou ainda mais sua relevância internacional, com a realização da etapa de abertura da Copa do Mundo Mercedes-Benz de Mountain Bike 2022, em Petrópolis, já em 2024 organizou a etapa de Araxá da WHOOP UCI Mountain Bike World Series. Além disso, foi responsável pela construção da pista de mountain bike dos Jogos Olímpicos Rio 2016, considerada uma das melhores da história dos Jogos desde 1996, primeiro ano do MTB em Olimpíadas.
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Fox apresenta novas suspensões 36 e 36 SL para All-Mountain e Trail
Novos modelos apresentam redução de peso e aumento de 20% nos resultados de testes de resistência à torção Desde sua estreia em 2005, a FOX 36 tem sido referência em suspensões single crown, oferecendo um desempenho incomparável com a melhor relação rigidez-peso da categoria. Em sua mais recente evolução, a 36 tradicional eleva ainda mais o nível de domínio na categoria All-Mountain, enquanto a nova 36 SL traz um desempenho ultraleve para ciclistas de Trail. Com chassis redesenhados, maior espaçamento de buchas e uma inovadora mola de ar, ambas as suspensões redefinem os limites de rigidez, suavidade e resposta em suas respectivas categorias. Fox 36: O Ápice do All-Mountain Com cursos de 140 a 160 mm, a nova 36 é a combinação da sensação robusta de um modelo 38, mas com um design otimizado para a categoria, sendo leve e ágil. Principais Inovações: Novo Chassis 36 – 20% mais rigidez torsional em comparação com o modelo anterior, aproximando-se da precisão de direção da FOX 38. Otimização do Arco – O novo arco além de melhorar a rigidez de torção, também possui recortes estratégicos que reduzem o peso e refinam sua estética. Nova mola de Ar FLOAT Glidecore – A nova mola de ar garante maior sensibilidade em seu funcionamento, além de não perder eficiência durante torções, proporcionando uma sensação de aderência e suavidade quando mais necessário. Maior espaçamento das Buchas – 30 mm adicionais de espaçamento que reduzem significativamente o atrito, proporcionando uma pilotagem mais fluida, especialmente em terrenos acidentados. Cartucho GRIP X2 ou GRIP X – A nova 36 vem disponível com duas opções de cartucho. O GRIP X2 – o mesmo presente nas 38 e 40 – proporciona mais tração, mais controle e mais velocidade, além de oferecer 4 opções de regulagem. O GRIP X é uma alternativa mais leve e de fácil ajuste em relação ao GRIP X2, equilibrando capacidade de descida e eficiência de pedalada. Canais de Bypass Internos – Os canais bypass foram realocados da parte traseira para a parte interna para melhorar a sensibilidade a impactos pequenos, reduzir o acúmulo de pressão, otimizar a resposta da suspensão e melhor lubrificação dos tubos. Válvulas de Alívio otimizadas – Otimização nos botões de despressurização da lower leg (canela), que agora estão menores e mais eficientes. Nova tampa do Top Cap da Mola de Ar – Agora compatível com a ferramenta padrão de cassete para facilitar ajustes com redutores de volume. Alto desempenho, baixo peso Para ciclistas que buscam rigidez, precisão e uma pilotagem incrivelmente suave, a FOX 36 continua sendo a referência no All-Mountain — agora mais rígida e eficiente do que nunca, pesando menos de 2000g. Especificações Técnicas da Fox 36: Tamanho de Roda: 29", 27.5" Curso: 140mm, 150mm, 160mm Offset: 37mm, 44mm (27.5"); 44mm (29") Eixo: Kabolt X na série factory e 15QR na Série Performance Tamanho do Rotor: 200mm até 230mm Mola de Ar: FLOAT EVOL Compliant Espiga: Cônica 1.5" Peso Inicial: 1920g (29" GRIP X) Fox 36 SL: Curso Curto. Alta performance. Pronto para qualquer trilha. Para ciclistas que exigem um garfo resistente e responsivo sem peso extra, a 36 SL oferece a confiança de uma suspensão robusta para bikes de trail modernas. Pesando apenas 1755g (29" GRIP X), ela veio para substituir o modelo 34 long travel, apresentando 20% mais rigidez torsional que sua antecessora. Principais Inovações: Otimizado para Trail – Desenvolvida para cursos entre 120 -140mm, a 36 SL equilibra rigidez, suavidade e desempenho ultraleve. Novo design – Coroa e arco otimizados, garantindo 20% mais rigidez torsional em comparação com a FOX 34. Mola de Ar FLOAT Glidecore – O sistema Glidecore proporciona maior sensibilidade no funcionamento, além de gerar mais estabilidade e controle em obstáculos que exigem mais cursos durante o uso. Maior espaçamento das Buchas – 20mm adicionais de espaçamento em relação à FOX 34, reduzindo atrito e melhorando a sensibilidade da suspensão. Amortecedor GRIP X – Combina excelente desempenho em descidas e conta também com um modo firme de fácil acesso para eficiência na pedalada. O Grip X agora também possui opção com trava remota Canais de Bypass Internos – Os canais bypass foram reposicionados estrategicamente para a parte interna, reduzindo atrito e otimizando a resposta da suspensão. Válvulas de alívio otimizadas – Otimização nos botões de despressurização da lower leg (canela), que agora estão menores e mais eficientes. Nova tampa do Top Cap da Mola de Ar – Agora compatível com a ferramenta padrão de cassete para facilitar ajustes com redutores de volume. Especificações Técnicas da Fox 36 SL: Tamanho de Roda: 29" Curso: 120mm, 130mm, 140mm Offset: 44mm Eixo: Kabolt SL Tamanho do Rotor: Montagem Direta 180mm, até 203mm Mola de Ar: FLOAT EVOL Compliant Espiga: Cônica 1.5" Peso Inicial: 1755g (29" GRIP X) Novas Suspensões. Novos Para-lamas. As novidades não param nas suspensões. Dois novos paralamas também chegam para acompanhar os novos modelos 36 da Fox. Eles estão disponíveis em dois tamanhos – um mais comprido e um mais curto – e possuem novo encaixe facilitado para instalação, fixado no arco em vez de nos dutos de alívio, para maior durabilidade e estética refinada. Os novos paralamas também são mais firmes e mais rígidos, assim como as novas suspensões 36 e 36 SL.
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Itaú BBA IRONMAN 70.3 Brasília terá disputa acirrada entre os amadores
Etapa no DF contará com vários destaques da temporada passada O Itaú BBA IRONMAN 70.3 Brasília tem como uma de suas atrações a presença de triatletas profissionais e amadores. A prova, marcada para o dia 13 de abril, também servirá como seletiva para o Mundial IRONMAN 70.3 2025, na Espanha, no final do ano. Para os atletas que competem de acordo com sua categoria de idade serão 70 vagas, o que tem motivado ainda mais a participação dos amadores. Fotos: Fábio Falconi/Unlimited Sports Os competidores, profissionais e amadores, terão pela frente, no domingo (13), 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida. A largada será a partir das 6h30, e a chegada ocorrerá no Pontão do Lago Sul. Trata-se de uma prova rápida e técnica, que tem tudo para ser bastante disputada em todas as categorias. Brasília poderá ver de perto alguns dos destaques nacionais entre os amadores, que brigarão para manter a hegemonia dos últimos anos no Circuito Itaú BBA IRONMAN 70.3. Em 2024, por exemplo, os brasileiros dominaram todos os pódios gerais, não dando chance aos estrangeiros. No feminino, por exemplo, entre as favoritas inscritas estão a mineira Patrícia Mendes Franco, vencedora de diversas etapas em 2023, que no ano passado ganhou a etapa de abertura na Praia dos Ingleses, em Florianópolis; a também mineira Larissa Fabrini, que melhor atleta feminina amadora do Itaú BBA IRONMAN Brasil e vencedora do Itaú BBA IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro, além de ter sido vice na Praia dos Ingleses e em Aracaju; a paulista Ana Laura de Almeida, ganhadora do Itaú BBA IRONMAN 70.3 São Paulo; e a brasiliense Nuzia Batista, terceira em Fortaleza. Larissa FabriniFotos: Fábio Falconi/Unlimited Sports No amador masculino, estarão presentes o goiano Santiago Ascenço, que no ano passado venceu quatro das cinco etapas do Circuito Itaú BBA IRONMAN 70.3 e ainda foi vice em uma; o paulista Rodrigo Lobo, campeão do Itaú BBA IRONMAN 70.3 Fortaleza em 2019; o sergipano Rômulo de Menezes, terceiro colocado no Itaú BBA IRONMAN 70.3 Aracaju-Sergipe; e destaques da nova geração, como o também paulista Fernando Maluf, que no ano passado venceu o IRONMAN de Chattanooga (EUA), na categoria 25/29 anos. Santiago Ascenço Fotos: Fábio Falconi/Unlimited Sports A programação oficial do evento terá início no dia 10 de abril, com a abertura do IRONMAN Village e o começo da entrega de kits, a partir das 14h. O espaço apresenta as principais novidades em equipamentos esportivos, vestuário e acessórios, além de ser conhecido como ponto de encontro para atletas, acompanhantes e o público. Outros destaques que antecedem a prova são o Itaú BBA IRONKIDS Brasil, uma corrida lúdica para crianças de 2 a 12 anos, marcada para sábado (12) às 8 horas, e a coletiva de imprensa com os atletas profissionais, a partir das 10h30, no mesmo dia. O Itaú BBA IRONMAN 70.3 Brasília é organizado pela Unlimited Sports, com Title Sponsor Itaú BBA, patrocínio do Governo do Distrito Federal, Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Track Field, Vivo, La Roche-Posay, Dorflex, Etapp, Omint e Arjon; copatrocínio de Dux, Felt, Blue 70, PACCO, Oakberry, Boali e apoio de Tachão Ubatuba, Paçoquita e Sococo. Credenciamento de Imprensa: https://www.presskit.net.br/c/61NvEaiWj81Qec Mais informações no site www.ironmanbrasil.com.br.
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Fox apresenta nova suspensão 34 SL e trava Twin Stick
Com um nova estrutura no chassi e curso de até 130 mm, nova suspensão vem para atender uma necessidade latente do mercado Referência em inovação e tecnologia, a Fox está redefinindo o que é possível para bikes de cross-country (XC) com o lançamento da nova 34 SL. Projetada para atender às crescentes exigências de ciclistas profissionais que enfrentam cada vez mais percursos técnicos, a nova 34 SL aprimora a já consagrada 34 Step-Cast, entregando maior rigidez, melhor suavidade e mais curso. A diferença para o modelo antigo já é visualmente perceptível, possuindo um chassi com uma estrutura mais robusta e mais larga (com suporte para pneus mais largos e compatibilidade para rotores de até 203mm), arco vazado e coroa usinada para redução de peso e aumento de rigidez. Com a demanda crescente por 130 mm de curso entre os ciclistas de XC, os engenheiros da Fox desenvolveram um garfo que redefine os limites do desempenho das suspensões de curso curto. Principais Inovações Chassi 34 Completo – Diferente do design Step-Cast, a 34 SL possui uma câmara de ar com um maior volume, permitindo que os ciclistas escolham entre 110 mm, 120 mm ou até 130 mm de curso sem comprometer o peso e a sensibilidade. Mais Curso – Agora disponível em 130 mm, a nova 34 SL oferece a vantagem para subidas mais intensas, descidas mais agressivas, além de mais conforto e controle, permitindo que você mantenha um ritmo intenso. Arco e Coroa Redesenhados – O arco aumenta a rigidez de torção em 17% comparado com à 34 SC, além de ampliar o espaço para o pneu. Uma nova coroa de alumínio com liga 7000 e estrutura oca internamente proporciona alívio de peso e um acabamento anodizado ao invés de pintado. Maior espaçamento das Buchas – Com 20% maior espaçamento entre as buchas do que a 34 SC, a 34 SL proporciona uma suavidade aprimorada, garantindo melhor controle em terrenos irregulares, especialmente em altas velocidades. Cartucho GRIP SL ou GRIP X – Presente nas versões de 110 a 130 mm, o amortecedor GRIP SL otimiza a eficiência entre pedalada e absorção de impactos, garantindo um pacote leve com uma sensação de pilotagem incomparável. Exclusivo na versão de 130 mm – que é compatível com ambos os cartuchos – o amortecedor GRIP X foi desenvolvido para maior sensibilidade em oscilações e maior controle durante descidas e saltos. Canais de Bypass Internos – Realocados da parte traseira para a parte interna, os canais de bypass melhoram a sensibilidade a pequenos impactos e reduzem o atrito dinâmico, proporcionando uma pilotagem mais responsiva. Baixo Peso – Contando com o eixo Kabolt SL ultraleve de 15x110mm, a 34 SL pesa apenas 1.475g (29" 130 mm GRIP SL) – 40g mais leve que seu concorrente mais próximo. Nova alavanca de acionamento integrada Twin Stick Além da nova suspensão, a Fox também lançou sua nova alavanca de acionamento integrada. A Twin Stick é a união entre o acionador do canote e a trava de suspensão/shock – sendo a mesma alavanca para bloquear e desbloquear. Ela é compatível com os modelos I-spec, Matchmaker e Shiftmix, além de ter a possibilidade de trava de 2 ou 3 estágios. Esta nova alavanca também é compatível com modelos anteriores e vem para atender a pedidos de diversos ciclistas, mostrando que a marca se atenta às necessidades do mercado.
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Etapa do 70.3 em Brasília será seletiva para o Mundial na Espanha
Serão 70 vagas para amadores e quatro para profissionais. De volta ao calendário internacional do Circuito IRONMAN 70.3, o Itaú BBA IRONMAN 70.3 Brasília, que ocorre no dia 13 de abril, também é seletiva para o Campeonato Mundial de IRONMAN 70.3 2025, que este ano será realizado nos dias 8 e 9 de novembro, na cidade espanhola de Marbella. Profissionais e amadores de diversas partes do planeta estarão no Distrito Federal buscando assegurar uma das vagas para a maior disputa da modalidade e que apontará os melhores da temporada. Para os inscritos no Profissional, categoria que retorna este ano às etapas no Brasil, serão duas vagas para o masculino e duas para o feminino, além de uma premiação de 15 mil dólares distribuída entre os primeiros colocados. Já para os amadores, estão programadas 70 vagas, sendo 45 proporcionais ao número de participantes nas faixas etárias, no masculino e feminino, além de outras 25 extras somente para as mulheres. Itaú BBA IRONMAN 70.3 Brasília (Fábio Falconi/Unlimited Sports) Trata-se de uma iniciativa do programa Women For Tri™, uma política global criada em 2015 pela marca IRONMAN que propõe auxiliar o crescimento do público feminino nas provas de triatlo de longa distância ao redor do mundo. A ação garante maiores chances de contar com mais representantes femininas na linha de largada do Mundial. Os competidores, profissionais e amadores, terão pela frente no domingo (13) 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida. A largada será a partir das 6h30, e a chegada ocorrerá no Pontão do Lago Sul. Trata-se de uma prova rápida e técnica, que tem tudo para ser bastante disputada em todas as categorias. A programação oficial do evento terá início no dia 10 de abril, com a abertura do IRONMAN Village e o começo da entrega de kits, a partir das 14h. O espaço apresenta as principais novidades em equipamentos esportivos, vestuário e acessórios, além de ser conhecido como ponto de encontro para atletas, acompanhantes e o público. Outros destaques que antecedem a prova são o Itaú BBA IRONKIDS Brasil, uma corrida lúdica para crianças de 2 a 12 anos, marcada para sábado (12) às 8 horas, e a coletiva de imprensa com os atletas profissionais, a partir das 10h30, no mesmo dia. O Itaú BBA IRONMAN 70.3 Brasília é organizado pela Unlimited Sports, com Title Sponsor Itaú BBA, patrocínio do Governo do Distrito Federal, Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Track Field, Vivo, La Roche-Posay, Dorflex, Etapp, Omint e Arjon; copatrocínio de Dux, Felt, Blue 70, PACCO, Oakberry, Boali e apoio de Tachão Ubatuba, Paçoquita e Sococo. Credenciamento de Imprensa: https://www.presskit.net.br/c/61NvEaiWj81Qec Mais informações no site www.ironmanbrasil.com.br.
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O despertar da mulher que pratica esporte e dá conta de tudo
Da exaustão à saúde feminina, ser mulher e praticar esporte dentro de um cenário que favorece rotinas exaustivas de trabalho já começa com fortes limitações hormonais fisiológicas, sociais, ancestrais, culturais e econômicas, claro. Afinal, trabalho de casa não é renumerado e trabalhamos fora. Neste texto você vai entender o porquê você deve praticar esporte, dar conta de tudo sim, mas também saber a hora de procurar ajuda e se questionar se o que está sendo feito está de acordo ao que deseja viver no esporte e na vida E tudo começa porque temos menos testosterona. Brincadeiras à parte, é verdade que homens possuem naturalmente níveis maiores de testosterona, o que pode favorecer que eles tenham uma recuperação mais rápida e acentuada entre um treino e outro e mais músculos considerando as mesmas condições da aplicação de treinos. A parte boa é que nós mulheres temos também uma capacidade de resistir à fadiga superior (DAVIES; CARSON; JAKEMAN, 2018). Mas isso aqui não é um romance, muito menos uma forma de depreciação de qualquer um dos sexos, já que ser mulher para mim é algo maravilhoso. Contudo, convém pensar com o lado direito e esquerdo do cérebro e evidenciar fatos e argumentos que demonstrem o que a citação da atriz Fernanda Lima nos traz: “A nossa saúde, O nosso trabalho, A nossa maternidade: É tudo neglicengiado. A gente é uma máquina Que move o mundo E a medicina tem que olhar para Nós [mulheres]” Quando Fernanda Lima cita “a medicina tem que olhar para nós mulheres”, vem uma preocupação pessoal enquanto profissional e mulher já quando exploramos a literatura sobre nutrição esportiva, que inclusive é uma das minhas especializações - nos nutrimos geralmente com um guideline referenciado e baseado em estudos conduzidos e aplicados em homens. As atletas mulheres representam quase 50% dos participantes de esportes. Quando entramos no mundo das pesquisas sobre a otimização da nutrição para a saúde e o desempenho específicos da fisiologia feminina, faltamos com muita informação. Temos aqui uma pesquisa que investigou três das principais revistas de medicina esportiva do mundo (British Journal of Sports Medicine, Medicine and Science in Sports and Exercise e American Journal of Sports Medicine) em que tiveram mulheres representando 39% dos participantes dos estudos e apenas 4% dos estudos eram apenas femininos (HOLTZMAN; ACKERMAN, 2021). De certa forma compreensível, nós mulheres menstruamos e isso faz com que a flutuação hormonal seja um fator que diferencia as respostas da aplicação dos mais diversos protocolos de estudos e, ainda há dois momentos da vida da mulher que não há menstruação: amenorreia primária (a mulher que não menstruou ainda) e menopausa (a mulher que menstruou durante sua fase reprodutiva e a menstruação então cessa). Outros fatores ainda que afetam essa limitação de aplicação do protocolo de estudo em mulheres são mulheres que por opção pessoal ou clínicas cessam o ciclo menstrual com uso de contraceptivos hormonais. E como ficaria na prática se considerássemos a mulher em seu ciclo menstrual, por exemplo, nos estudos? O que poderíamos melhorar nessa prescrição de treinos e qual o benefício? No início do texto comentei sobre o homem possuir mais testosterona e que isso pode ser benéfico, mas também acredita-se que os estrogênios tenham propriedades anabólicas que são benéficas para a construção e recuperação muscular da mulher. Ou seja, aumentar o volume de treinos ao longo do mês, reduzindo a intensidade em determinados dias pode ser uma ótima estratégia para tirar proveito de certos hormônios. Então na verdade não é que a mulher precisaria treinar realmente menos, mas a prescrição teria que ser mais pautada em otimizar os períodos do ciclo menstrual (ANTERO, 2024). Portanto, o benefício estaria exatamente em executar treinos de forma efetiva possibilitando uma evolução real e sustentável a mulher. Ainda em relação a nutrição esportiva, o carboidrato é o macronutriente que mais recebe atenção no esporte, em especial antes, durante e após o exercício. Dado que a disponibilidade de carboidratos é um fator limitante no desempenho do exercício, a redução é prejudicial ao desempenho do exercício de duas maneiras: a redução do glicogênio muscular leva à fadiga e à queda de intensidade, e a redução de carboidratos (glicose) no sangue, já que a nutrição neural central prejudica a cognição. E o que muda nas fases do ciclo menstrual? Parece que as taxas de gliconeogênese (aumento da reserva de glicogênio) são maiores na fase folicular do que a fase lútea em intensidades de exercício>50% VO2máx (CAMPBELL; ANGUS; FEBBRAIO, 2001). Então, talvez na fase lútea pode ser que o metabolismo seja alterado, exigindo estratégias nutricionais distintas a depender da fase do ciclo da mulher. Por exemplo: aumentar a disponibilidade de carboidratos na dieta na fase lútea pré e intra-treino pode ser mais importante do que na fase ovulatória. No entanto, essas recomendações sobre aumento de consumo de carboidratos são amplamente baseadas em estudos de atletas do sexo masculino e não específicas na fisiologia de atletas do sexo feminino. Parece também que o uso de contraceptivos orais confunde ainda mais o quadro de carga de carboidratos devido ao hormônio não fisiológico (HOLTZMAN; ACKERMAN, 2021). Esta questão ainda da falta de disponibilidade de carboidratos se levada a um contexto crônico e associada a um déficit energético importante e acentuado pode desencadear na mulher danos irreversíveis e levar a susceptibilidade da saúde óssea da mulher, bem como a alterações comportamentais e emocionais que ficam ainda mais afloradas a depender da fase do ciclo menstrual ou mesmo em mulheres que estão entrando em menopausa. Existe também o desafio entre aplicar protocolos de nutrição e esporte compatíveis a realidade da mulher e desafios que esta mulher encontra em sua vida pessoal e profissional. Esse texto fica ainda mais complexo quando a mulher é uma mãe solo, o que no Brasil é relativamente comum normal não. Segundo dados divulgados pelo IBGE, de todos os adultos brasileiros que moram sozinhos com os filhos, 86,4% são mulheres (IBGE, 2022). Outras nuances permeiam sobre este assunto, mas o extremo foi exposto neste número de forma proposital, já que é bem natural a mulher “que leva o mundo nas costas”, números não mentem. Mas a questão é, deveríamos mudar a forma de olhar o esporte e nutrição para a mulher? Sim, tanto profissionais como a própria mulher devem estar orientados de acordo a rotina em um todo e considerar questionar determinado protocolo quando isto ameaça sua qualidade de vida e a leva a desenvolver alguns sintomas e sinais como: cansaço e fadiga crônica, ausência de ciclo menstrual, distúrbios alimentares, fraturas por estresse etc. Desde minha faculdade em que meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi escrever sobre a Tríade da Mulher Atleta, hoje atualizado para a Deficiência Energética no Esporte (RED-s) tamanha a complexidade do assunto, vejo a importância da mulher e dos profissionais se situarem através da literatura, mas sobretudo estar presente com profissionais que possam levá-la a extrair seu máximo potencial enquanto mulher em sua fisiologia feminina. O despertar da mulher no esporte é simplesmente praticar esporte em sua máxima eficiência em energia, saúde e disposição e não na exaustão de treinos e volumes extenuantes com baixa aderência e consistência da mulher, encontrando o potencial de se expandir no esporte através da preservação de sua saúde considerando o aspecto da sua rotina e fisiologia feminina, levando o corpo a aumentar o seu limite em determinados períodos, com o encaixe de todo o processo assistido e supervisionado quando possível de profissionais qualificados que a levem ao caminho correto enquanto esta se expõe aos treinos e períodos e protocolos necessários para gerar estresse, adaptação e recuperação; sendo esta mulher uma atleta amadora ou profissional e, considerando que no Brasil, são poucas as mulheres que vivem exclusivamente do esporte. O despertar da mulher no esporte é um olhar a si mesma com amor e lógica que colocam a mulher para a longevidade no esporte e para o desempenho no lugar que ela se permita a não viver acentuados períodos de estresse e desafios extremos no próprio direito de ser mulher em sua rotina pessoal, profissional e social. As mulheres e homens que acompanharam o texto até aqui comentem e compartilhem. Abrir a consciência e informar esta lacuna é o primeiro passo para encontrar o caminho ideal da mulher inserida no contexto esportivo. REFERÊNCIA ANTERO, J. Epidemiological researcher at the Institut national du sport de l'expertise et de la performance. On March 12th, 2024 CAMPBELL, S. E.; ANGUS, D. J.; FEBBRAIO, M. A. Glucose kinetics and exercise performance during phases of the menstrual cycle: effect of glucose ingestion. American journal of physiology. Endocrinology and metabolism, v. 281, n. 4, p. E817-25, 2001. DAVIES, R. W.; CARSON, B. P.; JAKEMAN, P. M. Sex differences in the temporal recovery of neuromuscular function following resistance training in resistance trained men and women 18 to 35 years. Frontiers in physiology, v. 9, p. 1480, 2018 HOLTZMAN, B.; ACKERMAN, K. E. Recommendations and nutritional considerations for female athletes: Health and performance. Sports medicine (Auckland, N.Z.), v. 51, n. Suppl 1, p. 43–57, 2021. IBGE. Composição domiciliar e óbitos informados. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102127.pdf>. Acesso em: 17 mar. 2025.
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Suíço Simon Pellaud e britânica Madeleine Nutt vencem a 1ª edição do UCI Gravel World Series Brazil
Evento em Camboriú (SC) reuniu mais de 400 ciclistas de 11 países neste domingo A cidade catarinense de Camboriú recebeu neste domingo (9 de março) a primeira edição da UCI Gravel World Series Brazil. A corrida, única na América Latina que integra o circuito mundial da UCI, reuniu mais de 400 ciclistas vindos de 11 países. Os 25% primeiros colocados das categorias Granfondo e Mediofondo são classificados para a disputa da etapa única do Campeonato Mundial de Gravel da UCI, que será em outubro em local a ser definido em breve pela entidade. A concentração de largada e chegada foi na Pousada Fazenda dos Caetés, na zona rural de Camboriú, com ampla infraestrutura, hospedagem e diversas opções de lazer para toda a família. O evento com patrocínio da Specialized contou com cerca de 30 ciclistas estrangeiros e, além do Brasil, a prova teve participantes da Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Suíça, Grã-Bretanha, Espanha, Itália, Alemanha e França. Com temperatura de 23 graus e céu azul, a largada foi às 7h30. Não demorou até o sol brilhar com intensidade e o calor superar os 35 graus. Granfondo Na categoria Granfondo Elite, o suíço Simon Pellaud imprimiu um forte ritmo desde o início e cruzou sozinho a meta. Pellaud completou os 120,1km com 1.947 metros de ascensão acumulada em 3h44min43s a 29,37km7h de velocidade média. Os trechos não pavimentados somaram cerca de 90% do percurso. “É um percurso muito duro e estava muito calor. Minhas pernas não estavam boas, pois corri na Colômbia semana passada. O ritmo era intenso e foi aumentando cada vez mais. Precisei até parar na zona de abastecimento para pegar água e me refrescar. Estou muito feliz por vir ao Brasil e vencer desta forma”, disse o vencedor de 32 anos. Na segunda colocação, a 6min52s, chegou o argentino Facundo Perez Costa, com 3h51min36s. O italiano Daniel Oss (Specialized) completou o pódio na terceira colocação, a 14min30s. O melhor brasileiro na categoria foi Lucas Emanoel Barbosa dos Santos, que marcou o tempo de 4h20min19s, na quinta colocação. O forte calor foi um desafio para a campeã da Granfondo Elite feminina. A britânica Madeleine Nutt, apontada como uma das favoritas à vitória em Camboriú, não decepcionou. A ciclista de 26 anos completou o percurso em 4h42min50s, a uma velocidade média de 23,3km/h. “Estava muito quente. Implacável, parecia 50 graus. Eu não conhecia o percurso. No final da corrida eu senti cãibras nas pernas. Nos primeiros 28km nem tentei atacar, mas me vi na frente no alto de uma subida e fui no meu ritmo. Estou tão feliz por ter vencido. Ainda não faço ideia de onde estão as outras adversárias”, comentou Madeleine logo após a vitória. A catarinense Tamires Radatz, atual campeã brasileira de ciclismo de estrada, chegou na segunda colocação com o tempo de 4h55min43s. Luiza Euzébio de Souza completou o pódio na terceira colocação com 4h58min40s. Mediofondo Fotos: Rodrigo Philipps / Catuaí Filmes Na distância Mediofondo o percurso teve 62,1km com 996 metros de altimetria e o mais rápido foi o paulista Osvaldo José dos Santos, o Osvaldão, da categoria 60-64 anos, que concluiu em 2h18min31s. “Foi uma prova linda e muito veloz. Eu busquei o pelotão da Granfondo e andei com eles até que soube que eu era o líder da Mediofondo”, disse o experiente Osvaldão, um dos pioneiros do mountain bike no Brasil. Entre as mulheres, a vitória foi de Karin Kenzler (55-59 anos), que fechou o percurso em 2h58min49s. “Para mim foi uma surpresa esta vitória. Eu não imaginava vencer. Foi muito difícil, mas adorei”. Categoria MTB&Gravel Para quem buscava diversão, a organização da UCI Gravel World Series Brazil ofereceu a categoria MTB&Gravel, com percurso de 30km com 404 metros de elevação. “A prova foi muito linda, com um dia de sol maravilhoso. O percurso estava muito bem sinalizado e com vários pontos de hidratação. A organização está de parabéns. Quero fazer outras provas, sempre que tiver quero participar”, disse o fotógrafo Rivo Biehl, de Balneário Camboriú, que competiu na categoria 55-59 anos. O mais rápido no percurso foi Juliano Gregoris (40-44 anos) que concluiu em 1h05min09s. No feminino, Catiane Cardoso Pereira (40-44 anos) venceu com 1h10min40s. Jogo LimpoEm um trabalho conjunto entre a organização da UCI Gravel World Series Brazil e a ABCD (Associação Brasileira de Controle de Dopagem), o evento em Camboriú recebeu a visita dos comissários da entidade, que coletaram amostras de vários ciclistas. “Isso demonstra a seriedade da etapa mundial no Brasil”, destaca o organizador Juliano Salvadori. Salvadori reforça a satisfação com o sucesso desta primeira edição no Brasil, pioneira no conceito Gravel Race.“O percurso foi bastante elogiado. Este evento significa uma nova página do gravel na América do Sul. Foi uma corrida de alto nível, com uma vitória linda do Simon Pellaud, depois de uma disputa acirrada entre os líderes. Ficamos felizes de entregar aqui no Sul do Brasil uma prova com os padrões que se corre lá fora”, completou Salvadori. CAMPEÕES GRANFONDO ELITE Masculino1 – Simon Pellaud - Suíça – 3h44min43s2 – Facundo Perez Costa – Argentina – 3h51min36s3 – Daniel Oss – Itália – 3h59min13s4 – Leandro Messineo – Argentina – 4h08min56s5 – Lucas Emanuel B. dos Santos – Brasil – 4h20min19sFeminino1 – Madeleine Nutt – Reino Unido – 4h42min50s2 – Tamires Radatz – 4h55min43s3 – Luiza Euzébio de Souza – 4h58min40s4 – Ana Luisa Panini – 5h16min25s5 – Gabriele Krol – 5h25min16sGRANFONDOMasculino19-34 anos – Matheus Eduardo Franciscon35-39 anos – Pedro Miorim40-44 anos – Marcelo Medeiros Garcia45-49 anos – Rodrigo Ribeiro Nunes50-54 anos – Márcio May55-59 anos – Federico Guerra - ArgentinaFeminino19-34 anos – Harriet Kefford – Reino Unido35-39 anos – Gabrielli Socha40-44 anos – Erika Soares Correa45-49 anos – Belen Luz CAMPEÕES MÉDIO FONDO Masculino40-44 anos* – Paulo Sérgio Missfeld45-49 anos* – Rodrigo Ribeiro Nunes50-54 anos* – Paulo Cezar de Sordi60-64 anos – Osvaldo José dos Santos65-69 anos – Leslie Marc Dhaese70-74 anos – Edmilson Franqueira AmorelliFeminino40-44 anos* – Natassia Zikeli50-54 anos – Simone Dias Musa55-59 anos – Karin Kenzler * Não classificam para o Campeonato Mundial CAMPEÕES MÉDIO FONDO OPENFeminino – 15-79 anos – Aline Mangone ChiochettaMasculino – 15-79 anos – Marcos SandriniCAMPEÕES GRAVEL & MTBMasculino - Juliano GregorisFeminino - Catiane Cardoso Pereira RESULTADOS COMPLETOShttps://protiming.com.br/resultados/g-live.html?f=eventos/2025/UCI-GRAVEL/UCI-GRAVEL.clax MAIS INFORMAÇÕEShttps://www.ucigravelbrasil.com.brhttps://www.instagram.com/ucigravelbrasilhttps://www.facebook.com/ucigravelbrasil
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Strade Bianchi 2025
Siena é uma importante cidade medieval da Itália. Ao centro sul da região da Toscana, a grande cidade murada está rodeada por inúmeras colinas com pequenos castelos e cidades muradas por toda parte. Esses lugarejos são ligados entre si por pequenas estradas de asfalto com longas fileiras de cipreste e por muitos trechos de terra branca. Esse típico terreno da o nome à primeira corrida de grande importância no calendário anual do ciclismo profissional: “ Strade Bianche” ou Estradas Brancas. Nesse sábado vamos acompanhar a corrida que promete ser mais um show do sobrenatural Tadej Pogacar, que tentará o tricampeonato da prova (22 e 24), feito conquistado apenas pelo suíço Fabian Cancellara (08, 12 e 16). Pogagar em 2024, quando atacou a 81 kms do final e venceu a prova com quase 3 minutos de vantagem Como principais oponentes “Pogi” enfrentará Marc Hirschi (Suíço da equipe Tudor) e Tom Pidcock, (Ingles da equipe Q36.5) vencedor da prova em 2023. No mesmo dia acontece também a prova feminina que conta com grandes atletas com Demi Vollering, Elisa Longo Borghini e da nossa brasileira Tota Magalhães, que corre pela Movistar. A prova é recente no calendário e teve sua primeira edição em 2007. Apesar de muitos afirmarem que a prova merece um status de monumento, a pouca idade e tradição pode ser um fator que ainda seja mantida como Clássica apenas. Daniel Bahia, autor dessa coluna, quando competiu a prova Sábado promete ser um dia frio de final de inverno por lá mas que certamente será uma corrida intensa e quente, nos 213km de trechos de asfalto e terra, culminando numa vitória sempre emblemática nas ruas e vielas de Siena.
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COMO EVITAR O OVERTRAINING
Do treino excessivo e o quanto você prejudica a evolução dos seus treinos e sua saúde Existe no ciclismo brasileiro uma tendência de treinar cada vez mais - de forma ineficiente - e, ao invés disso ajudar, isso prejudica os treinos. Afinal, quem gosta de treinar, sabe muito bem que é difícil querer parar. Mas e quando o excesso de treinos altera negativamente inclusive a sua saúde e a recuperação que te levaria justamente a evoluir ou a curtir a sua pedalada com mais leveza? A grande exigência do mundo competitivo, mesmo entre atletas amadores, tem provocado sérias consequências em atletas envolvidos em treinamento de alto nível. Ainda, a hipervalorização dos padrões estéticos tem levado indivíduos a buscarem, por meio do ciclismo ou do exercício físico, a diminuição da massa corporal ou peso, o aumento da massa muscular e do condicionamento aeróbio. Sobre overtraining e de onde vêm os desequilibrios É comum atletas e atletas amadores excederem os limites de suas capacidades físicas e psicológicas possibilitando o desfecho da síndrome do excesso de treinamento (overtraining), que é um distúrbio neuroendócrino, que basicamente resulta do desequilíbrio entre a demanda do exercício e a possibilidade de assimilação de treinamento, acarretando alterações metabólicas, com conseqüências que abrangem não apenas o desempenho, mas também outros aspectos fisiológicos e emocionais. O alto nível do estresse físico, os fatores sócio-culturais, psíquicos e emocionais, bem como alterações neuroendócrinas provocadas por restrições nutricionais provocam alterações nos níveis de serotonina cerebral, que podem ser associadas ao aparecimento do estado de fadiga, e quando isso ocorre de forma crônica, é um dos sintomas do quadro. Três fatores principais que podem desencadear o overtraining Nota: procure um médico! · Treinamento em excesso · Recuperação inadequada · Dieta restritiva Algumas manifestações agudas periféricas que têm relação excesso de treinamento além de provocar mudanças hormonais podem ter alguns sintomas iniciais decorrentes da redução das reservas de glicogênio, decréscimo da excitabilidade neuromuscular (contração muscular prejudicada), alteração na sensibilidade de adrenorreceptores, alteração do ciclo menstrual em mulheres e mudanças no sistema imunológico. O único tratamento efetivo é o repouso prolongado – o que muitas vezes desmotiva e leva ao praticante a abandonar o esporte. A prevenção é o melhor “remédio”. Uma excelente ferramenta de monitoramento dos níveis de estresse são os medidores altamente precisos de batimento cardíaco que permitem verificar como o treinamento e o dia da pessoa estão compatíveis entrei si para promover mais saúde, podendo ser úteis para melhorar a prescrição dos treinos, manipulação dietética adequada, ferramentas e terapias complementares de recovey e sono - e ainda outros instrumentos que podem auxiliar a você e ao treinador, médico, fisiologista ou nutricionista a entenderem como seu corpo reage ao ciclo de treinamento, aspectos nutricionais e rotina de vida, facilitando a prescrição correta de treinamento, nutrição e terapias de recuperação efetivas a você de forma individual. São considerados ciclistas altamente suscetíveis ao desenvolvimento do quadro: Atletas muito motivados; Atletas de alto rendimento; Atletas que retornam precocemente aos treinos, antes de estarem completamente recuperados; Atletas e não atletas que treinam sem acompanhamento profissional (autotreinados); Indivíduos com orientação profissional não qualificada Então, quando é hora de buscar ajuda? Ou melhor, o que fazer para não chegar ao ponto do overtraining? - Alimente-se de forma compatível com os treinos: evite restrições calóricas e energéticas especialmente em períodos competitivos. - Tenha prescrição adequada do treinamento: uma planilha pode ser facilmente prescrita, busque orientação para analisar o que está sendo prescrito e o quanto é possível se beneficiar da carga de treinamento de forma individual. - Respeite o descanso: o recovery é o maior responsável por auxiliar a produção de forma em nível máximo quando este for o objetivo. Ou seja, se o treino é forte sempre, com certeza o potencial máximo de desenvolvimento de força e potência é prejudicado. - Durma bem: 7 a 8 horas de sono de qualidade. “Mas eu durmo pouco e acordo bem” – muitas pessoas dizem isso mas só conseguem ser produtivas com muito café ou ainda têm muito sono após almoço, possuem desejos alimentares por doces acentuados. Quanto mais descansado, mais fácil é de perceber que seu corpo não precisa de substâncias adicionais para se manter ativo. - Hidrate-se: água e eletrólitos. A hidratação no esporte muitas vezes não fica completa apenas com água. Durante, após e em algumas situações até antes dos treinos, uma solução isotônica pode auxiliar a manter o equilíbrio hídrico ideal, possibilitando maior nível de energia física e mental. - Busque a integração da saúde física e mental com: fisioterapeutas, psicólogos e profissionais habilitados para auxiliar no processo de recovery, prevenção e manutenção durante seu ciclo de treinos. - Faça exames e check-up médicos: 2x ao ano para quem faz esporte. Leve ao seu médico, fisiologista e a profissionais que podem te auxiliar nessa jornada. - Crie uma rotina que permita com que suas tarefas e afazeres possam ser executados de forma equilibrada aos treinos Quem gosta de esporte entende que descanso é treino, porque o treino bem feito exige recuperação! REFERÊNCIAS American College of Sports Medicine. ACSM's Guidelines for exercise testing and prescription. 6th ed. Baltimore: Williams & Wilkins, 2000. Cordeiro LMS, Rabelo PCR, Moraes MM, Teixeira-Coelho F, Coimbra CC, Wanner SP, Soares DD. Physical exercise-induced fatigue: the role of serotonergic and dopaminergic systems. Braz J Med Biol Res. 2017 Oct 19;50(12):e6432. Hedelin R, Kenttá G, Wiklund U, Bjerle P, Henrikssonlarse K. Short-term overtraining: effects on performance, circulatory responses, and heart rate variability. Med Sci Sports Exer 2000;32:1480-4. Lehmann M, Foster C, Keul J. Overtraining in endurance athletes: a brief review. Med Sci Sports Exerc 1993;25:854-62. Meeusen R, Watson P, Hasegawa H, Roelands B, Piacentini MF. Central fatigue: the serotonin hypothesis and beyond. Sports Med. 2006;36(10):881-909. doi: 10.2165/00007256-200636100-00006. PMID: 17004850. Rossi L, Tirapegui J. Aspectos atuais sobre exercício físico, fadiga e nutrição. Rev Paul Educ Fis 1999;13:67-82. Zavorsky GS. Evidence and possible mechanisms of altered maximum heart rate with endurance training and tapering. Sports Med 2000;29:13-26.
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Henrique Avancini competirá em 2025 pela equipe Factor Racing
Bicampeão mundial no mountain bike, atleta brasileiro retorna ao cenário de competições agora em outra modalidade, no ciclismo de estrada Maior nome da história do ciclismo brasileiro, Henrique Avancini está de volta às competições! O atleta, que havia anunciado aposentadoria em agosto de 2023 após conquistar o bicampeonato mundial de maratona no mountain bike, competirá em 2025 pela equipe Factor Racing no ciclismo de estrada. A reviravolta na carreira ocorre para que Avancini realize um sonho de criança. Há mais de um ano sem competir profissionalmente, ele está animado com a nova fase. "Começo agora um novo projeto, que nasce de um sonho muito antigo meu de competir na estrada. Esse era um sonho de infância que foi ficando cada vez mais de lado pelo desenvolvimento da minha carreira. No momento da minha aposentadoria, eu cheguei a conversar sobre esse último ponto não realizado da minha jornada com o meu treinador e depois com o meu pai. Na época, resolvi que eu precisaria de um tempo para avaliar se eu teria saúde, ânimo e energia para tentar realizar essa empreitada. Então, em meados de 2024 foi quando eu comecei realmente a considerar a possibilidade, a falar com algumas equipes. O meu grande objetivo seria competir em algumas grandes provas que eu tenho desejo e para isso eu teria que integrar uma grande equipe - alguma com licença World Tour ou Pro Tour. A minha ambição nesse projeto era inicialmente bem pequena, o que eu buscava era a oportunidade de competir essas grandes provas, e no desenrolar de toda a negociação surgiu uma oportunidade de integrar um projeto de uma equipe que está passando por uma grande mudança, uma equipe de nível Continental Europa e que está sendo reformulada. É um projeto ambicioso e que eu teria a oportunidade de me desenvolver mais com um papel talvez de destaque. Após ponderar, após pensar muito, eu tomei essa decisão, de integrar a equipe Factor Racing" comenta o atleta. Só que competir como atleta profissional nas grandes provas mundiais do ciclismo de estrada não será o único sonho que Henrique Avancini realizará em 2025. Há 11 anos Avancini fundou sua equipe de mountain bike, e a Caloi Henrique Avancini Racing segue como fundamental em sua caminhada, buscando voos ainda mais altos. Principal projeto do ciclismo brasileiro, a Equipe Caloi Henrique Avancini Racing se destacou no cenário brasileiro em 2024 com grandes conquistas nacionais e até feitos internacionais. Avancini ocupa o cargo de General Manager em seu time de MTB e estará agindo nos bastidores em cada detalhe mesmo tendo que se dividir agora como atleta profissional novamente. "Acredito que de tudo que eu tenha feito na minha carreira, competir na estrada é o projeto mais motivado por uma vontade pessoal do que qualquer outro, e eu não quis deixar passar a oportunidade. Hoje eu sou cerca de 10 anos mais velho do que a média do pelotão profissional, portanto, não tenho muito tempo hábil de carreira para competir em alto nível, mas era algo que eu queria ter experiência, ter a vivência e completar minha bucket list. Mas para realizar isso eu deixei viva a condição de não interromper outros projetos, principalmente a Caloi Henrique Avancini Racing. Essa foi a condição que eu trouxe nas negociações, que o meu papel nos outros projetos não fosse interferido e que eu pudesse perseguir o meu sonho pessoal sem me esquivar das responsabilidades que eu mesmo criei pra mim". Avancini viajou na semana passada para a Europa. O momento que está por vir são de treinos e ajustes com o time Factor Racing. As primeiras competições ocorrem também já nesse mês de março. "Começo o ano fazendo algumas provas de nível Continental. E após o mês de março eu pretendo retornar ao Brasil para seguir com minha preparação, voltando a competir no final do primeiro semestre. É um projeto que tem me chamado bastante atenção, tem me animado bastante, e agora eu começo uma fase de adaptação, de entender quais são as reais possibilidades. Meu objetivo é ter um primeiro semestre que vai ser o meu período de teste, de avaliação, principalmente de autoavaliação, para então traçar meus próximos passos, meus próximos objetivos”, explica o atleta, que completa: “Sobre a composição do time, me animou muito trabalhar com uma marca nova, a Factor, principalmente com o histórico que eles têm de serem tão voltados para competição. É uma marca que nasceu da alta tecnologia, de alta performance, então é um background um pouco diferente e o time em si me interessou por ser um time talentoso, bastante jovem, o que gera um ambiente onde eu vou poder ensinar bastante coisa e aprender muito também. E acho que essa situação tem me motivado e renovado. Eu comecei a treinar de forma estruturada em dezembro e a preparação tem sido boa, até muito surpreendente para mim. Mesmo compatibilizando com outros trabalhos, eu consegui me dedicar bastante. Foi desafiador acordar às quatro da manhã, sair às cinco e meia pra treinar, fazer sessões extremamente exigentes, e logo depois já ter que continuar trabalhando envolvido com outras coisas. Mas foi também muito satisfatório poder me preparar em silêncio, sem estar envolvido com nenhuma expectativa, até porque eu queria principalmente concretizar toda a parte contratual antes de divulgar qualquer coisa para que não gerasse nenhuma expectativa em quem me acompanha e gostaria que eu voltasse a competir. Agora é uma realidade, e estou feliz de me dar essa chance”. “Com um forte histórico de desenvolvimento de campeões, nosso objetivo permanece o mesmo: nutrir jovens talentos, dar-lhes oportunidades e ajudá-los a alcançar o próximo nível nas corridas. Estou especialmente orgulhoso do elenco que montamos para 2025, com destaque para a chegada de Henrique Avancini. Tê-lo na equipe é uma honra e um avanço significativo para o nosso programa. As suas ambições claras alinham-se com a nossa visão e, se conseguirmos alcançá-las juntos, estou confiante de que estamos no caminho certo”, finaliza Jost Zevnik, gerente geral da Factor Racing, equipe que terá sua base em Kranj, na Eslovênia.
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Gravel, o movimento do rolê
O movimento que vem crescendo no mundo todo, com uma proposta diferente do que estamos acostumados a ver no mundo da bike.Uma modalidade que joga fora alguns esteriótipos e busca satisfazer o que muito tem se perdido, que é a vontade de pedalar de verdade. A modalidade vem crescendo justamente porque muitos ciclistas não se encontraram em algumas tribos ou não se adaptaram no mundo competitivo por ex. Não que a modalidade não tenha competição, aliás isso vem crescendo muito também, mas o grande lance de sair e explorar qualquer rolê com uma bike tem voltado a ativa com a gravel. O mundo do “Adventure” é um grande chamativo para esse público que quer pedalar, encontrar um lugar massa, uma comida e bebida boa. Desfrutar de momentos assim e compartilhar com amigos que tenham a mesma vibe. Talvez ainda não chegamos no HIPE da modalidade no Brasil, mas estamos caminhando pra isso. Pelo menos no mundo competitivo, agora que teremos uma etapa classificatória de Gravel pela UCI aqui no Sul do Brasil, em Camboriú. O grande lance dos eventos como: encontros, desafios e corridas chamem mais atenção para a modalidade e tudo cresça nesse mercado, mais eventos, mais modelos de bikes, mais pessoas e com isso mais gravel! A modalidade fora do Brasil já é extremamente explorada a muitos anos, e atualmente os maiores eventos competitivos, como o Unbound, que acontece em Emporia, no Kansas. Ano passado no total o evento teve 5 mil inscritos entre as distâncias de 100 e 200 milhas (160 e 320 km). O evento em si não gira somente em torno da “corrida” mas em torno de tudo, afinal de contas o evento começa sempre na quinta-feira e termina no domingo, movimentando milhares de pessoas e tendo diversos sub eventos para todos os estilos, níveis, gostos, etc. Convido você a conhecer e descobrir mais sobre a modalidade, no Brasil temos muitos influenciadores e adeptos da Gravel, desde os mais tranquilos até os mais loucos que pedalam milhares de km. Sigam: @leopedalandopelomundo@jessicarpk@juliano_rider @canaldebike @viniciusmobi
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5 sugestões de pré-treino práticas e calculadas para aprimorar sua pedalada
Encarar a alimentação pré-treino como fonte de energia fará toda a diferença em seu desempenho sobre duas rodas. Ingerir os alimentos corretos não só turbinará seu rendimento durante a pedalada, como também é o primeiro passo para a sua recuperação muscular. Isso porque um treino em jejum mal conduzido, pode fazer com que você use seus músculos para a produção energética, desregulando seu metabolismo, composição corporal e saúde. Basta pensar o seguinte: o exercício aeróbico - como os treinos em cima da bike de Endurance promovem um aumento da FC e na demanda de oxigênio nos músculos, gerando uma maior produção de calor e um alto custo energético para que os músculos contraiam por um maior período de tempo, abrindo possibilidade para você dar ENERGIA para realizar um pedal com potências cada vez maiores. Sem ENERGIA, você pode diminuir o custo metabólico necessário para evoluir em seus treinos. Vale lembrar: a digestão leve, com pouca ou nenhuma proteína neste momento, fará com que haja melhor assimilação e produção energética. Você deve finalizar sua refeição pré-treino e até iniciar o pedal quando sentir-se: com uma boa digestão realizada, sem fome e com muita força. Caso a digestão tenha ficado mais pesada, algo na sua alimentação ou no seu organismo não está em conexão com o contexto do treino, até mesmo preocupações podem prejudicar a digestão. Vá treinar sempre com uma alimentação bem digerida. Enfim, vamos nessa? Consideramos o cálculo como 1g de carboidrato por kilo para um indivíduo de 70kg 1. Tapioca de banana e canela Ingredientes: · Goma de Tapioca (70g – 1 colher de sopa) · Banana (80g – 1 unidade média) · Canela à gosto · Pasta de amendoim (20g – 1 colher de sopa) Modo de preparo: Acrescente a goma de tapioca numa frigideira, espalhe a massa e deixe dourar os dois lados. Acrescente a banana em rodelas, canela e a pasta de amendoim como recheio, feche a tapioca. Valor energético: 320kcal / 68g carbs 2. Mingau ou vitamina de aveia Ingredientes: 1 ½ xícara ou 300 ml de leite desnatado/ bebida vegetal/água; 3 colheres de sopa ou 45g de aveia em flocos; 1 banana madura média (80 g) e canela em pó a gosto. Mel ou Melado de cana (20g – 1 colher de sopa) Modo de preparo para vitamina: Bata todos os ingredientes no liquidificador, adicionando gelo e adoçantes naturais opcionalmente, e beba em seguida. Modo de preparo mingau de aveia: Corte as bananas em rodelas finas Leve as rodelas de banana ao fogo baixo mexa até que amoleçam; Reserve-as; Na mesma panela, adicione o leite e uma colher de sopa de aveia e mexa por cinco minutos após fervura Adicione a banana amolecida e mexa até a mistura ficar homogênea; Sirva imediatamente com o restante da aveia e as rodelas reservadas por cima e salpique canela a gosto. Valor energético: 400kcal / 70g carbs 3. Sanduiche integral com ovos mexidos + suco de uva Ingredientes: Pão de forma 100% integral (75g – 3 fatias) Ovos mexidos na frigideira antiaderente (160g – 2 unidades médias) + Suco de uva (300mL – 1 copo grande) Valor energético: 546kcal / 70g carbs 4. Aveioca de banana com chia (vegana) Ingredientes Aveia em flocos (1/2 xícara de chá – 60g) Chia (20g – 1 colher de sopa) Banana (160g – 2 unidades médias) Água morna (1/2 xícara de chá) Modo de preparo Misture bem todos os ingredientes até a aveia absorver a água. Deixe descansando por 3 minutos. Aqueça uma frigideira antiaderente em fogo alto. Espalhe a massa rapidamente na frigideira aquecida e deixe dourar embaixo. Quando dourar, vire e doure um pouco do outro lado. Recheie com 2 bananas em rodelas, canela a gosto. Está pronto! Sirva e aproveite. Valor energético: 448kcal / 74g carbs 5. Biscoitos de arroz com geleia + salada de frutas pequena · Biscoitos de arroz (30g – 4 unidades) · Geleia de frutas tradicional (40g – 2 colheres de sopa) · Salada de frutas pequena (200mL – 1 xícara) Valor energético: 323kcal /75g Carbs
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Calendário de eventos 2025
Este é um guia completo para o seu ano de 2025, do Downhill ao Ciclismo de Pista, passando pelo XCM, XCO, BMX, as Clássicas e Grand Tours do Ciclismo de Estrada. Cada modalidade está posicionada em uma camada diferente, com cores que diferenciam cada uma delas: Sim, tem até corrida a pé, apesar de poucos eventos cadastrados. Ao longo do ano vamos atualizando as abas, portanto deixe essa pagina favoritada para você sempre consultar se apareceram novos eventos que te interessam. Você vai encontrar eventos profissionais e internacionais para programar de assistir, assim como vai eventos nacionais e amadadores, que valem a pena você considerar a possibilidade de se inscrever e participar deles. Use este calendário para programar a sua temporada de 2025, enviar para seu treinador ou parceiros de competição, selecionar os eventos que quer competir/assistir e ficar sempre por dentro de tudo. A visualização fica melhor pelo computador. Além disso, é comum que aconteçam muitos eventos em um mesmo dia e eles não caibam no espaço do dia, aí você precisa clicar em "Mais 1", "Mais 2" etc. Clicando nos eventos, aparece o nome inteiro dele. Alguns possuem link do site na descrição. Naturalmente, não mapeamos todos os eventos existentes. Fiquem a vontade para nos enviar eventos que vocês julguem importantes. Em tempo, algumas modalidades que não aparecem na legenda estão inseridas em etiquetas similares. Por exemplo, as provas de ciclismo de pista ou para-ciclismo estão todas na aba Ciclismo de Estrada (amarelo). O BMX, como ainda não foram mapeadas muitas provas, deixamos na aba MTB (e outros), que naturalmente inclui as variações XCO, XCE, XCM, Enduro e Downhill. As informações deste calendário podem sofrer alterações de acordo com os organizadores, portanto cheque sempre se as datas permanecem as mesas. Fiquem a vontade para sugerir novos eventos e correções/atualizações nos comentários abaixo.
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COMO AUMENTAR A IMUNIDADE ATRAVÉS DA NUTRIÇÃO COM A ROTINA DOS TREINOS?
O sistema imunológico é composto por diversas células de defesa que são responsáveis por proteger o organismo contra inúmeras doenças causadas por vírus, bactérias ou fungos. Além desses agentes infecciosos, diversos fatores podem influenciar a nossa imunidade como: a privação de sono, o sedentarismo, o excesso de treino, o estresse e principalmente a má alimentação. Há muito tempo já se sabe que a alimentação influência a imunidade, como também o excesso de treino ou a aplicação incorreta da planilha de treinos pode superar a capacidade adaptativa do corpo em resposta ao estresse, e ao invés de uma adaptação positiva e protetora, temos como resultado queda da imunidade! Além disso, exercícios praticados de forma moderada estimulam respostas benéficas ao sistema imune. Em contrapartida, a propensão de surgimento do quadro infeccioso se dá por maioria em indivíduos que realizam exercícios de endurance, uma vez que a alta intensidade do exercício abre uma janela imunológica para vírus e bactérias oportunistas. Mas será que existem nutrientes específicos ou shots para potencializar a nossa saúde? Neste artigo te contaremos tudo que você precisa saber para aumentar a imunidade através da alimentação dentro do esporte ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL VERSUS IMUNIDADE, Qual a relação? A alimentação saudável é essencial para fortalecer o sistema imune e desenvolver um organismo forte, já que é responsável pela produção de anticorpos (células de defesa do corpo) que atuam na prevenção de doenças como gripes e resfriados, por exemplo. Alguns fatores como sexo, idade e imunonutrição podem ser considerados nesse contexto. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014), se entende por alimentação saudável, aquela que possui: · Todos os nutrientes que o corpo necessita (carboidratos, proteínas, gorduras boas, vitaminas e minerais); · Alimentos in natura como frutas, legumes e vegetais; · Baixo consumo de alimentos ultraprocessados (alimentos ricos em açúcares, gorduras, sódio e conservantes); · Diversas cores e variedade de alimentos; E QUAIS SÃO OS NUTRIENTES QUE AJUDAM A AUMENTAR A IMUNIDADE? Alguns nutrientes específicos em conjunto com estas orientações, podem auxiliar ainda mais para o bom funcionamento do sistema imune, bem como estão presentes nos alimentos que aumentam a imunidade do corpo, sendo eles: · Vitamina A: atua no desenvolvimento do sistema imune, na produção de células de defesa e no aumento da resposta contra invasores como vírus e infecções. - Alimentos fonte, origem animal: fígado, gemas de ovos, leite integral, manteiga e queijo (presente na forma de retinol e pronta para ser usada pelo organismo). - Alimentos fonte, origem vegetal: vegetais alaranjados e verde escuros como cenoura, tomate, brócolis, couve-manteiga (presente na forma de pró - vitamina A, na qual será convertida em vitamina A pelo organismo). · Vitamina C: estimula nosso sistema de defesa na proteção contra infecções. - Alimentos fonte: frutas cítricas como abacaxi, laranja, acerola, limão (para garantir uma melhor absorção, prefira as frutas em sua forma crua). · Vitamina D: atua na produção de proteínas importantes para a ativação do sistema imunológico. - Exposição segura ao Sol é a principal forma. · Vitamina E: responsável por aumentar as células de defesa do organismo. Alimentos fonte: amêndoas, avelã, castanha de caju, amendoim e semente de girassol. · Ferro: atua como componente essencial para o funcionamento das células de defesa do corpo, além disso auxilia o transporte de oxigênio nas células, inclusive musculares - Alimentos, origem animal: carnes vermelhas e vísceras (fígado, rim e coração). - Alimentos, origem vegetal: vegetais verde folhosos, feijões de todos os tipos ou leguminosas como grão-de-bico, lentilhas e cereais integrais Dica importante: para absorver melhor o ferro presente nos vegetais, consuma junto com alimentos fontes de vitamina C. Exemplos: temperar a salada com limão ou consumir uma laranja de sobremesa podem ser boas opções) · Zinco: possui ação antioxidante que atua no desenvolvimento e no funcionamento das células imunológicas. - Alimentos, origem animal: carnes vermelhas, frutos do mar e frango. - Alimentos, origem vegetal: cereais integrais, castanhas e sementes (abóbora, girassol e gergelim) · Selênio: apresenta ação antioxidante e auxilia diretamente na proteção e fortalecimento da imunidade. O selênio é um mineral que participa da formação da glutationa peroxidase, uma enzima antioxidante que combate o estresse do organismo. Alimentos fonte: castanha-do-pará. · Probióticos: são ‘’bactérias boas’’ essenciais para manter a boa saúde intestinal e a aumentar a capacidade do sistema imunológico de combater infecções e doenças. Alimentos fonte: iogurte natural, kefir e kombucha. · Prebióticos: são alimentos ricos em fibras que contribuem para uma boa saúde intestinal, e consequentemente na imunidade. Alimentos fonte: chuchu, chicória, biomassa de banana verde, alho, cebola, aveia, entre outros. · Ômega 3: é um tipo de gordura boa para o organismo que exerce função nos processos inflamatórios e imunes do organismo. Funciona como um potente imunomodulador. Alimentos, origem animal: peixes de águas mais profundas (salmão, atum, bacalhau, arenque e sardinha). Alimentos, origem vegetal: sementes de chia e linhaça, nozes Outros compostos que não são considerados nutrientes, mas que merecem destaque são os compostos bioativos: Conhecidos também como fitoquímicos, são substâncias (não nutrientes) presentes em alimentos de origem vegetal como frutas, verduras, grãos e leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha), capazes de proporcionar diversos benefícios a saúde, incluindo o aumento da imunidade. Alguns exemplos: - Antocianinas (uva roxa, repolho roxo, cereja) - Isoflavonoides (soja e seus derivados) - Beta-glucanas (Aveia) - Carotenoides (cenoura, tomate, abóbora, mamão) - Curcumina (cúrcuma) - Gingerol (gengibre) Bom, mas se você está aqui para entender como o esporte e a nutrição andam juntos no processo, é valido lembrar que as informações acima visam trazer aspectos que são indispensáveis: o consumo de alimentos realmente ricos nutricionalmente. Parece que atletas amadores experimentam uma resposta imune não linear ao seu treinamento e podem sobrecarregar-se mais facilmente. Dito isto, os atletas de elite são mais bem-sucedidos no treinamento ideal, mostrando mais resiliência imunológica ao treinamento e capacidade de tolerar a disfunção imunológica do que os atletas amadores. Apesar dessa resiliência, atletas de elite, especialmente aqueles em competições, ainda tendem a apresentar taxas de infecção mais altas como resultado de fatores externos. Atletas competidores contraem mais doenças, especialmente as infecções respiratórias do trato superior, possivelmente devido à duração da competição ou deficiências pré-existentes. A pressão competitiva frequente, as viagens extensas e as cargas de treinamento necessárias podem comprometer o tempo de descanso e recuperação. A interrupção de uma rotina estável fora de casa pode causar estresse, interrupção do sono, alterações na dieta e exposição a infecções, que contribuem para a imunodepressão por meio de mecanismos psicológicos, microbiológicos ou nutricionais. A duração e a qualidade do sono são comprometidas por mediadores inflamatórios induzidos pelo treinamento, que têm um efeito exacerbador. A mudança de ambiente ou país pode expor os atletas a temperatura, dieta, umidade, poluição ou alérgenos desconhecidos. No esporte de elite e aqui uma observação pessoal da nutricionista Juliana Maciel, no esporte amador que visa rendimento também acontece, estes fatores podem existir em ambos os contextos. Neste sentido, pensando em treinamento e reforçando que há fortes evidências da ingestão de carboidratos, vitaminas C, D e E, probióticos e até mesmo certas gorduras, na redução de infecção respiratória do trato superior em atletas. Possíveis contramedidas à ITRS podem ser: - uma nutrição correta: ingestão correta de nutrientes, incluindo pré, intra e pós-treino ricos em carboidrato - higiene do sono - uma organização adequada das cargas de treinamento - uso de técnicas para reduzir o estresse em atletas profissionais e até mesmo recreacionais Esperamos que este texto ajudem vocês a organizarem seus treinos, nutrição e descanso. Busque apoio profissional REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Saúde. Guia Alimentar Para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. CARR, A, C.; MAGGINI, S. “Vitamin C and immune function”. Nutrients, vol. 9, n. 11, 2017. Cicchella, A., Stefanelli, C., & Massaro, M. (2021). Upper Respiratory Tract Infections in Sport and the Immune System Response. A Review. Biology, 10(5), 362. https://doi.org/10.3390/biology10050362 COZZOLINO, S.; COMINETTI, C. Bases Bioquímicas e Fisiológicas da Nutrição: nas diferentes fases da vida, na saúde e na doença. Barueri, SP: Manole, 2013, p. 593 – 612. COZZOLINO, S. Biodisponibilidade dos Nutrientes. 5ªed. rev. e atual. Barueri, SP: Manole, 2016. COSTA E ROSA. Alimentos funcionais e Lei YM, Nair L, Alegre ML. The interplay between the intestinal microbiota and the imune system. Clin. Res. Hepatol Gastroenterol. 2015 Feb:39 (1): 9-19). MAGGINI, S.; PIERRE, A.; CALDER, P. C. “Immune function and micronutrient requirements change over the life course”. Nutrients, vol. 10, n. 10, 2018. Richard Baskerville, Linda Castell, Stéphane Bermon, Sports and Immunity, from the recreational to the elite athlete, Infectious Diseases Now,Volume 54, Issue 4, Supplement,2024, 104893,ISSN 2666-9919, https://doi.org/10.1016/j.idnow.2024.104893. (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666991924000484) .
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Grande pega entre VDP e WVA no Campeonato Mundial de Cyclocross este domingo
Acontece neste domingo, 02 de janeiro, a disputa mais importante do CX (cyclocross) - pelo menos entre as provas da UCI - o Campeonato Mundial UCI, em Lievin, na França. Depois de um final de semana onde Mathieu Van der Poel dominou uma rodada dupla da Copa do Mundo, vencendo Wout Van Aert na primeira delas. Wout tomou dois tombos, mas mesmo assim chegou em segundo lugar. O que esperar da mesma disputa uma semana depois, no Campeonato Mundial? Mathieu van der Poel largará como principal e quase como único favorito. O ciclista busca igualar os sete arco íris do histórico Eric de Vlaeminck. Além dos principais favoritos para repartir o ouro e a prata, uma lista de ciclistas tomará a saída em Liévin com o objetivo de subir ao pódio. Mais uma vez, destacam-se os combinados da Bélgica e dos Países Baixos, que repartem a grande maioria dos favoritos às medalhas. Junto com Van Aert, os belgas disponibilizaram um poderoso conjunto no que sobressaiu Thibau Nys, Eli Iserbyt, Joran Wyseure, Toon Aerts, Laurens Sweeck ou o recente ganhador da Copa do Mundo, Michael Vanthourenhout. Outro aspecto importante para quantificar as opções de Wout van Aert será a sua largada. O belga larga da terceira fila, o que pode significar um esforço extra desde o início, o que pode afetar suas chances de enfrentar Van der Poel. É por isso que é importante que Wout comece bem e tente evitar os gargalos habituais que ocorrem além das primeiras posições nos estágios iniciais. A largada será no dia 02 de janeiro, as 15:00 na frança (11:00 no Brasil) - se liguem no canal da UCI no Youtube!
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Vitória de Tom Pidcock com sua nova equipe na 2ª etapa do Alula Tour
A segunda etapa do Alula Tour foi um terreno ondulado e corou o campeão olímpico (de MTB, não de estrada) vencer pela sua nova equipe Q36.5 Pro Cycling Team. O ciclista britânico fez a melhor subida final até a Montanha Bir Jaydah para acelerar com 500m para o fim. Ele finalmente cruzou a linha de chegada triunfantemente, derrotando Rainer Kepplinger (Bahrain Victorious) e o campeão mundial de mountain bike Alan Hatherly (Jayco-AlUla). Graças à sua primeira vitória da temporada, Pidcock assume o comando da classificação geral e usará a camisa verde do líder geral. Após um primeiro dia de corrida intensa na terça-feira, alguns dos 118 ciclistas do AlUla Tour tiveram o prazer de dar um pedal no labirinto de ruas pitorescas da Cidade Velha que acolheram o início da etapa do dia. Momentos de calma antes da batalha na etapa 2: um pedal de 157 km até o sudoeste de AlUla, onde um circuito final difícil, incluindo três subidas até a Montanha Bir Jaydah Wikrah, receberia os ciclistas para uma das etapas mais difíceis do evento. 5 HOMENS NA LIDERANÇAAssim que chegou ao quilômetro 3, cinco ciclistas se afastaram do grupo: Raccani (JCL), Rosli e Abd Halim (TSG), Thimachai (ROI) e Reynders (WB2). A liderança deles cresceu para 2'05” assim que chegou ao quilômetro 7,5. No primeiro Sprint Ativo Intermediário (km 77), vencido pelo Ciclista Mais Ativo (Camisa Laranja) Muhammad Rosli, que já estava presente na fuga de ontem, a diferença chegou a 3'20”. Os homens da frente então começaram a lutar. Thimachain foi o primeiro a ser largado, seguido logo por Rosli e Abd Halim, deixando apenas dois homens na liderança enquanto o pelotão liderado pelas equipes Q36.5, Jayco-AlUla e Picnic Post.nl se aproximava. CORRIDA NEUTRALIZADAUma vez no circuito final, depois que Raccani chegou em primeiro no segundo Sprint Ativo Intermediário na primeira passagem da linha (km 103), foi tomada a decisão de encurtar a distância da corrida devido a muito cascalho na descida e com base nas preocupações de segurança dos ciclistas. Portanto, haveria apenas uma volta extra a ser coberta (em vez de duas) e a descida seria neutralizada. Após essa neutralização, com cinco quilômetros para o fim, os dois da frente só podiam contar com uma liderança de 28”. Eles acabaram sendo pegos a três quilômetros do final. PIDCOCK ACELERANDONa subida final da Montanha Bir Jaydah, Rafal Majka (UAD) estabeleceu um ritmo intenso com apenas alguns ciclistas conseguindo segui-lo. Depois que Kepplinger (TBV) foi o primeiro a atacar, o movimento decisivo veio a 500m do fim quando Tom Pidcock fez seu esforço. Ele conseguiu se afastar nos últimos 300m e cruzou a linha vitoriosamente, derrotando Kepplinger por 4” e um homem que o havia derrotado no Campeonato Mundial de Mountain Bike da UCI no ano passado: Alan Hatherly, da África do Sul, por 7”. NOVO LÍDER GERALPidcock reivindica a 6ª vitória profissional de estrada de sua carreira após sucessos como uma etapa no Tour de France de 2022 ou a corrida Amstel Gold no ano passado. Ao fazer isso, o bicampeão olímpico de 25 anos (2020 e 2024) captura a camisa verde do líder geral e agora pode desfrutar de uma vantagem de 8” sobre seu rival mais próximo, Kepplinger. O britânico também lidera a classificação por pontos, enquanto Adne Holter (UXM) se torna o novo melhor jovem ciclista (camisa branca). Muhammad Rosli mantém a camisa laranja do ciclista mais ativo. Images: Alula Tour/Charly Lopez
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Do “enfiar o pé na jaca” até a carne de jaca
Quem nunca enfiou o pé na jaca? Pera, mas você sabia que essa expressão não tem relação com a fruta JACA? Eu não sabia! Estou morando no Rio de Janeiro e subindo – ou descendo – de bike a vista chinesa é comum ver jacas o tempo inteiro na pista. Isso porque agora estamos no verão, onde predominam JACAS. E aqui no Rio de Janeiro a vista chinesa é conhecida pelos praticantes de esporte como uma subida exigente em altimetria com uma descida cheia de curvas, limo quando chove, com grandes riscos de você ENFIAR A RODA NA JACA e depois a cara no chão. Acontece mesmo, isso porque a jaca realmente solta um tipo de liquído escorregadio, especialmente se você está de road bike. VOLTANDO... A decepção? “enfiar o pé na jaca” não é sobre a jaca. Segundo a IA do google que jogou uma referência boa lá que eu não conferi, isso acontece porque lá atrás, no Brasil colonial, quando os tropeiros usavam cestos chamados "jacás" para transportar mercadorias, eles bebiam muito e na hora de montar na mula, eles bêbados enfiavam o pé na jacá e não na jaca. Ok, depois passou-se usar a jaca fruta no lugar, mas não é a fruta. Agora minha visão sobre as jacas aqui do Rio de Janeiro da região do Parque da floresta da Tijuca. Tem muita gente que não gosta de jaca, eu entendo. Mas as vezes parece aquela história, será que não gostamos por que tem demais? Se parar para pensar é triste que exista tanta desigualdade alimentar no país e ao mesmo tempo um monte de jacas sendo ignoradas. Eu logo voltei do treino com uma jaca verde nas costas. Porque além de questionadora das jacas, eu sou vegana. Nós veganos, conhecidos como ETs, usamos a jaca verde para fazer a famosa “carne de jaca”. Fica tipo um “picadinho de carne”. Eu gosto, fica uma delícia. Você já comeu? Conta para nós, quem sabe eu compartilho um conteúdo somente sobre isso.
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Strava apresenta relatório de marcas de bikes mais usadas e tendências do esporte em 2024
O STRAVA acaba de lançar o Year in Sport, um dos principais relatórios de tendências do mercado esportivo, baseado nos bilhões de dados que mais de 135 milhões de atletas carregam diariamente na plataforma. E o Brasil tem um papel fundamental nessa coleta de dados, já que somos o 2º maior público da plataforma - com mais de 19 milhões de usuários. No final do documento, temos as marcas mais usadas pelos nossos atletas, segundo a pesquisa Neste ano, as 4 principais tendências apontadas pelo relatório são: - Socializar enquanto transpiramos (os clubes de corrida cresceram no Brasil) - Burnout is Out - Equilíbrio como tendência (a exaustão está fora de moda! o descanso entre as atividades é essencial) - Barriers are for Breaking Down - Superando Barreiras (flexibilidade na agenda para se manter ativo!) - The Year in Gear - Equipamentos do Ano (quais as marcas mais usadas pelos atletas) O Strava analisou bilhões de dados registrados por sua comunidade global formada por mais de 135 milhões de pessoas em mais de 190 países, além de insights obtidos em uma pesquisa com mais de 5 mil pessoas ativas, assinantes ou não da plataforma. Os resultados mostram como as pessoas em todo o mundo estão priorizando o equilíbrio – ao invés do esgotamento – em suas rotinas de exercícios, buscando também conexões sociais através das atividades físicas. Run club is the new nightclub - Socializar enquanto transpiramos Os dados mostram um grande crescimento em clubes de corrida e atividades em grupo. Fazer conexões sociais é o principal motivo para as pessoas se exercitarem. Corrida é o esporte vencedor Mundialmente e também no Brasil, a corrida foi o esporte mais praticado no Strava e é o esporte social que mais cresce. Explosão nas atividades em grupo: Global: participação em clubes de corrida cresceu 59%. Brasil: crescimento de 109% (quase o dobro). Aumento de corridas em grupo: Global: 18% mais corridas realizadas em grupos com mais de 10 pessoas. Brasil: crescimento de 30%. Amizades através do fitness:58% dos entrevistados afirmaram ter feito novos amigos por meio de grupos de atividades físicas, enquanto quase um em cada cinco Geração Z saiu em um encontro com alguém que conheceu através do exercício – e essa geração foi quatro vezes mais propensa a preferir conhecer pessoas em treinos do que em bares. Conexões mais fortes, mais quilômetros:a média de duração de atividades (corridas, pedaladas, trilhas) com mais de 10 pessoas foi 40% maior do que atividades realizadas sozinhas. Por que ingressar em grupos de corrida? Razão principal: Global: 48% citam conexões sociais como o principal motivo (55% entre a Geração Z). Brasil: 56% mencionam conexões sociais como razão principal (mesmo índice para a Geração Z). Proporção de pessoas que dizem ter feito novos amigos por meio de um grupo de atividades físicas em 2024, globalmente e no Brasil: Globalmente 58% no total 66% da Geração Z Brasil 76% no total 77% da Geração Z Interesse em treinar com amigos em 2025: Global: 40% da Geração Z deseja aumentar os treinos com amigos. Brasil: 36% da Geração Z têm esse interesse. Horários mais populares para corridas em grupo durante a semana: Global: 18h/19h. Brasil: 19h/20h. Cidades mais sociais em 2024 (maior concentração de pessoas correndo simultaneamente): Brasil: Fortaleza (57%). Espanha: Valência (48%). França: Lyon (52%). Indonésia: Jacarta do Sul (78%). Reino Unido: Leeds (54%). EUA: Nova York (48%). Quando o corte é feito para a seleção em gênero, há uma diferença relevante: Atividades matinais em grupo aos finais de semana: Global: 35% das atividades femininas são em grupo, 20% a mais que as dos homens. Brasil: 41% das atividades femininas são em grupo, 31% a mais que as dos homens. Strava é o novo app de relacionamentos? Globalmente, o número de pessoas que preferem conhecer novas pessoas em um grupo de fitness (59%) é quatro vezes maior do que aquelas que optam por um bar (14%). No Brasil, essa preferência se mantém, com 66% favorecendo grupos fitness e apenas 18% escolhendo bares. As gerações estão se preocupando mais com o consumo de álcool para não atrapalhar suas atividades e desempenho: Redução de álcool para atingir metas fitness: Global: 92% no total. 96% entre a Geração Z. Brasil: 93% no total. 95% entre a Geração Z. Burnout is out. Balance is in - Equilíbrio é a nova tendência Em 2024, as percepções sobre o que significa ter um estilo de vida ativo mudaram: as pessoas deram preferência ao equilíbrio em vez da exaustão, priorizando treinos mais curtos e dias de descanso no treinamento para maratonas. Os tempos de levar o corpo ao limite a qualquer custo deram lugar a uma visão mais sustentável do exercício, ajudando as pessoas a se manterem ativas por mais tempo, com mais foco na saúde mental e na recuperação. Globalmente, a duração ideal de cada treino, segundo 57% das pessoas entrevistadas, é de 45 a 60 minutos. No Brasil, esse percentual é de 67%. Aumento de treinos curtos:mais de 20% de todos os treinos foram “micro-movimentos” (menos de 20 minutos), ajudando a manter uma rotina saudável. Recuperação como prioridade: corredores que treinavam para maratonas adicionaram mais dias de descanso e recuperação ativa, com 51% dos dias nas 16 semanas antes da corrida sendo de descanso. Benefício das pausas:atividades em grupo cresceram 13% e tiveram três vezes mais pausas do que atividades solo, refletindo o tempo dedicado a cafézinho ou conversa no meio do treino. Mesmo com o foco no equilíbrio, o progresso não foi comprometido: 72% das metas de corrida e 77% das metas de pedal de 2024 foram atingidas. O Strava também registrou um aumento de 9% no número de maratonas, ultramaratonas e percursos de longa distância neste ano. Duração mediana de atividades no Strava em 2024: globalmente: 53 minutos. Brasil: 56 minutos. Percentual de pessoas que desejam treinar mais de 60 minutos por dia: globalmente: 16%. Brasil: 17%. Ritmo/velocidade média por tipo de atividade: Global: Corrida: 6:22 min/km. Ciclismo: 19,6 km/h. Caminhada: 12:13 min/km. Trilhas: 13:44 min/km. Brasil: Corrida: 6:48 min/km. Ciclismo: 19,1 km/h. Caminhada: 10:44 min/km. Trilhas: 12:10 min/km. Porcentagem de atividades com menos de 20 minutos no Strava Brasil: Escadas: 41%. Elíptico: 36%. Yoga: 19%. Caminhada: 12%. Treino com pesos: 12%. Descansar é importante! Globalmente, houve 62 dias de descanso em um ciclo médio de treinamento para meia-maratona no Strava. No Brasil, foram 69 dias. Globalmente, entre os treinos para uma maratona, 51% dos dias nas 16 semanas antes da corrida foram dias de descanso – 54 dias sem nenhuma atividade. No Brasil, 43% dos dias nas 16 semanas antes da corrida foram dias de descanso – 60 dias sem nenhuma atividade. Metas atingidas Percentual de metas semanais do Strava alcançadas em 2024 Global: Todos os esportes: 79% Ciclismo: 77% Corrida: 72% Brasil: Todos os esportes: 70% Ciclismo: 72% Corrida: 70% Globalmente, 43% dos usuários do Strava dizem que querem conquistar uma grande corrida ou evento esportivo em 2025. No Brasil, esse percentual é de 51%. Principais metas de saúde efitness para 2025: Global: Alongamento e mobilidade: 19% Dieta melhorada: 14% Mais / melhor sono: 14% Brasil: Alongamento e mobilidade: 11% Dieta melhorada: 15% Mais / melhor sono: 12% Barriers Are for Breaking Down - Superando Barreiras Embora o equilíbrio e as conexões sociais tenham sido priorizados, isso não impediu que as pessoas alcançassem seus objetivos. Em 2024, a comunidade global ativa do Strava desafiou normas sociais e estereótipos geracionais para atingir suas metas. Boomers ditaram o ritmo:as gerações Boomers e Gen X superaram Millennials e Gen Z tanto em quilometragem quanto na conquista de títulos de King/Queen of the Mountain (KOM/QOM). Mulheres lideraram:mulheres tiveram 20% mais chances do que homens de conquistar um título na Strava em 2024. Adoção de novos esportes:globalmente, treino com pesos foi o esporte que mais cresceu entre mulheres em 2024, com um aumento de 25% nas atividades registradas. Também houve avanço de 11% na participação feminina no ciclismo. Entre os homens, a prática de ioga ou pilates cresceu 15%. Globalmente, 61% das pessoas entrevistadas estão otimistas em relação à igualdade de gênero nos esportes. No Brasil, esse percentual é de 78%. Apesar dessa paridade nos níveis mais altos, uma em cada quatro mulheres globalmente afirmam que a falta de flexibilidade na agenda é uma barreira para se manterem ativas. No Brasil, esse percentual é de 29% (mais de uma em cada quatro). Globalmente, a participação feminina no ciclismo no Strava cresceu 11% em 2024. No Brasil, o crescimento foi de 12%. Globalmente, as corridas e pedaladas femininas têm 40% mais chances de ocorrerem em ambientes fechados do que as masculinas. No Brasil, esse percentual é de 69%. Percentual de corredores que carregaram uma maratona no Strava: Global: mulheres: 5% homens: 8% Brasil: mulheres: 2% homens: 3% Percentual de corredores que carregaram uma meia maratona no Strava: Global: mulheres: 16% homens: 17% Brasil: mulheres: 10% homens: 11% Distância média semanal em 2024 (km): Global: corredores Boomers: 14 km corredores Gen Z: 9 km ciclistas Boomers: 62 km ciclistas Gen Z: 35 km Brasil: corredores Boomers: 13 km corredores Gen Z: 6 km ciclistas Boomers: 52 km ciclistas Gen Z: 25 km The Year in Gear - Equipamentos do Ano Os principais equipamentos esportivos do ano foram revelados - assim como as previsões de tendências de estilos para 2025: Escolha do corredor:O melhor tênis de corrida globalmente foi o Nike Pegasus. Enquanto no Brasil foi o modelo Olympikus Corre. Democratização dos supertênis:Este ano houve um aumento de 14% em relação ao ano anterior nas corridas concluídas com calçados de placa de carbono em todas as distâncias, sinalizando um aumento no consumo do calçado de alto desempenho. Divisões de estilo geracional: Todas as idades concordaram que roupas coordenadas são o estilo de lookde treino preferido - com a cor azul prevista para ser o novo preto em 2025. No entanto, as divisões geracionais dividem opiniões sobre o comprimento das meias, com a Geração Z favorecendo as meias compridas e a Geração X votando nas meias curtas. Principais marcas de tênis de corrida: Global: Nike Pegasus HOKA Clifton Asics Gel Nimbus Brasil: Olympikus Corre Nike Pegasus Asics Nova Blast Globalmente, 44% das maratonas em 2024 foram carregadas com um tênis de placa de carbono. No Brasil, esse percentual foi de 31%. Globalmente, a participação de corridas carregadas no Strava com um tênis de placa de carbono listado como um tipo de equipamento aumentou 14% este ano. No Brasil, esse percentual foi de 33%. Principais tênis de corrida – Corridas: Global: 5k: Nike Vaporfly Next% 10k: Nike Vaporfly Next% Meia maratona: Nike Vaporfly Next% Maratona: Nike Alphafly Brasil: 5k: Olympikus Corre 10k: Olympikus Corre Meia maratona: Olympikus Corre Maratona: Olympikus Corre Principais marcas de bicicletas de estrada: Global: Trek Specialized Giant Brasil: Oggi Caloi Specialized Principais marcas de MTB (Mountain Bike): Global: Specialized Trek Scott Brasil: Specialized Oggi Caloi Principais dispositivos de rastreamento – Corrida: Global: Apple Watch Series Apple Watch SE Garmin Forerunner 245 Brasil: Apple Watch Series Garmin Forerunner 245 Garmin Forerunner 55 Principais dispositivos de rastreamento – Ciclismo: Global: Garmin Edge 530 Garmin Edge 830 Wahoo ELEMNT BOLT V1 Brasil: XOSS SPRINT iGPSPORT BSC100S Garmin Edge 530 Uso do app Strava para upload de dados: Globalmente: 72% dos usuários fazem upload diretamente pelo aplicativo móvel, alguns combinando com outro dispositivo. Brasil: 89% dos usuários fazem uploaddiretamente pelo aplicativo móvel. Curiosamente, apenas 47% dos usuários globalmente utilizam um dispositivo separado para fazer o upload de dados. Brasil: 23% dos usuários utilizam um dispositivo separado. Correr com estilo: O preto continua sendo a cor mais popular para roupas de treino globalmente e no Brasil. Globalmente, 60% apoiam a coordenação de cores nos trajes de treino. Brasil: 66%. Globalmente, 71% das pessoas da Geração Z apoiaram a coordenação de cores nos trajes de treino. Brasil: 69%. Divisões geracionais no estilo:todas as idades concordaram que roupas que combinam são a principal escolha para o guarda-roupa fitness, com a cor azul sendo apontada como a nova tendência para 2025. No entanto, as opiniões divergem no comprimento das meias: a Gen Z prefere meias de cano médio, enquanto a Gen X opta por modelos invisíveis. Insights “Este ano mostrou que as pessoas estão assumindo o controle de suas vidas ativas e se movendo de uma forma que funciona para elas. O crescimento de uma rotina de exercícios mais relaxada, fundamentada em conexões sociais, prova que malhar não é mais sinônimo de esgotamento”, disse Zipporah Allen, Chief Business Officer do Strava. “Adoramos ver os dados que indicam como as mulheres estão prosperando, as gerações mais jovens estão buscando conexões e as mais velhas ainda estão quebrando recordes. Na Strava, cada esforço conta, e o relatório deste ano destaca a incrível diversidade e profundidade das conquistas da nossa comunidade global”, complementa. Para acessar o relatório completo e explorar as tendências, equipamentos e insights que moldaram a forma como as pessoas se movimentaram em 2024, acesse o relatório completo Year In Sport: The Trend Report neste link. Sobre o Strava Strava é a principal comunidade digital para pessoas ativas, composta por mais de 135 milhões de atletas em 190 países. A plataforma oferece uma visão global do seu estilo de vida ativo, independentemente de onde você mora, qual esporte pratica ou qual dispositivo utiliza. Se você se esforça, já faz parte da comunidade Strava. Junte-se à comunidade, encontre motivação e viva novas experiências com uma assinatura Strava.
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Mark Cavendish recusa Tour 2025 para bater o próprio recorde e se aposenta
Mark Cavendish agora se aposentou oficialmente das corridas profissionais, encerrando sua carreira incrivelmente bem-sucedida de 18 anos e um capítulo único na história do ciclismo.Cavendish correu seu 15º e último Tour de France em julho e quebrou o recorde de vitórias de todos os tempos estabelecido por Eddy Merckx ao garantir sua 35ª vitória de etapa no French Grand Tour na etapa 5 em Saint Vulbas, o último passo em sua própria era na história do sprint. Ele finalizou sua carreira profissional da maneira mais adequada possível: vencendo um sprint em grupo.O ciclista de 39 anos, pedalando pela última vez no pelotão, correu para a vitória no Singapore Criterium, derrotando Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), como fez na quinta etapa do Tour de France neste verão.A corrida foi menos sobre o resultado, no entanto, e mais sobre a ocasião. Depois de duas décadas no esporte e uma carreira que contabilizou 165 vitórias profissionais, Cavendish cruzou a linha pela última vez, fazendo isso com as mãos no ar e um sorriso no rosto. “Eu não poderia ter desejado uma despedida melhor”, disse o britânico depois, à beira das lágrimas. “Estou tão emocionado, tão grato, e espero que todos tenham gostado disso.” “Eu amo esse esporte, sempre amei esse esporte, especialmente o Tour de France”, ele disse. “O Tour de France não é apenas uma corrida de bicicleta, é o maior evento esportivo anual do mundo. É o que as crianças sonham, é o que os adultos sonham, é o que você finge fazer quando está treinando. Após a vitória mais recente neste final de semana ele disse: "Estou bastante emocionado, na verdade. Percebi nas últimas 5 voltas que eram os últimos 15 km da minha carreira." Foto da primeira vitória de Cav no Tour de France, em 2008. 35ª vitória de Cav no Tour de France, em 2024. “O ciclismo é uma forma de liberdade. É uma forma de conhecer pessoas, é uma forma de ficar sozinho com seus pensamentos, é uma forma de ser como você quiser, e tem tanto potencial como esporte, como meio de transporte, como passatempo – eu realmente acredito nisso, sempre acreditei nisso, e sempre tentei fazer tudo o que posso para ajudar isso a avançar. Isso não vai parar, mesmo que eu não esteja mais andando de bicicleta.“Na verdade, talvez eu consiga me dedicar mais a isso agora. Estou realmente ansioso pelo que o resto da minha carreira reserva, só que não na bicicleta, e estou ansioso para ver todo mundo em breve.”Ainda não se sabe o que Cavendish planeja fazer após sua carreira de piloto, no entanto, ele disse que quer trabalhar em gestão no esporte. “Eu coloquei as rodas em movimento para isso”, ele disse recentemente à Men’s Health.Cavendish revelou que concordou em correr a Maratona de Paris no ano que vem com seu irmão.
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Rota do Tour 2025 incita a treta Pogi X Vine e soa como carta de convite para Cav
A quantidade de escaladas - inclusive uma subida épica que a muitos anos não fazia parte da prova - mostram que Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard terão bastante tempo e espaço para a troca de farpas que mais assistimos nos últimos anos de Tour. Por outro lado, 11 chegadas planas posicionadas no inicio da prova parecem ser um convite para Mark Cavendish ir mais longe e tentar deixar o seu recorde de vitórias por etapas ainda mais avantajado. O Tour de France de 2025 contará com dias difíceis nos Pireneus, um retorno do Mont Ventoux e um clímax nos Alpes.A rota para a 112ª edição da corrida foi revelada em uma apresentação dentro do Palais des Congrès de Paris. Será o primeiro Tour a acontecer inteiramente na França em cinco anos. A data do Tour de France 2025 será entre os dias 5 a 27 de julho. A corrida começa com uma série de etapas onduladas, bem como um contrarrelógio individual na quinta etapa, o que significa que este Tour não será um lugar fácil para os candidatos à classificação geral. Jens Voigt disse que a rota recentemente anunciada do Tour de France de 2025 pode beneficiar Mark Cavendish, caso o Manx Missile decida adiar a aposentadoria novamente e almejar uma 36ª vitória nas estradas francesas. Voigt acredita que um início ondulado para a corrida pode "convidar" Cavendish a "ir mais uma vez" no Tour. Cavendish pode evitar a atração de uma potencial vitória na 36ª etapa? O percurso se estende por 3.320 km, com duas etapas de contrarrelógio e seis chegadas no topo de montanha, com o diretor da corrida, Christian Prudhomme, dizendo que os organizadores "cortaram as etapas de sprint e colocaram armadilhas em todos os lugares". É uma edição projetada para escaladores, mas dois testes de tempo e uma semana de abertura complicada manterão os concorrentes gerais em alerta. Eles terão que encontrar um equilíbrio delicado entre autopreservação e economia de energia para uma exigente segunda metade da corrida.A rota do Tour de France de 2025 começa em Lille e inclui três etapas ao redor da capital de Hauts-de-France. Subidas fortes, estradas estreitas e o potencial de ventos cruzados contribuirão para uma atmosfera nervosa no pelotão. ETAPASHaverá 21 etapas: 7 etapas planas, 6 etapas onduladas, 6 etapas de montanha com cinco chegadas de montanha em Hautacam, Luchon-Superbagnères, Mont Ventoux, Courchevel Col de la Loze e La Plagne Tarentaise, e 2 contrarrelógios. Haverá 2 dias de descanso. MONTANHASEsta 112ª edição contará com escaladas e cumes no Maciço Central, nos Pireneus, nos Alpes e no Jura.O Col de la Loze (2.304 m) será o ponto mais alto do Tour de 2025. Pela primeira vez, a escalada será abordada pelo seu flanco leste de Courchevel.Há 39 anos, em 1986, foi a última vez que uma etapa Pau > Luchon-Superbagnères apareceu na rota do Tour. GANHO DE ELEVAÇÃOO ganho vertical total durante o Tour de France de 2025 será de 51.550 m.2 CONTRA-RELÓGIOSA 5ª etapa, Caen > Caen (33 km), fornecerá terreno ideal para rouleurs especializados em esforços solo. O terreno e os gradientes serão bem diferentes no TT de 11 km da etapa 13 entre e PeyragudesBÔNUS DE TEMPOBônus de tempo serão concedidos no final de cada etapa, com 10, 6 e 4 segundos concedidos ao primeiro, segundo e terceiro pilotos, respectivamente.PILOTOS176 pilotos representando 22 equipes se alinharão para a largada no sábado, 5 de julho. Etapa Tipo Data Largada Chegada Distância 1 Plana Sábado 07/05/2025 Lille Métropole Lille Métropole 185km 2 Ondulada Domingo 07/06/2025 Lauwin-Planque Boulogne-sur-Mer 212km 3 Plana Seg 07/07/2025 Valenciennes Dunkerque 178km 4 Ondulada Ter 07/08/2025 Amiens Métropole Rouen 173km 5 Contra Relogio Individual Qua 07/09/2025 Caen Caen 33km 6 Ondulada Qui 07/10/2025 Bayeux Vire Normandie 201km 7 Ondulada Sexta 07/11/2025 Saint-Malo Mûr-de-Bretagne Guerlédan 194km 8 Plana Sábado 07/12/2025 Saint-Méen-le-Grand Laval Espace Mayenne 174km 9 Plana Domingo 07/13/2025 Chinon Châteauroux 170km 10 Montanha Seg 07/14/2025 Ennezat Le Segt-Dore Puy de Sancy 163km Descanso Ter 07/15/2025 Toulouse 11 Plana Qua 07/16/2025 Toulouse Toulouse 154km 12 Montanha Qui 07/17/2025 Auch Hautacam 181km 13 Contra Relogio Individual Sexta 07/18/2025 Loudenvielle Peyragudes 11km 14 Montanha Sábado 07/19/2025 Pau Luchon-Superbagnères 183km 15 Ondulada Domingo 07/20/2025 Muret Carcassonne 169km Seg 07/21/2025 Montpellier Row 16 - Cell 4 16 Montanha Ter 07/22/2025 Montpellier Mont Ventoux 172km 17 Plana Qua 07/23/2025 Bollène Valence 161km 18 Montanha Qui 07/24/2025 Vif Courchevel Col de la Loze 171km 19 Montanha Sexta 07/25/2025 Albertville La Plagne 130km 20 Ondulada Sábado 07/26/2025 Nantua Pontarlier 185km 21 Plana Domingo 07/27/2025 Mantes-la-Ville Paris Champs-Élysées 120km Ausente da revelação oficial em Paris, o bicampeão do Tour de France Jonas Vingegaard parece ter gostado de ver a rota da corrida para 2025, de acordo com seu diretor esportivo da Visma-Lease a Bike Grischa Niermann.Enquanto isso, Tadej Pogačar descreveu o percurso como "brutal"."Jonas não pôde estar aqui hoje, mas posso imaginar que ele esteja feliz com o percurso", disse ele. "Mas isso também se aplica a Tadej Pogačar, Primož Roglič e Remco Evenepoel, por exemplo."Acho que também é um percurso para Wout onde ele poderia fazer algo. Mas no próximo período, junto com todos os ciclistas, tomaremos decisões sobre os programas para a próxima temporada. Todas as opções ainda estão abertas no momento. Vamos nos preparar da melhor maneira possível para o Tour de France de 2025."
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Pidcock não vai sair da Ineos - sugerem boatos
Muitos boatos e uma aparente treta entre Tom Pidcock e sua equipe Ineos apareceram desde a sua exclusão da Lombardia, mas parece que agora tudo se acalmou. O boato de Tom Pidcock migrar para a equipe Q36.5 caiu por terra. A esperada transferência de Tom Pidcock para a Q36.5 está cancelada, pelo menos por enquanto, com uma fonte bem informada dizendo à Cyclingnews que o piloto britânico agora permanecerá na Ineos Grenadiers e respeitará seu contrato existente que vai até o final de 2027.Dan Benson relatou pela primeira vez a notícia de que a transferência de Pidcock poderia ser cancelada. Ontem, a Cyclingnews divulgou informações semelhantes e mais detalhes, incluindo outras mudanças de atletas e turbulências na Ineos que podem surgir nos próximos dias."Ele permanece na Ineos", a Cyclingnews reportou ter escutado de uma fonte confiável, que sugeriu que Pidcock e Ineos podem de alguma forma encontrar uma maneira de trabalhar juntos em 2025, apesar de suas diferenças.Pidcock é um dos líderes da equipe Ineos Grenadiers, mas seu papel e relacionamento com a gestão da equipe pioraram significativamente no verão de 2024. View this post on Instagram A post shared by ᵀᴼᴹ ᴾᴵᴰᶜᴼᶜᴷ (@tompidcock) Postagem de Pidcock anunciando de ultima hora que foi cortado da Lombardia pela sua equipe. Ele venceu a Amstel Gold Race e ficou em segundo lugar na etapa de gravel do Tour de France, mas depois testou positivo para COVID-19. Ele se recuperou para ganhar novamente a medalha de ouro no evento olímpico de mountain bike, mas depois sofreu uma concussão em um acidente no Tour da Grã-Bretanha.Pidcock sugeriu que ele foi "retratado como o vilão" no documentário Netflix Tour de France, mas minimizou o impacto da remoção repentina de Steve Cummings como principal diretor esportivo da equipe no Tour de France. No entanto, nas Olimpíadas de Paris, Pidcock admitiu que estava "mentalmente um pouco esgotado" após especulações sobre seu futuro na Ineos.Quando Pidcock foi subitamente 'deselecionado' da escalação da Ineos Grenadiers para a Il Lombardia por meio de uma decisão da gerência, Pidcock parecia destinado a deixar a equipe, com a Q36.5 como seu destino esperado após outras opções, inclusive com Visma-Lease a Bike. A Q36.5 parecia silenciosamente confiante em contratar Pidcock nas últimas semanas, na esperança de aumentar o perfil da equipe em 2025. Eles fecharam sua equipe de desenvolvimento para se concentrar no ProTeam, mas o bilionário proprietário da equipe, Ivan Glasenberg, estava supostamente pronto para impulsionar a Q36.5 Glasenberg também possui 80% da Pinarello, mas estava pronto para aceitar que Pidcock corresse com bikes Scott na Q36.5 em 2025.A Q36.5 não conseguiu garantir convites wild card para os Grand Tours, mas a chegada de Pidcock poderia dar-lhes a oportunidade de participar no Giro d'Italia em 2025.Agora essas esperanças e negociações de transferência parecem ter acabado. Pelo menos por enquanto.Ineos poderia tentar reconstruir seu relacionamento com Pidcock e estabelecer metas acordadas com o Yorkshireman ou aceitar que eles estariam melhor sem ele e concordar com a rescisão mútua do contrato de Pidcock.O ‘período de inscrição’ final da UCI para a temporada de 2025 termina em 31 de dezembro.
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Eli Iserbyt cai em descida de lama e desconta sua raiva quebrando bike de oponente
O piloto de cyclocross se envolveu em um tombo e levantou pisando propositalmente nos raios da bike de seu oponente, que chamou a sua atenção imediatamente O belga Eli Iserbyt protagonizaou neste fim de semana o pior lado do ciclismo com um ato muito temperamental que quebrou a roda de Kamp após uma treta na Exact Cross Beringen. A corrida foi vencida por Lars van der Haar. Os oficiais da corrida desqualificaram Eli Iserbyt da série Exact Cross Beringen no sábado por pisar intencionalmente na bicicleta de Ryan Kamp (Alpecin-Deceuninck) depois que a dupla caiu no meio de uma descida lamacenta. View this post on Instagram A post shared by Eurosport Cycling (@eurosportcycling) O campeão belga mais tarde se desculpou por suas ações e disse que entendia por que os oficiais decidiram desqualificá-lo da corrida depois da sexta volta. "Eu entendo a decisão do júri de me desqualificar hoje em Beringen. Meus atos após o forte acidente foram feitos em um momento de raiva e não pertencem a este esporte", disse Iserbyt em uma declaração no Twitter após a corrida."Por isso, quero me desculpar com todos os envolvidos. Agora vou me concentrar nas coisas positivas e esperar pelas próximas corridas!"
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Pogi parece pronto para o tetra na Lombardia
Enfim está chegando a Il Lombardia, o último monumento do ano,a clássica que encerra a temporada, realizada no próximo sábado, 12 de outubro e a questão não é se Tadej Pogacar vencerá a quarta edição consecutiva, mas sim como o fará e como será o ataque. Se tudo der certo, Tadej Pogacar não ira somente alcançar uma temporada perfeita, mas vai continuar se aproximando das grandes lendas do ciclismo. Neste caso, ao grande Fausto Coppi, o Campioníssimo, que conquistou consecutivamente 4 das suas 5 vitórias no Il Lombardia. Uma prova que deve ser marcada pelo mau tempo que reina esta semana na Itália e que levou à suspensão da prova masculina de Tres Valles Varesinos na terça-feira devido à periculosidade do circuito aliada à enorme quantidade de chuva que caiu. Mau tempo que deverá continuar durante o resto da semana e que sem dúvida tornará ainda mais difícil uma prova já exigente como a Il Lombardia. Serão 252 quilômetros de terreno acidentado e repleto de pequenas passagens que, como sempre, começarão a atingir seu ponto mais alto quando no último terço da prova, enfrentarem as rampas da Madonna del Ghisallo, onde fica o santuário que abriga a padroeira dos ciclistas e também um fabuloso museu do ciclismo. Tadej Pogacar parece não ter rival neste final de temporada. Há poucos dias, ele mostrou que não houve ressaca pós-Copa do Mundo com uma vitória devastadora no Giro dell'Emilia. Necessitamos analisar se Tadej Pogacar não tem o inimigo em casa já que, na escalação da UAE para a Il Lombardia encontramos Juan Ayuso que certamente tentará se vingar depois de uma temporada bastante cinzenta marcada pelas polêmicas do Tour de France e sua não inclusão na equipe que disputou La Vuelta.Porém, quem parece ser o rival mais sério do esloveno, pelo menos no papel, é Remco Evenepoel, apesar de Il Lombardia ser uma prova que parece ter um cruzamento, com um 9º lugar como melhor classificação e a péssima queda que sofreu na edição de 2020 sempre na memória. Como sempre, vai depender se o belga terá um dia inspirado ou não, já que, neste momento, parece ser o único capaz de enfrentar Pogacar.
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Confirmadas as duas Copa do Mundo UCI em Araxá 2025
As datas, locais e rodadas da WHOOP UCI Mountain Bike World Series do próximo ano foram revelados, apresentando um novo local e o retorno dos locais favoritos dos fãs A temporada de 2025 se estenderá por sete meses, com 16 finais de semana de corrida, com dez Eventos da Copa do Mundo UCI de Cross-country e de Downhill e oito rodadas da Copa do Mundo UCI de Enduro O calendário de 2025 da WHOOP UCI Mountain Bike World Series foi confirmado. O terceiro ano do formato renovado da Copa do Mundo UCI, lançado em 2023 para unir todos os principais formatos sob uma única marca pela primeira vez, visitará dez países em 15 rodadas (16 finais de semana de corrida) entre abril e outubro e contará com os melhores atletas da modalidade Endurance (Cross Country Olímpico, XCO – e Cross Country Short Track, XCC) e Gravidade (Downhill, DHI e Enduro, EDR). Depois de começar com rodada dupla consecutiva, o que significa duas etapas com XCO e XCC em dois finais de semanas seguidos, no cross-country brasileiro em Araxá – Minas Gerais, a ação em Gravidade começa com a Copa do Mundo UCI de Enduro na casa espiritual do formato em Pietra Ligure – Finale Outdoor Region (Itália) antes de o Downhill se juntar à festa uma semana depois em Enduro Trails – Bielsko-Biała (Polônia).As rodadas da Copa do Mundo UCI de Pietra Ligure e Bielsko-Biała são o início de cinco rodadas consecutivas de fins de semana de corrida que marcam o retorno de Loudenvielle-Peyragudes (França) nos formatos de Gravidade, bem como Nové Město Na Moravě (Tcheca) em Endurance antes da primeira rodada tripla XCO/XCC/DHI/EDR em um local parceiro de longo prazo, em Saalfelden Leogang – Salzburgerland (Áustria). A segunda metade da série apresenta um local completamente novo para a Copa do Mundo UCI em 2025 – a Gravidade nas trilhas abastecidas de La Thuile – Valle d’Aosta, na Itália, recebendo a Copa do Mundo UCI de Downhill e de Enduro; enquanto, um ano depois de ter sediado o XCO e o XCC em sua estreia na Copa do Mundo da UCI em 2024, Mt Van Hoevenberg, nos EUA, na Região Olímpica de Lake Placid (Nova York), adicionará uma Copa do Mundo UCI de Downhill em 2025. Também haverá o retorno do local do Campeonato Mundial de Mountain Bike UCI de 2024, Pal Arinsal (Andorra), e do local do Campeonato Mundial de Mountain Bike Enduro e E-Enduro UCI, Val di Fassa – Trentino (Itália), o icônico local do bike park Val di Sole – Trentino (Itália), com fins de semana consecutivos em Haute-Savoie, França (os locais exatos serão anunciados posteriormente) e Bike Kingdom de Lenzerheide (Suíça), com o Campeonato Mundial de Mountain Bike UCI de Valais 2025 entre eles, e um final de temporada adequado em Mont-Sainte-Anne, na renomada etapa canadense.
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Absurdo backflip em vagões de trem em movimento de Dawid Godziek
O polaco Dawid Godziek protagonizou o projeto em parceria com a RedBull e a Prada "No início, treinei o circuito com o trem parado. Quando me senti seguro, colocamos o trem em movimento e aumentamos gradativamente a velocidade. 23 km/h era a velocidade de movimento correta para corresponder à velocidade com que eu estava rolando e sentindo como se eu pudesse fazer isso, a sensação de ter o fundo congelado é muito estranha. Andar neste circuito sem problemas foi muito mais desafiador do que parecia", disse Godziek.
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Lachlan Morton quer bater o recorde da volta na Austrália pedalando 14 mil km em 35 dias
A sua cicloviagem tem uma meta de fazer 400 kms por dia Lachlan Morton tornou-se uma das principais figuras mundiais do ultraciclismo e, sem dúvida, o atleta mais popular nesta disciplina. Após iniciar sua carreira esportiva como ciclista profissional de estrada, Morton orientou sua carreira para desafios diferentes das competições mais tradicionais. Embora não tenha deixado de ser competitivo, como evidencia a vitória no Unbound Gravel deste ano, Morton regressa ao mundo dos desafios com o objetivo de fazer a volta mais rápida na Austrália. O recorde atual para esta rota é de 37 dias, 20 horas e 45 minutos e foi estabelecido pelo também australiano Dave Alley em 2011.Neste caso, Lachlan Morton terá assistência, com uma equipe formada por amigos e familiares que lhe fornecerão alimentação e prepararão locais para seu descanso.“Pude ter muitas experiências realmente incríveis fazendo longos passeios de bicicleta, mas poder compartilhar isso com um grupo de pessoas de quem sou muito próximo será muito especial. Haverá menos em que pensar além de continuar a pedalar e pedalar", explicou antes deste novo desafio. Esta rota pela Austrália tem sido palco de tentativas de recorde há anos. A primeira tentativa conhecida foi estabelecida em 1899 com 245 dias. Desde então, e até ao atual recorde de menos de 38 dias, foram muitos os ciclistas que se atreveram a enfrentar o desafio. Durante anos o percurso teve variações dependendo de cada ciclista, mas em 1996 foi estabelecido um percurso básico que tem um mínimo de 14.200 km nos quais foram marcados pontos de passagem obrigatórios.Esta nova aventura de Lachlan Morton também tem um histórico de caridade na forma de arrecadação de fundos para a associação Indigenous Literacy Foundation, que trabalha para facilitar o acesso a livros para crianças em áreas remotas da Austrália.
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Fox Transfer NEO: lançamento do canote retrátil sem cabos
A FOX apresentou o seu canote retrátil sem cabos ou fios, em um sistema denominado NEO, que parece buscar integração com outros sistemas a serem lançados futuramente, como fez a Sram com o sistema AXS. A FOX alega ser o modelo de canote mais versátil do mercado, inclusive comparando o tempo de acionamento com a sua concorrente, que provavelmente se trata da marca já citada no paragrafo anterior. RockShox tem o Reverb sem cabo no mercado há alguns anos e é óbvio que a FOX chegou um pouco mais tarde neste mercado. Mas a marca não quis igualar a sua concorrência, o objetivo do novo Fox Transfer NEO era ser a melhor opção do mercado e para isso apresenta-se com mais opções de curso, posição da bateria mais baixa, mais espaço livre para os pneus, acionamento mais rápido e uma sensação mais natural e mecânica da alavanca. A FOX afirma que seu Transfer NEO é o dropper mais rápido do mercado, 100 vezes mais rápido na conexão Bluetooth e 20 vezes mais rápido que seu concorrente mais próximo. A FOX explica que eliminaram todas as funções não essenciais deste sistema em favor da velocidade e assim conseguiram um sinal que chega ao canote a uma velocidade superior à de qualquer sistema sem fios no ciclismo. Um ponto importante é que a bateria fica posicionada lá embaixo, sempre parada. Isso reduz o centro de gravidade e necessitou um estudo preciso para que a bateria não encostasse no pneu da bike - até por isso ela fica na horizontal. Quanto a alavanca de acionamento, ela tem uma aparência básica e simples, fácil de instalar e que promete um funcionamento muito intuitivo e com toque natural, parecido com os acionadores mecânicos. Ela utiliza uma bateria CR2032 com autonomia de um ano. A Fox Transfer NEO só está disponível com o acabamento Kashima, que é o topo de linha da Fox. Existem opções de 3 diâmetros diferentes e 5 cursos (100 mm até 200 mm). O peso varia entre 528 gramas até 800 g.
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Enduro: Procura-se vivo ou morto
Não fui eu quem falei que o enduro morreu. Na verdade, quase tudo que eu trago pra debater aqui nessa coluna – em formato do bom e velho texto escrito, diferente das alegorias e aleatoriedades das redes sociais e seu algoritmo psicodélico/“psicanálico” – é de boatos e ideias (absurdas ou não) que escutei por aí. Geralmente os escuto em eventos de bike, transmissões ao vivo ou por que não, em tímidos comentários da tal rede. Falo aqui que o enduro morreu – em uma espécie de plágio ou releitura da frase original – me perdoem se fui ofensivo com o suposto falecido ou seus entes queridos. Vou tentar fazer o meu próprio arranjo dessa música tão triste, com o intuito de não ser uma cópia. A verdade é que a tal modalidade em ascensão desde 2012 (data controvérsia) nunca atingiu eventos com números estratosféricos. Uma competição de enduro com 300 atletas era um tipo de recorde (considerando o cenário nacional). Nunca ouvi falar de um evento dessa modalidade que tivesse 2 mil atletas, como acontece em um Iron Biker. É claro, a modalidade ainda era nova. É claro que logisticamente é mais difícil largar tanta gente com 30 segundos entre cada um. Apesar disso, o mercado de enduro cresceu bastante. Vendeu bastante bermudão, vendeu bastante bike, criaram-se muitos eventos, novas marcas e comunidades. Inclusive, várias modas e tecnologias que surgiram no Enduro foram posteriormente abraçadas pela turma do XC. Muitos do XC criticaram os canotes retráteis e as suspensões com curso maior do que 100 mm, mas logo estavam copiando. Ainda vou mais longe: o enduro cresceu tanto que acabou derrubando a cena do downhill. Quase todos os prós do DH migraram para a nova modalidade (tida como mais versátil, mais divertida). E agora, depois de tanto crescimento, paralelo à uma grande crise de mercado, acontece o inesperado: o enduro morreu. Não tem mais eventos, não vendem mais aquelas bikes de 160 mm ou mais... O downhill voltou a ter mais adeptos. Alguns endureiros foram para o XC (ou simplesmente voltaram para lá). O fenômeno “bikes elétricas” pode ser o suspeito numero um pelo assassinato em questão. Afinal, bikes de enduro se diziam quase tão boas quanto as de DH para uma descida, mas fazendo o possível para que a subida – não cronometrada – ficasse mais confortável. Ora, se a subida não vai ser cronometrada e você quer relativa facilidade nela, por que não colocar um motor nessa bike que já “mais pesada”? É como um “lift” portátil. Pouco antes de o enduro dar seus últimos suspiros, era notório como os eventos dessa modalidade tinham 90% dos atletas inscritos nas categorias de e-bike. Em resumo, era praticamente uma prova dedicada às bikes com motor. Escutei um cara falar: “Meu irmão é muito burro. Comprou uma bike feijão de 40 mil reais.” “Feijão” significa que é uma bike convencional, sem motor. O que esse cara quis dizer é que não vale mais a pena (na opinião dele) gastar tanto dinheiro em uma bicicleta que não te ajuda nas subidas. Polêmicas a parte, você tem total direito de achar que a parte mais legal em pedalar uma bike é a propulsão humana e fazer força nas subidas. Mas convenhamos que, o enduro nem cronometra as subidas. Esse esporte já nasceu com o conceito de lutar no morro abaixo, não acima. Até por isso, as competições mais bem estruturadas costumavam oferecer pelo menos um deslocamento de carro ao longo da prova. A bicicleta elétrica resolveu esse problema do endureiro, que nunca esteve muito afim de decidir as coisas na subida. E ao mesmo tempo, a bicicleta elétrica matou o enduro. Matou por que, não faz mais sentido comprar uma bike de enduro aspirada (ou feijão). Se o intuito do cara é fazer um monte de descidas no mesmo dia, a elétrica é de fato uma ótima solução para o que ele procura. Soa como um tiro pela culatra. Porém, essa movimentação natural do mercado e do surgimento de novas tecnologias abriu um novo leque: ao mesmo tempo que cessaram-se a venda das bikes de enduro (as aspiradas), explodiram-se as vendas das bikes elétricas (que tem a mesma robustez das bikes de enduro, no geral). As roupas do endureiro continuam na praça, agora sendo vendidas para os caras das e-bikes. Joelheira, capacete fechado, sapatilha de enduro, tudo continua em alta fabricação. Os eventos estão passando por reformulação. E nas novas provas que começam a aparecer, exclusivas para e-bikes, uma novidade interessante: as subidas passaram a ser cronometradas. Os caras que compraram bike elétrica para fugir de subidas, estão curiosamente fazendo força ladeira acima – bem mais do que na época que corriam provas de enduro com a aspirada/feijão. Parece confuso e realmente é. Peço desculpas por mais uma vez trazer um cenário caótico sem nenhuma conclusão politiqueira que finge propor solução – afinal, não é assim que funciona. Levantei a bola de uma modalidade que morreu na certeza de que muito ainda vai se modificar nesse cenário. Ou não. Na verdade, não sei. Foi só um boato que escutei por aí.
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Lançamento da Colnago C68 é apresentado com freios de aro
Na contramão da alta tecnologia e suas tendencias gerais, a Colnago mostrou que os clássicos nunca morrem. A série C da Colnago é o modelo que mais capta a essência da marca, permanecendo no seu catálogo desde a fundação em 1954. Os freios a disco aos poucos assumiram o controle das bicicletas de estrada. Na gama alta e média, hoje todos os modelos das marcas mais conhecidas são fabricados apenas para este sistema. Na gama de entrada ainda existem alguns modelos com freios de aro, embora cada vez menos e por isso temos de recorrer a fabricantes minoritários ou artesanais se quisermos uma nova bicicleta com sistema de frenagem "tradicional". O quadro C68 com freios de aro possui âncoras de pivô duplo para obter a maior eficiência possível na parada da bicicleta. Felizmente, a Shimano ainda mantém esses tipos de freios na versão mais recente do conjunto Dura-Ace R9200. Na Campagnolo, seu grupo Super Record EPS 12v, a versão anterior que ainda mantém a marca no catálogo, e não a atual com acionamento wireless, também contava com a opção de freios de sapata. Enquanto na SRAM resta recorrer a grupos antigos que podem estar disponíveis num distribuidor, uma vez que os atuais são produzidos apenas para freios a disco. View this post on Instagram A post shared by COLNAGO (@colnagoworld)
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Specialized Racing BR conquista três medalhas de ouro e duas de prata no Campeonato Brasileiro de XCO
A equipe Specialized Racing BR dominou o Campeonato Brasileiro de Cross Country Olímpico (XCO), realizado no último final de semana em Congonhas, MG. Os atletas conquistaram três títulos de Campeões Brasileiros e dois vice-campeonatos. Destaques da Competição: Alex Malacarne: levou o ouro no seu último ano na categoria Sub-23 com uma prova impecável. Henrique Bravo:conquistou a vitória na categoria Júnior em seu último ano antes de subir para a Sub-23. Bravinho começou mais conservador, mas logo assumiu a liderança e a manteve até cruzar a linha de chegada, garantindo o ouro. Nina Carvalho: foi Campeã Brasileira em seu primeiro ano na categoria Júnior, ditando o ritmo durante toda a prova. Gustavo Xavier: conquistou a medalha de prata na Elite, mostrando sua alta performance em seu primeiro ano na categoria, já se posicionando entre os melhores do Brasil. Eiki Leoncio: andou forte na categoria Sub-23, garantindo o vice-campeonato e completando a famosa "dobradinha" com seu colega de equipe, Alex Malacarne. Infelizmente, Gustavo Nogueira, que está em seu primeiro ano na categoria Júnior, vinha mostrando excelentes performances e estava liderando a prova até uma forte queda, fechando a primeira volta. O atleta já foi avaliado e está em recuperação, focado nos próximos objetivos. O Team Manager, Henrique Furtado, elogiou a dedicação e o espírito de equipe dos atletas. "Tivemos resultados surpreendentes nesse final de semana, o que nos deixa seguros sobre nossa conduta de treino e organização em competições. Alex reforça seu lugar de ser o atleta sub23 mais forte do Brasil e Top 3 do Mundo. Eiki surpreende chegando na prova pico do ano em excelente forma fechando a dobradinha no podium da Sub 23. Na elite, Gustavo após uma forte queda no XCC faz uma prova surpreendente liderando 80% do tempo e fechando em segundo, medalha de prata e a poucos segundos do líder. Gustavo faz um belo início na categoria Elite entre os mais fortes do mundo. Na Junior, ouro no feminino e masculino reforçando que estamos no caminho e construindo a base mais forte do Brasil”. Os atletas também agradeceram o apoio dos fãs e patrocinadores. "Foi uma prova muito legal, deu para curtir a bicicleta nessa pista maravilhosa e queria agradecer a todos que torceram por mim, vocês me ajudaram a chegar aqui hoje", comentou Nina Carvalho dos Santos. Após o Campeonato Brasileiro de XCO, a equipe Specialized Racing BR se prepara para os próximos desafios internacionais, com foco no Campeonato Mundial em Andorra, no final de agosto.
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Conheça a edição numerada da Caloi em homenagem a trajetória de Henrique Avancini
Modelo Caloi Elite Carbon FS Team Farewell foi utilizado no calendário de despedida de Avancini e agora chega em edição numerada e limitada Henrique Avancini é homenageado pela Caloi com o lançamento de uma bike que faz parte da sua história. O modelo Caloi Elite Carbon FS Team Farewell, utilizado pelo atleta em seu calendário oficial de despedida no 2º semestre do ano passado, é um agradecimento da marca para o atleta, que representou o ciclismo brasileiro por mais de duas décadas em todas as partes do mundo. A Caloi Elite Carbon FS Team Farewell leva o novo quadro da Caloi Elite Carbon FS 2025, com o grafismo que remete à bike da vitória de Avancini na Bundesliga de Münsingen, no ano de 2013. Equipada com componentes de alta performance, essa bicicleta chega em edição numerada e limitada em 26 unidades – número que representa os anos que o ciclista competiu –, e conta com elementos que recordam marcos da carreira do atleta. "Essa bicicleta tem um significado muito profundo na minha carreira e agora, após a aposentadoria, na minha vida também. Quando a gente fala de Caloi, a gente fala da história da bicicleta no País, e eu tenho muito orgulho e satisfação de ser parte dessa história também. Trazer essa bicicleta para o fã, para quem ama a bike, para quem me acompanhou tanto tempo, para quem gosta de toda a história da marca, é uma forma de materializar a história da bicicleta. E uma forma de materializar também o que representou a minha carreira. Tem todo esse aspecto simbólico por trás de uma bicicleta. Uma bicicleta é muito mais do que apenas um produto, pelo menos na minha concepção. E essa bicicleta específica representa muitas conquistas, muitos desafios, muitas barreiras quebradas, marcas e histórias", comenta Henrique Avancini. A assinatura de Avancini não está literalmente apenas na parte interna do tubo do selim em dourado, mas em muitos detalhes do modelo. Ele participou junto do time de Engenheiros de produto da Caloi de todo o processo de desenvolvimento do quadro da nova Caloi Elite Carbon FS Team Farewell, assim como os atletas da Equipe Caloi / Henrique Avancini Team. “Essa bicicleta junta tecnologia, alta performance e nostalgia em um só modelo. Colocamos nessa bike as cores e gráficos da bicicleta que o Henrique fez história na Alemanha, em 2013, e ainda inserimos elementos que contam a carreira do atleta, como sua assinatura e os anos que ele foi campeão mundial, tudo para criar um modelo único, como foi o atleta Henrique Avancini. Ele é o símbolo maior não só do mountain bike brasileiro, mas do ciclismo nacional. Quem é apaixonado por bicicleta no Brasil é fã do Avancini e tenho certeza que vai se emocionar com essa homenagem”, conta Marcos Ribeiro, Diretor de Desenvolvimento de Produto da Caloi. Nesta edição limitada do modelo, foram adicionados detalhes em dourado para simbolizar as vitórias do “Avança”. Na parte posterior do seat tube estão destacados os 2 títulos mundiais em XCM conquistados pelo atleta, que lhe conferiu o direito de usar a camiseta “arco-íris” da UCI. Além disso, o dourado é aplicado no logo do “Vencedor” no cabeçote e na parte inferior do seat tube, com a assinatura do Henrique Avancini e a numeração que corresponde a cada ano de sua carreira. A suspensão dianteira, o shock e o canote do selim também estão em dourado, dando um ar ainda mais premium ao modelo. Eduardo Rocha, CMO da Caloi, foi quem contratou Henrique Avancini em 2012 para integrar o time de Mountain Bike da Caloi. Na época, a estratégia da empresa era ter novamente um time de competição para divulgar o retorno da marca em desenvolver bikes de alta performance. O sonho virou realidade em todos os sentidos, com Avancini virando um atleta de ponta mundial, a Caloi se destacando novamente com bikes de última geração e, de quebra, com a formação mais tarde da Caloi / Henrique Avancini Racing, que hoje participa das principais competições do MTB e revela talentos como Ulan Galinski, que representou o Brasil nos Jogos de Paris. “É impossível falar do ciclismo brasileiro e de cara não falar do Henrique Avancini. Sua consagração no esporte abriu novos caminhos e possibilidades para todos os setores do ciclismo, do fabricante ao lojista, dos fãs dos atletas aos organizadores de provas. Sua busca constante pela vitória, sua determinação, trouxe profissionalismo para toda a cadeia. Lembro que em 2012, quando anunciamos que iríamos fabricar as bicicletas em carbono e montamos o time Caloi, muitos diziam que seria impossível competir com as marcas estrangeiras. Deu no que deu, pois a história de sucesso todos conhecem do Avancini e da Caloi”, explica Eduardo Rocha, que finaliza: “O lançamento agora da Caloi Elite Carbon FS Team Farewell é uma homenagem ao atleta e um presente aos fãs dele, que são milhares pelo Brasil e pelo mundo. O Brasil avançou e muito no mercado de bicicletas graças ao “Avança”. Avancini, obrigado por tudo que você fez pelo ciclismo brasileiro. E seu reconhecimento não é só aqui, basta andar com ele em qualquer prova do mundo que aí você pode ter noção do tamanho que ele se tornou e para onde levou o nome do Brasil nesse esporte que é tão apaixonante”. FICHA TÉCNICA Quadro Quadro de Carbono leve desenvolvido pela CALOI | Hybrid Travel 100 / 110 mm | Fork Travel de 120 mm | Cabeamento Interno | Dropout OLD 148 mm | Bottom Bracket de 92 mm | Cinemática Progressiva | Sistema Single Pivot | Sistema de fixação do Freio Post Mount | Desenvolvido para atender coroa de até 38T | Cabeçote Tapered | Sistema UDH | Pronto para sistema eletrônico | Pronto para pneu de até 2.4” | Sistema Anti-Ruído Garfo de Suspensão Fox Factory 34 120mm 3 estágios de acionamento – Boost/ThruAxle Shock Shock Fox Float SL Factory 190X37,5mm c/acionamento remote Guidão FSA KFX SIC Integrado - 780mm x 65mm (P) / 85mm (M, G, GG) de carbono Suporte Guidão - Manopla Supacaz Canote do selim Retrátil Fox Transfer F-SK SL- 31.6x75mm Selim Fizik Vento Antares R1 Movimento de direção FSA 1.1/8X1.5 Tapered Movimento central Ceramic Speed - Press Fit - BB92 Trocadores Shimano XTR - M9100 - 12V Pedivela Shimano XTR- M9100 - 38T - 170mm (P) / 175mm (M, G, GG) Câmbio traseiro Shimano XTR- M9100 - 12V Câmbio dianteiro - Cassete Shimano XTR - M9100 - 12V 10-51D Corrente Shimano XTR - M9100 Freios Shimano XTR - M9100 - Hidráulico - Postmout Manete de freio Shimano XTR - M9100 - de carbono Discos Rotores XTR - M9100 – 160mm/180mm Aros Rodas Reserve 28XC 15X110 e 12X148 com aros de carbono e raios flat Straight Pull Cubos Cubos DTswiss 180 - 24 Furos – Boost Raios Raios flat Straight Pull Pneus Vittoria Mezcal Racing 29X2.35 XCR com faixa Preço sugerido R$ 79.990,00
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Wout van Aert foi o primeiro a utilizar duas rodas fechadas no TT Olímpico e diz ter ganhado 17 watts
Segundo o Belga, o pódio nas Olimpíadas se devem a roda dianteira fechada, que ninguem nunca quis arriscar a usar. Os dois segundos que garantiram o lugar de Wout van Aert no pódio no contra-relógio das Olimpíadas de Paris podem ter sido devido ao uso de uma roda dianteira fechadaO belga decidiu usar a configuração pouco ortodoxa, raramente vista na estrada devido às dificuldades de condução em ventos laterais, depois de ter sido visto a testá-la no reconhecimento do percurso. Ele conquistou a medalha de bronze na prova, depois explicando os ganhos que acredita ter obtido.“Acho que minha configuração foi super rápida”, disse Van Aert em sua coletiva de imprensa pós-corrida, para surpresa do vencedor da corrida, Remco Evenepoel. "Quando testamos no túnel de vento, havia diferentes ângulos e velocidades de vento, mas os discos duplos eram 17 watts mais rápidos do que uma roda de contra-relógio normal. Isso é bastante." Na verdade, de acordo com um tópico no X do especialista aeronáutico Xavier Disley publicado antes da corrida, um watt foi estimado como equivalente a uma economia de cerca de dois segundos no contra-relógio. Por esta matemática, a configuração do disco duplo de Van Aert pode ter economizado até 34 segundos no percurso de 32,4 km. Josh Tarling, da Grã-Bretanha, terminou em quarto lugar a apenas dois segundos dele. Em comentários antes da corrida, Van Aert disse que o uso do disco dianteiro dependia de haver “condições certas” no dia da corrida. A chuva caiu durante toda a tarde em Paris, deixando o percurso molhado e escorregadio, e fazendo várias vítimas, com pilotos caindo nas provas masculinas e femininas.Mesmo assim, o belga deixou claro que era com o vento que o preocupava. "Você tem que ser capaz de manter sua bicicleta sob controle", disse ele. “Fiquei feliz quando vi o percurso, porque tem muito abrigo, então [o disco frontal] pode ser uma opção, mesmo que pareça incomum”.A medalha de bronze de Van Aert veio apenas quatro meses depois que ele caiu em alta velocidade e fraturou a clavícula, sete costelas e esterno em Dwars Door Vlaanderen. Na recuperação, ficou dois meses sem correr, o que o deixou com uma preparação ideal para os Jogos.
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Tom Pidcock não gostou da pista de Paris 2024
O atual campeão olímpico de MTB, que nem utiliza a modalidade como sua atividade principal, mas sim o road, disse que a percurso de Paris está parecido com o Gravel. 'Quando você apenas faz gravel em uma bela encosta, não é realmente mountain bike', disse Pidcock. O local da pista conta com o ponto mais alto da região de Paris, com 231m, e consiste em ziguezagues de gravel artificiais. “É suave e acho que eles poderiam ter feito um trabalho melhor ao criar um percurso mais mountain bike”, disse ele. "Não é o melhor percurso do mundo, mas é igual para todos, então..." "Adoramos o mountain bike pelas razões que nos levam a apreciá-lo pelo que ele é. São os percursos que você pode percorrer, os lugares que você pode visitar. Quando você apenas faz cascalho em uma bela encosta, não é realmente mountain bike"As opiniões de Pidcock foram endossadas por sua companheira de equipe Evie Richards."Eu não diria que não é difícil o suficiente. Acho que, assim como os ciclistas de MTB, um percurso natural que muda com as condições é uma coisa muito legal, é isso que amamos correr", disse Richards, que terminou em sétimo lugar em Tóquio. “Mas acho que eles fizeram o melhor que puderam, considerando o quão perto é de Paris. Suponho que não seja a coisa mais fácil de fazer simplesmente abrir uma pista de mountain bike em qualquer lugar." O percurso das provas de mountain bike cross country tem 4,4 km de extensão, com ganho de elevação de 110 m por volta. O número de voltas será acordado pelos chefes de equipe na véspera da competição. Para ver as datas e horários das provas de bike em Paris 2024, clique aqui. . @TeamGB’s Tom Pidcock out today on the mountain bike course. @Paris2024 pic.twitter.com/Uowx5VM483 — Sophie Smith (@SophieSmith86) July 25, 2024
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Por favor Pogi, não corra a Vuelta a España!
Desde que eu comecei a acompanhar esse esporte ouvi falar sobre um feito impossível: ganhar as três Grandes Voltas no mesmo ano. Giro, Tour e Vuelta. Naquela época eu nem entendia muito bem a diferença entre Clássicas, Monumentos, Voltas e Grandes Voltas, mas sabia que existiam apenas três corridas com duração de 21 dias e prestígio muito grande. Mas por que ninguém nunca conseguiu vencer as três no mesmo ano? Onde estão aqueles atletas recordistas e históricos? Bom, a grande discussão aqui é se isso é possível – apesar de que desde o fim do Tour 2024, no último domingo, as opiniões mudaram um pouco. Eu sempre pensei ser impossível, mas ainda assim com bastante esperança de poder um dia assistir tal feito histórico. Lembro-me dos anos de Chris Froome, quando em determinado momento chegamos a acreditar que ele pudesse conquistar a tríplice coroa pela primeira vez. Não aconteceu. Nem ficamos decepcionados, logo entendemos que era impossível. 21 dias de duração é uma pancada muito forte no corpo de qualquer atleta. Principalmente para o campeão, que foi quem mais fez força e tomou ataques de todos os lados, o tempo inteiro da prova. Agora imagina multiplicar isso por três? Sessenta e três dias de competição em alto nível em uma mesma temporada - é muita coisa. Bom, o Pogacar acabou de vencer as duas mais prestigiadas, Tour de France e Giro d’Italia no mesmo ano. Esse feito só foi alcançado até hoje por apenas 8 ciclistas na história. Desde 1998 que isso não acontecia. E aí o cara terminou o Tour super bem, com um sorriso no rosto e vencendo a última etapa, mostrando que a máquina está regulada e com o funcionamento perfeito. “Bora pra Vuelta fazer história?” era a pergunta que ele mais deve ter escutado. É óbvio que eu apostava alto que ele tem condições de vencer lá. É claro que eu gostaria de assistir esse momento único do esporte. Mas venho aqui explicar o motivo de eu ter mudado de opinião. O diretor técnico da UAE, Mauro Gianetti, disse que eles tomaram a decisão de não mandar o Pogacar para a Vuelta por que não faz sentido colocar uma carreira brilhante em risco. “Não vamos usar ele como uma ferramenta”, disse Mauro. Diretores técnicos, agentes e produtores costumam ser os vilões por trás de grandes estrelas. Eles são os caras que abusam da capacidade física e mental dos atletas, músicos e atores em prol de um cachê a mais. São eles que espremem a teta até sair sangue. Aí quando o atleta (ou músico) entra em depressão e para de performar, cai no esquecimento do público e tchau. É só buscar “novos talentos” de novo. Agentes e produtores são uma máquina de criar talentos descartáveis. O Diretor da UAE disse que não quer o Pogacar na Vuelta a España, alegando que o menino é novo e ainda está no início da carreira, com muitas conquistas para acontecerem. Buscar resultados muito grandes, todos de uma vez, seria uma arma apontada para um futuro brilhante, com muitos anos de pedal. É comum que os atletas (e o público) tenham ansiedade em querer um mundo de conquistas, todas de uma vez. É um espetáculo, mesmo que o circo pegue fogo no final. Precisamos entender o quão valioso é ter um técnico que sabe controlar essa ansiedade e preservar a vida útil dessa grande estrela que ele tem em mãos. Eles ganhariam muito dinheiro com essa Vuelta, mas o diretor abriu mão dessa possibilidade pensando em preservar a carreira e a saúde de Tadej Pogacar. Parabéns por isto, Mauro Gianetti! Quando entendemos que o planejamento de corridas é a parte mais sensível da carreira de um atleta, principalmente por que ele pode afetar a longevidade dele, aí entendemos o quão humano e ético o diretor da UAE está sendo ao abrir mão de todo o dinheiro, fama e recordes que eles poderiam conquistar na Vuelta a España 2024. Nós já perdemos vários atletas que não souberam administrar a ansiedade. E se Tadej Pogacar chegou até aqui, é por que ele está bem amparado de pessoas que sabem analisar os riscos e cuidar dele como um ser humano e não como uma máquina de bater recordes. E se por acaso a equipe mudar de ideia e decidirem colocar o Pogi na Vuelta – afinal, eles já abortaram as Olimpíadas e isso dá assunto pra mais um texto – nada do que discutimos aqui se torna inválido. Precisamos acreditar que uma possível participação na Vuelta 2024 seja muito consciente, torcendo sempre pela saúde do cara – já sabendo que em 2025 ele vai fazer um grande descanso com uma lacuna na temporada. E por último, não caiam no engano de acharem que ele dá conta da Vuelta só por que terminou o Tour sorrindo e com a performance lá em cima. “Quando você se sente muito bem, talvez seja o momento que você está mais perto de começar a se sentir mal” – foi o que escutei do meu treinador Hugo Prado, em um dia que passei feedbacks super positivos do meu treino e ele diminuiu todos os meus tempos prescritos para a semana seguinte. Sim, o planejamento dos treinos é algo muito complexo e qualquer excesso pode custar caro. Deixem o menino descansar. 2025 é logo ali.
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Jolanda Neff abre mão de competir as Olimpíadas de Paris
Não é a primeira vez que vemos atletas muito bem renomados e reconhecidos, decidirem não participar da competição que é o sonho de praticamente todos os profissionais. Conforme anunciado há algumas semanas, a suíça Jolanda e atual campeã olímpica acaba de anunciar que não vai competir nas Olimpíadas de Paris. Os seus problemas respiratórios persistem e ela decidiu ceder o seu lugar para Sina Frei. "Tenho o mesmo problema há quatro anos. Não sei por que, mas não respiro muito ar. Já tive coronavírus três vezes e não sei se meus pulmões estão danificados de forma permanente. Além disso, tenho febre do feno (alergia ao pólen) forte desde 2016. Estava mais ou menos sob controle, mas quando tudo se junta, não consigo respirar."Depois ela se deu 3 semanas para tentar alcançar a forma física para os Jogos Olímpicos, mas seu plano não deu certo e no último Campeonato Suíço, realizado neste final de semana, ficou em sexto lugar, muito atrás de suas rivais.A Federação Suíça confirmou que Jolanda Neff, vencedora dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021, será substituída pela sua companheira Sina Frei, medalhista de prata em Tóquio.
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Por mais Tadejs no pelotão
Estamos assistindo, esse ano, 2024, talvez o Tour de France mais, digamos, sem paradigmas de todos os tempos. Dois franco atiradores brigando de forma aberta, com características avessas entre eles. Porém ambos com aquele sangue no olho que gente espera ver no nosso esporte. O ciclismo pra quem o vive é fantástico, um esporte onde vence quem mais sabe sofrer, onde o limite é não os tê-los, um esporte onde diferente de outros, a dor e o sangue não impedem do verdadeiro ciclista cruzar a linha de chegada. Papo pra outro texto. Voltemos ao prato principal, o Poggy x Ving, nesta presente década são os maiores adversários no Tour. Um é puro carisma e um sobrenatural desempenho, o outro é número, tática e robotização. Mérito fantástico de ambos, e com isso lá se vão 4 títulos de Tour, dois pra cada. Podemos estar presenciando o que dizíamos ser improvável nos últimos tempos: um doubble, Giro + Tour. O esloveno Tadej Pogacar está a uma semana de o conseguir, e depois tem foco olímpico e será que tentará o que podemos apelidar de TGT, triple grand tours? Tour + Giro + Vuelta. Será? Enfim, as duas últimas etapas foram algo sem precedentes, um ataque fulminante ontem, dia 13/07 e um dia 14/7, colocou o esloveno a mais de 3 minutos frente ao dinamarquês Jonas Vingegaard. Poggy traz pro ciclismo uma nova conduta, uma nova forma de se colocar frente ao esporte e seus oponentes, na opinião deste acalorado fã que vos escreve. Vejo o Tadej como um divisor de águas do ciclismo, antes um esporte de caras sisudas, competidores que mais pareciam inimigos, de trocas de farpas, aquele velho sangue que “fazia” vender jornal. E para fãs das magrelas isso é tão demodé. Palmas a Tadej que mostra a sobrenaturalidade do atleta diferenciado em seus resultados - que basta pesquisar no google que vocês poderão comprovar o que digo - mas também um ser humano normal que erra, que tem fraquezas e o melhor, que as assume sem desculpas e sempre tem um sorriso no rosto, uma glória em seus atos, digna de um nome que já entrou pra história do ciclismo. Acredito que antes de Pogacar, apenas Eddy Merckx, e digo, apenas Eddy Merckx, simplesmente o maior de todos os tempos, teve resultados tão expressivos quanto o esloveno, que performa bem nos Grands Tours (provas por etapa de 21 dias), nas chamadas clássicas (provas duríssimas de 1 dias), em modalidades como contra-relógios, foi medalista olímpico na última edição… enfim… o cara é foda! E ainda traz leveza a esse esporte tão duro e demanda tanto do corpo e da mente humana. E o Jonas tá longe de ser um mero coadjuvante, foi ele quem quebrou nos dois últimos anos a hegemonia do esloveno, trouxe pro World Tour um das mais fantásticas rivalidades. Vínhamos de um era inglesa na última década onde a equipe que conhecemos hoje como Ineos Granadiers teve domínio praticamente absoluto, fruto de um projeto britânico de desenvolvimento do esporte, que foi primeiramente quebrado por um esloveno ambicioso e depois por uma metódica equipe holandesa de grandes glórias passadas, hoje chamada Visma. Essa equipe trouxe ainda mais tecnologia e estratégia pro cenário, coisas que julgávamos ser praticamente impossíveis depois da Ineos. Porém o impossível está aí pra ser abatido. A essa nova geração eu pessoalmente só posso dizer muito obrigado por trazer para esse esporte um que de humanização que sempre achei fundamental, por mais Tadejs, por brigas abertas como as desse Tour. Por mais ciclismo em nossas vidas.
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Devaneios de boteco: a era Pogi
Em uma conversa de boteco escutei: Pogacar abriu as portas para algo nunca antes feito no mundo do ciclismo. Minto, não foi no boteco, foi em uma reunião semanal da empresa. Eu, Igor e Camila. Em meio às análises dos números da empresa e relatórios, vez ou outra achamos uma brecha para falar de tudo que está acontecendo nas equipes de bike. Normal. Uso a desculpa de que só abordamos tal assunto por que trabalhamos com bikes, mas no fundo é mais forte que a gente. Se fossemos uma empresa de papel higiênico cometeríamos o mesmo desvio de roubar alguns minutos corporativos para falar dos resultados do Giro. Como se fosse algo que tivesse tudo a ver com os relatórios das vendas de papel. O CCO da empresa (Ciclista Criativo Obsessivo) mandou no meio da reunião que o Pogacar fez algo que ninguém fez. Sabe, isso é uma pancada pra quem gosta de algum assunto, seja qual for. Na hora me veio à tona aquele post do Johan Bruyneel escurraçando - sem nenhuma classe, bem punk rock - uma comparação que colocava Pogi como maior que Merckx – algo que ainda não tinha aparecido em nossa reunião. “Escreve sobre isso, Breninho” De jeito nenhum. Escreve você, a ideia é sua. Tenho medo de levar uma patada do Bruyneel também. Mas o responsável pelos textos sou eu, então aqui estou dissecando aquela ideia de um CEO em um boteco. Ou seria um bêbado em uma reunião. Já estou perdido. O Lance Armstrong mudou tudo no mundo da bike, independentemente de você gostar dele ou não. Seja como pessoa ou como profissional, antes ou depois do escândalo do doping, é inegável que mais pessoas passaram a acompanhar o ciclismo e assistir o Tour de France por causa do fenômeno Lance. Muitas pessoas compraram o livro e a pulseira. E também compraram bicicletas. A aposta da vez é que o Pogacar está conseguindo levantar multidões da mesma forma. Não existe nenhuma necessidade de revisar os números e recordes dele, já nos bastam os gráficos dos relatórios semanais que estavam imóveis como pano de fundo na reunião que só falava sobre menino Pogi. “E ele faz isso sem se envolver em nenhuma polêmica” Nenhum resquício de cara fechada, é verdade. Lembrei do Cadel Evans espancando o microfone um repórter em meados de 2010. Parece que naquela época os rock stars sempre vinham acompanhados de certo... estrelismo. Existe um compilado de maiores estresses dos ciclistas durante corridas. Teve gente que saiu na mão com repórter, com público no meio das rodovias, atleta jogando a própria bike no chão ou principalmente com os adversários. Ver a nova geração liderar um Giro com o sorriso no rosto é de fato inédito. Rompe com uma cultura antiga de que o esporte deve levar o estresse das pistas para os quatro cantos da sua vida. A nova geração se inspirando em Pogi significa um esporte mais leve sem perder a alta performance. Já comparei o ciclismo com o skate em outros textos e sempre defendi que precisamos aderir à cultura amigável que os caras das quatro rodinhas mostram ao mundo. Se alguém faz uma manobra melhor que a sua, não é um motivo para que vocês briguem, mas sim para trocarem elogios e juntos desenvolverem mais e mais manobras inéditas. Seria legal se a mesma simpatia existisse quando um KOM é roubado, sem as infinitas ofensas e egos feridos. Mesmo com uma denuncia de suspeita em uma atividade do Strava, Pogi ensinou como manter o bom humor na tal disputa virtual. Isso tudo no meio do Giro. É fantástico e mostra um próximo patamar do esporte. E o mais importante é que fica bem previsível algo muito importante: ele pode nos decepcionar nos resultados, mas dificilmente em sua simpatia e bom espírito competitivo. Chegar no Tour de France e perder? Talvez. Dar chilique? Jamais.
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Datas e horários de todas as competições de bike nas Olimpíadas de Paris 2024
Vamos falar de todas as modalidades que nos interessa: Road, MTB, BMX, TT e Pista. Logo no dia seguinte da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Paris 2024, o ciclismo abrirá o fogo das competições com a disputa de contra-relógio. Nos dias seguintes já vamos ter as provas de XCO, BMX e de estrada, deixando para o final as provas do ciclismo de pista, no velodromo de Saint Quentin em Yvelines. Veja o calendário: Sábado, 27 de julho, das 14h30 às 18h30 - Contra-relógio individual Domingo, dia 28, das 14h00 às 16h00 - Mountain Bike XCO (feminino) Segunda-feira, 29 de julho, das 14h00 às 16h00 Mountain Bike XCO (masculino) Terça-feira, dia 30, das 13h25 às 16h30 -BMX Freestyle (qualificatórias) Quarta-feira, 31 de julho, das 13h10 às 16h30 - BMX Freestyle (finais) Quinta-feira, 1º de agosto, das 20h às 22h30 - BMX Racing (qualificatórias) Sexta-feira, 2 de agosto, das 20h às 22h30 - BMX Racing (finais) Sábado, 1º de agosto, das 11h00 às 18h15 - Ciclismo de Estrada (masculino) Domingo, 2 de agosto, das 14h00 às 18h45 - Ciclismo de Estrada (feminino) Segunda-feira, 5 a 11 de agosto - Ciclismo de Pista (e suas várias modalidades e categorias)
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Mesmo duvidando ser possível, Lachlan Morton vence a Unbound Gravel
"Para ser honesto, pensei que uma vitória aqui estava além da minha capacidade agora. Achei que o nível estava aumentando, que estou envelhecendo e pensei que o ano passado era minha melhor chance de vencer, mas não o fiz." A elite masculina correu 200 milhas nas famosas Flint Hills. O campeão olímpico e de Roubaix, Greg van Avermaet, e o vencedor de etapa do Tour de France, Matej Mohorič, alinharam-se ao lado dos melhores da América, somando-se a um campo já repleto de outros rock stars do ciclismo e gravel. A corrida rendeu seu segundo vencedor não americano com Lachlan Morton, desde a vitória do holandês Ivar Slik em 2022.Apesar das descrições do percurso alertarem sobre 'um ataque implacável de caminhos ásperos e rochosos' e a infame lama do Unbound, o dia da corrida em 1º de junho começou sob as melhores condições vistas em anos. Duzentas milhas e 11.850 pés de altitude (322 km e 3.600 metros) aguardavam os pilotos e eles fariam um trabalho rápido, relativamente falando. A resiliência de Lachlan Morton brilhou no Unbound Gravel 2024. Nem os cansativos esforços individuais, nem os caminhos errados, nem os momentos de dúvida poderiam quebrar o dia do australiano na prova de gravel mais famosa do mundo.O favorito da EF Education chegou junto com Chad Haga (PAS Racing) para um sprint bem acirrado, considerando que é uma prova bem longa e que muitas vezes nao abre portas para pelotões. “Cometi erros nos últimos anos que me ajudaram a vencer hoje”, disse Lachlan, agora quatro vezes finisher do Unbound, na entrevista pós-corrida.Depois de cruzar a linha de chegada e descer da bike, Morton foi até Haga e o segurou-o para um longo abraço, visivelmente feliz e aliviado.O companheiro de equipe de Haga, Tobias Mørch Kongstad, terminou em terceiro lugar. Top 10 Lachlan Morton (AUS), 9:11:47 Chad Haga (US), 9:11:48 Tobias Kongstad (DEN), 9:15:23 Piotr Havik (NL), 9:15:24 Mattia De Marchi (ITA), 9:15:28 Simen Nordahl Svendsen (NOR), 9:16:28 Greg Van Avermaet (BEL), 9:16:34 Payson McElveen (US), 9:16:35 Sebastian Schönberger (GER), 9:16:35 Dylan Johnson (US), 9:16:36
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A Tríplice Coroa do Ciclismo
Muitos acreditam que o maior feito da história do ciclismo seria ganhar as Tres Grande Voltas numa mesma temporada. Outro defendem que seria injusto com os especialistas em provas de um dia, vencedores de Monumentos. Além disso existe um título máximo no ciclismo que não se enquadra em nenhuma das duas classes de conquistas, o Campeonato Mundial.Mas existe uma antiga convenção no ciclismo a respeito da Triplice Coroa, que seriam duas grande voltas e o campeonato mundial. Justo ou não, e sendo ainda mais específico, a maior conquista de um ciclista numa mesma temporada passa por endossar a Maglia Rosa do Giro d'Italia, a Maillot Jaune do Tour a a Rainbow Jersey do Campeonato Mundial. Que me perdoem os espanhóis...Na história do nosso apaixonante esporte, apenas dois grandes ciclistas atingiram esse feito:King Eddy Merckx, na temporada de 1974Stephen Roche, na temporada de 1987Eddy nos espanta com tantos recordes e marcas impressionantes que poderíamos criar inúmeras estatísticas sobre seus feitos. Stephen é um Irlandês que corria pela equipe Carrera e teve seu sucesso na mesma época de outro grande ciclista Irlandês, Sean Kelly. Roche é pai de Nicolas Roche e tio de Dan Martin, bons ex-ciclistas do Protour que se aposentaram recentemente.Esse ano de 2024 estamos vivendo um momento raro e extraordinário de ver mais um atleta com potencial para alcançar esse feito tão exclusivo. O esloveno Tadej Pogacar tem dominado de forma muito contundente o Giro d'Italia desse ano (escrevo esse texto no dia da 18 etapa) e tem uma vantagem enorme difícil, talvez impossível, de ser tirada.Tadej já estabeleceu que seus objetivos esse ano são exatamente a Triplice Coroa e suas credenciais são as melhores para atingir esse feito tão incrível. Estamos vivendo um momento raro da história? A estrada nos dirá...
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Copa do Mundo em Nove Mesto é neste final de semana e contará com XCO, XCC, XCM e Tom Pidcock
Após as provas de Downhill e enduro, a WHOOP UCI Mountain Bike World Series volta com as disputas de XCO e XCC. Diferente da etapa que tivemos aqui no Brasil, a etapa em Nové Mĕsto Na Moravĕ, na República Tcheca contará também com uma disputa de XCM, além dos tradicionais XCC e XCO. Tom Pidcock (Ineos) ja está a postos para as competições do final de semana, apesar de não usar sua MTB desde fevereiro. As duas vitórias tchecas de Pauline Ferrand-Prevot (Ineos ) fazem dela a mulher mais consistente no percurso. A etapa de Nové Mĕsto Na Moravĕ, República Tcheca, começa com o Short Track feminino sub-23 às 9:00 da manhã (horario de Brasília) de sexta-feira, 24 de maio e termina com a Elite UCI Cross Country masculino às 9:00 no domingo, 26 de maio. Abaixo estão os principais horários para o fim de semana da corrida.Todos os horários já estão convertidos para o horário de Brasília: Sexta-feira, 24 de maio• 09h00 – XCC | Feminino Sub23• 09h35 – XCC | Masculino Sub-23 Sábado, 25 de maio• 03h00 – XCO | Masculino júnior• 05h30 – XCC | Elite feminina• 06h05 – XCC | Elite masculina• 08h15 – XCM | Corrida Aberta• 09h30 – XCO | Feminino Sub23• 11h30 – XCO | Masculino Sub-23 Domingo, 19 de maio• 02h00 – XCM | Elite feminina• 03h15 – XCM | Elite masculina• 03h30 – XCO | Feminino júnior• 05h15 – XCO | Elite feminina• 09h00 – XCO | Elite masculina Sim, os horarios parecem um pouco desorganizados, sobretudo pelo longo intervalo entre a prova principal (XCO) da elite masculina e a feminina, que acontecem no domingo. Outro ponto é que a Copa do Mundo de XCM acontece poucas horas antes da disputa de XCO, o que inviabiliza que um atleta participe das duas modalidades. Tudo indica que eles vão ter que escolher, XCM ou XCO. Transmissão Segue aí outro ponto polêmico. Inicialmente, foi falado que a TNT Sports faria a transmissão para o Brasil. Depois os organizadores divulgaram que as transmissões para o Brasil acontecerão pelo Staylive. Para as disputas de sábado e domingo, haverá horários ao vivo no site oficial da WHOOP UCI Mountain Bike World Series e destaques nos canais do Instagram e Facebook da WHOOP UCI Mountain Bike World Series, com as principais notícias do fim de semana da corrida a ser publicado no canal do YouTube na quinta-feira, 30 de maio. As corridas masculinas e femininas da Sub-23 serão transmitidas ao vivo no canal WHOOP UCI Mountain Bike World Series no YouTube, mas para todas as outras corridas, quem é do Brasil deve acessar o link da Staylive
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Marine Cabirou e Ronan Dunne vencem a Copa do Mundo de DH na Polônia
Marine Cabirou (Scott Downhill Factory) e Ronan Dunne (Mondraker Factory Racing) venceram a UCI Mountain Bike World Series em Bielsko-Biała. A francesa voltou a vencer depois de um início de temporada difícil em Fort William, enquanto Dunne carimbou sua primeira Copa do Mundo de Downhill da UCI na nova pista polonesa. A 2024 WHOOP UCI Mountain Bike World Series fez sua estreia no downhill na Polônia esta semana, com os melhores atletas movidos a gravidade indo para a miscelânea de saltos, raízes e seções de floresta cheias de pedras da pista de Bielsko-Biała. Depois de uma forte chuva pela manhã, o sol apareceu com força total para as finais da Elite UCI Downhill World Cup, mas as condições não estavam isentas de dificuldades. Nas seções superiores expostas à secagem da pista, o barro estava a desfazer-se devido ao impacto constante das bikes, enquanto as seções de madeira permaneciam úmidas, tornando a escolha dos pneus extremamente difícil. Porém, isso não aconteceu com Marine Cabirou (Scott Downhill Factory) e Ronan Dunne (Mondraker Factory Racing), que usaram toda a sua experiência em vencer a Copa do Mundo da UCI para se familiarizar com o percurso desconhecido e levar suas bikes ao limite. hSegue abaixo o resumo da corrida:
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Qual é a regra dos KOM?
Hoje acordei com um novo rebuliço nas redes sociais ciclísticas. Costumo não me envolver, mas gostei demais dessa. Um grupo de caras bem fortes e conhecidos bateu o KOM do famoso Pico do Jaraguá, pós desafio lançado por Henrique Avancini. Fica impossível não falar de dopping, trapaças e polêmicas quando pretendemos avaliar quem é o líder de um segmento – sobretudo quando a sua aferição é virtual, como é o caso das famosas batalhas do Strava. Para quem não está por dentro, o mais novo KOM do Pico do Jaraguá pertence agora ao atleta Luis Flauzino, que subiu pedalando com uma equipe de uns dez ciclistas (acho que foi isso). Esse grupo fez um trabalho de equipe para dar vácuo para o Flauzino que, lá pelas tantas (não entendi quanto tempo demorou para se desligar do grupo) seguiu sozinho até pegar o KOM. Ele tem o novo tempo de 11:09, enquanto Avancini tem 11:24 e o Bravinho 11:27. O tal rebuliço polêmico é: é certo pegar o KOM com um time, enquanto o Henrique Bravo e o Henrique Avancini fizeram sozinhos, com a cara no vento o tempo todo? Primeiro de tudo, desafio de Strava não tem regra oficial, muito menos fiscalização. Não tem agente antidoping, CBC, UCI, não tem linha de largada e nem apito. Lá você pode usar meia da altura que quiser, pode inclinar as manetes, supertuck, aerotuck e o escambau. É um “desafio das ruas”. Quem entra naquela brincadeira virtual sabe que pode encontrar de tudo. Sim, o app faz o que pode para banir e-bikes, ciclistas pegando carona e até dopados (as vezes). Me corrijam se eu estiver errado, mas me recordo de um boato que derrubaram os KOM de Lance Armstrong alegando se tratar de um atleta comprovadamente dopado. Será que o Strava vai tirar todos os KOM dos atletas que apareceram na nova atualização da WADA na semana passada? Vamos voltar para o nosso burburinho da semana: é válido pegar um KOM em equipe, com o auxílio do vácuo? Queria lembrar que aquelas lindas estradas da França, Itália, Espanha, Bélgica e Holanda têm segmentos épicos e muito disputados. Quem são os donos desses KOM? Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard, Chris Froome etc. E eles pegaram os KOM durante as competições, com ajuda da equipe deles e das outras presentes ali. Seria justo invalidar esses KOMs? Queria lembrar mais um acontecimento: uma grande vergonha que o Brasil passou em 2016. A famosa estrada da Prainha no Rio de Janeiro, a estrada das Canoas e a icônica subida da Vista Chinesa eram os segmentos mais cobiçados por ciclistas de todo o Brasil. Estar no top 50 em qualquer um desses picos era uma honra gigantesca. O que mudou todo o rumo da lógica dos KOMs ali foi o acontecimento de um evento chamado Olimpíadas. Os maiores atletas do mundo transformaram aqueles segmentos cariocas no palco da corrida mais cobiçada dos últimos quatro anos correntes (há controvérsias, mas seguimos o raciocínio). A estrada do Rio ficou tão famosa quanto aqueles segmentos que passam pelo Tour, Giro e Vuelta. Obviamente, os melhores ciclistas do mundo pegaram todos os KOMs dos cariocas. Poucos dias depois, acordamos com a notícia de que os segmentos haviam sido deletados pelos donos. Rondou pelo meio ciclístico do Brasil que era injusto aqueles caras (Van Avermat, Jakob Fulksang, Vincenzo Nibali e vários outros) pegarem os KOMs. Por serem profissionais? Por estarem em pelotão dividindo o vácuo? Francamente, essa parte eu não sei explicar. Acho que perdemos a oportunidade de dizer “Hoje pedalei no Rio, passei na Vista Chinesa, o KOM de lá é do Nibali”. O ciclismo sempre teve esse egocentrismo. O cara que deletou o KOM deve ter saído da posição 2.577º e foi para posição 2.576º . Fico curioso para saber se ele teve sentimento de justiça sendo feita. Voltamos ao KOM dos caras lá no Pico do Jaraguá. Eles tiveram vantagens óbvias em cima do Avancini e do Bravo? Sim, de galera puxando é realmente mais fácil. Vácuo é uma ferramenta válida do ciclismo? Em competições de ciclismo de estrada, sim. Nas de contra-relógio e Triathlon, não. Se algum KOM que o Henrique Avancini detém lá em Petrópolis tiver sido alcançado em um dos dias que ele saiu pra treinar com o Ulan e o resto do time, deveria ser invalidado? Nunca li as regras do Strava e nem pretendo, mas, se eu fosse responsável por elas, eu definiria que não, não deveriam ser invalidados. Entendo que muitos ciclistas discordam de mim e acham que seja justo invalidar estes tempos, mas minha posição “menos rígida” com relação ao vácuo nos KOM e também a permissividade de misturar atletas profissionais com os amadores na mesma disputa é praticamente uma obrigação que tenho, se pretendo continuar condenando o ocorrido nas Olimpíadas de 2016. Sobre invalidar o tempo do Pippo Garnero, meu advogado pediu pra não falar nada. E então, como devem estar se sentindo os Henriques, Bravo e Avancini, por descerem uma posição no ranking? Acho legal eles não se sentirem injustiçados, mas interpretarem que o desafio continua. Seria legal ver o Bravinho chamar todo o time da SPZ BR para subirem lá de bonde. Seria maneiro se, antes da Copa do Mundo do ano que vem o Avancini convidasse uns 5 atletas gringos (Simon Andreassen, Sam Gaze, Vidaurre (duvido)) pra ajudarem ele lá na brincadeira. Ia dar mais audiência que a própria Copa do Mundo. Calma gente, eu sei que eu exagerei. É o meu papel aqui. E vale pra todo o resto do texto. E não é legal os atletas ficarem postando aqueles vídeos dizendo “Eu desafio fulano, pode vir de tal e tal jeito, coloco minha bike na aposta”. Legal mesmo é os caras começarem a se organizar desse jeito como esses cinco aí fizeram. Esse é um rebuliço saudável, fora das redes sociais e dentro das pistas – claro, sendo mostrado nas redes. Parabéns Avancini, Bravinho, Luis Flauzino, Indião, Cobra e os caras do time. Que nunca morra a discórdia e porradaria do nosso esporte.
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Tro Bro Leon comemora sua 40ª edição com a vitória de Arnaud De Lie
A Tro Bro Leon é uma corrida profissional francesa que se disputa em Lannilis (departamento de Finistère, Bretanha), e seus arredores, no mês de abril. É uma mistura de road com gravel. Disputa-se desde 1984. Desde a criação dos Circuitos Continentais da UCI em 2005 até 2019 fez parte do UCI Europe Tour, dentro da categoria 1.1. Também pertence à Copa da França de Ciclismo. Em 2021 passou a fazer parte do UCI ProSeries. A principal peculiaridade da prova são os 24 trechos de brita, pavé e terra que tem repartidos por suas 200 km aproximados de percurso, somando um total de quase 30 km sem pavimentar. Por estas difíceis condições a prova é conhecida como Le Petit Paris-Roubaix, por ser parecido com a grande clássica. Outra prova de similares características devido aos seus diferentes trechos sem asfalto, já que não só incluem pavé como outro tipo de superfícies, é a Strade Bianche. Termina sempre em Lannilis. A 40ª edição da Tro Bro Leon no último dia 05 foi animada durante muito tempo por uma fuga de sete homens, que, como nos últimos dois anos, incluiu o incrível Morné Van Niekerk (St Michel-Mavic-Auber93). O último piloto da fuga, o sul-africano, só foi apanhado a 6,5 km do fim, no momento em que Arnaud De Lie (Lotto-Dstny) lançou o seu ataque ao lendário ribin de la ferme. Apenas Pierre Gautherat (Décathlon AG2R La Mondiale) conseguiu permanecer com o belga antes do retorno expresso do americano Riley Sheehan (Israel-Premier Tech), que havia dominado as estradas do Paris-Tours em outubro passado. Embora os três pilotos estivessem muito próximos um do outro, foram apanhados por seis perseguidores pouco antes do quilómetro final. De Lie tinha tudo para fazer novamente. Mas ainda teve energia suficiente para dominar o sprint à frente de Clément Venturini (Arkéa B&B Hotels) e Gautherat. 'Taureau de Lescheret', de 22 anos, vinga-se assim do segundo lugar no ano passado, quando Giacomo Nizzolo o ultrapassou na linha. Finalmente venceu o Tro Bro Leon, um sucesso ainda mais agradável pelo facto de ter tido dois furos, obrigando-o a duas perseguições frenéticas no final da corrida, com a ajuda dos companheiros. View this post on Instagram A post shared by TroBroLeon (@trobroleon_officiel)
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Raiza Goulão e Alex Malacarne vencem o XCO da CiMTB Araxá
As categorias Super Elite encerraram a festa do mountain bike em Araxá neste domingo (28). Cidade recebeu uma etapa da Copa do Mundo e uma da Copa Internacional na sequência O clima foi generoso no encerramento da Copa Internacional de Mountain Bike – dia exclusivo com provas do Cross Country Olímpico (XCO). Com tempo aberto e sol forte, a cidade de Araxá-MG foi palco de um verdadeiro espetáculo por parte dos atletas. Nas duas principais disputas do dia, a goiana Raiza Goulão fez uma prova perfeita e sagrou-se campeã da Super Elite feminina, concluindo as 7 voltas do circuito na primeira posição. Na Super Elite masculina a vitória, após 8 voltas, foi do paranaense Alex Malacarne, que repetiu o feito da última sexta, quando garantiu a vitória do XCO da Sub-23 e conquistou seu primeiro triunfo na elite. Foto: Alemão Silva A Super Elite feminina começou extremamente emocionante – mesmo com o forte calor. Ao fim da primeira volta, Karen Olimpio (Soul Cycles) e Raiza Goulão (Squadra Oggi) passaram na dianteira, seguidas bem de perto por Isabella Lacerda (Scott Brasil). A mineira Hercilia Najara (Estilo Ventura Trek), a israelense Naama Noyman e a chilena Yarela Gonzalez vinham logo atrás. Na sequência, as três primeiras colocadas escaparam juntas: Isabella, Karen e Raiza abriram a terceira volta com uma vantagem de cerca de 20 segundos para Hercilia e Naama, respectivamente na quarta e quinta colocações. Foto: Alemão Silva Durante a terceira volta, enquanto Karen ficou um pouco para trás, Raiza e Isabella aproveitaram a oportunidade e aceleraram, abrindo 29 segundos sobre a terceira colocada. A quarta volta foi palco de um ataque certeiro de Raiza Goulão: a goiana acelerou e abriu 30 segundos de vantagem sobre Isabella na dianteira, com as outras posições se mantendo inalteradas. Foto: Alemão Silva Nas últimas três voltas, Raiza continuou acelerando e finalizou a etapa de Araxá na primeira colocação com o tempo de 1h20min43. Com a vitória, Raiza somou mais 100 pontos UCI, ou seja, tanto no ranking olímpico quanto no mundial. Desta forma, ela se mantém como favorita para conquistar a vaga brasileira entre as mulheres para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, abrindo vantagem sobre Karen e Hercília. “Foi uma prova (XCO HC) desafiadora, não só pela pista, mas porque venho me recuperando de uma gripe forte. A pista mudou muito: já era desafiadora e agora ficou bem mais, com trechos que a gente tinha que empurrar a bike. Quero agradecer a todo mundo pela torcida e agradecer a todas as meninas da Elite do Brasil, o tanto que elas têm evoluído. O esporte é isso: se elas não evoluíssem, eu não evoluiria. Nem eu, nem Isabella, nem Karen, ninguém cresceria”, explicou a campeã da etapa. Foto: Daniel Cunhas Isabella garantiu o vice-campeonato em Araxá, com 1h21min20, seguida por Karen com 1h23min01. Hercilia e a israelense Naama fecharam o top-5, com 1h24min17 e 1h25min21, respectivamente. Completando o pódio, estiveram a colombiana Yarela (1h26min02), Sabrina Oliveira (1h27min20), Luiza Cocuzzi e as cazaques Tatyana Geneleva e Alina Sarkulova – estas três a 1 volta. “Deixei tudo na pista, fiz tudo o que eu pude e estou muito feliz com meu rendimento hoje. No XCC também foi muito bom, o pega com a Karen na sexta-feira (26). Cheguei mais confiante hoje, acreditei até a última volta que daria pra pegar a Raiza, mas ela está bem forte, fez uma grande prova e está de parabéns. Mas eu não estou satisfeita, não. Na próxima prova estarei indo pra brigar pela primeira colocação”, contou Isabella, bem-humorada. Classificação CiMTB 2024 – Super Elite Feminina 1 – Isabella Lacerda (Scott Brasil) – 128 pontos 2 – Raiza Goulão (Squadra Oggi) – 125 pontos 3 – Hercilia Najara (Estilo Ventura Trek) – 120 pontos 4 – Karen Olímpio (Soul Cycles) – 118 pontos 5 – Luiza Cocuzzi (Audax Racing) – 62 pontos Super Elite masculina Depois de duas semanas em que Araxá se tornou a capital do mountain bike mundial, com todas as atenções dos apaixonados pela modalidade, a cidade abriu na tarde de domingo a última das suas baterias, pela Copa do Mundo e pela Copa Internacional. A Super Elite masculina largou sob céu aberto e sol forte, coroando a última prova do final de semana. Foto: Alemão Silva Logo na primeira volta, José Gabriel Marques (Squadra Oggi) atacou e conseguiu fechar a primeira volta escapado, seguido por Ulan Galinski (Caloi Henrique Avancini Racing), Alex Malacarne (Trinity Racing), o colombiano Jhonnatan Botero e Luiz Cocuzzi (Audax Racing Team). Na segunda volta, o cenário mudou e o pelotão se quebrou: Malacarne e Ulan colaram em José Gabriel e mantiveram a mesma passada. Mas, durante o terceiro giro pelo circuito, mais uma vez o roteiro foi alterado. Ulan e Malacarne atacaram e chegaram a abrir 36 segundos de distância para o terceiro colocado, José Gabriel, que continuou caindo de posições e terminou a prova em 11° lugar. Quem aproveitou para acelerar foi o colombiano Diego Arias, que colou no compatriota "Chuky" Botero para seguir na cola dos líderes, com Sherman Trezza logo atrás (4Fun). Foto: Alemão Silva Malacarne e Ulan continuaram na ponta, ambos alternando-se com a cara no vento e mantendo as duas primeiras posições. Mesmo com o atleta paranaense precisando parar no ponto de apoio para encher um pneu murcho, os dois se mantiveram lado a lado até a última volta. Foi aí que Malacarne atacou para uma emocionante vitória, recebendo a aclamação do público de Araxá – fechando a prova com 1h14min54. O atleta paranaense teve um ciclo que pode ser considerado perfeito nas duas competições na cidade mineira: foi o 3° colocado no XCO Sub-23 da Copa do Mundo e campeão nos dois XCOs da CiMTB: Sub-23 e Super Elite. “Mais um final de semana incrível para mim. Minha primeira vitória UCI na Elite foi agora em Araxá, meu primeiro pódio em uma Copa do Mundo em Araxá... Acho que Araxá é minha segunda casa agora”, disse o campeão da etapa logo após a prova, sem esconder o sorriso. “O Ulan abriu quando eu precisei parar no ponto de apoio, e aí eu fui tentando fechar o gap. Consegui fechar na última volta. Eu sabia que tinha que atacar no plano, porque na subida é difícil largar esse cara. Tentei atacar em um lugar que me favorecia, deu super certo e consegui sair com a vitória”, finalizou. Foto: Daniel Cunhas Ulan conseguiu garantir o vice-campeonato em Araxá, com 1h15min22, com Diego Arias logo atrás, com o tempo de 1h15min35. O top-5 teve ainda com Botero e Sherman, que fizeram 1h16min43 e 1h16min58, respectivamente. Completando o top-10 e o pódio estiveram o chileno Nicolas Derlich (1h17min52), Mário Couto (1h18min10), os chilenos Patrício Farias (1h18min16) e Ignacio Gallo (1h18min27) e Nicolas Machado (1h18min27). “Sabia que o Alex era o cara que eu deveria marcar nessa prova. Ele veio com uma performance brilhante na Copa do Mundo, sabia que ele tinha encontrado o timing certo para andar nessa pista. Ele lançou um belíssimo ataque para cima de mim e, merecidamente, conquistou a vitória”, finalizou Ulan. Classificação CiMTB 2024 – Super Elite Masculina 1 – Alex Malacarne (Trinity Racing) – 129 pontos 2 – Diego Arias (Colômbia) – 116 pontos 3 – Luiz Henrique Cocuzzi (Audax Racing Team) – 115 pontos 4 – Nicolas Machado (Sense Factory Racing) – 92 pontos 5 – Jhonnatan Botero (Colômbia) – 85 pontos Resultados do final de semana Além das disputas da Super Elite, o final de semana teve outras 52 disputas nas mais diversas categorias, tanto de XCO quanto de Maratona (XCM) e Short Track (XCC). Os resultados completos da etapa podem ser encontrados em: https://seuesporte.app/cimtb-2024/. Próximo encontro da CiMTB 2024 A terceira etapa da Copa Internacional de MTB 2024 tem data confirmada: entre os dias 21 e 23 de junho, na cidade de Poços de Caldas-MG. Será a primeira vez que a cidade recebe um estágio oficial do calendário de provas da competição – no ano passado, o município recebeu o Desafio CiMTB Short Track. A competição acontecerá no Parque do Cristo. A quarta e última etapa acontecerá em Congonhas, entre os dias 27 e 29 de setembro.
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Alex Malacarne faz terceiro lugar na Copa do Mundo em Araxá
As icônicas trilhas de Araxá-MG, patrimônio do mountain bike brasileiro, foram palco de um fato histórico na tarde do último sábado (20/04). O paranaense Alex Malacarne (Trinity Racing MTB) conquistou o terceiro lugar na prova de cross country olímpico (XCO) Sub-23 da Copa do Mundo de Mountain Bike – e se tornou o primeiro atleta do país a subir ao pódio em uma etapa brasileira da competição. A disputa em Minas Gerais marca a segunda etapa da WHOOP UCI Mountain Bike World Series 2024, a principal competição em estágios do mountain bike mundial. Aos 22 anos, Malacarne fez uma corrida bastante sólida e levou ao delírio as milhares de pessoas presentes na arena montada no Grande Hotel Araxá. “Foi como uma vitória este terceiro lugar. Meu primeiro pódio em uma Copa do Mundo, ainda mais no Brasil, foi muito especial. Receber todo o calor e a emoção do público, isso não tem preço”, explicou o atleta, logo após cruzar a linha de chegada. “Araxá é sempre o maior evento do mountain bike brasileiro. Todos os atletas se preparam para entregar a melhor performance do ano aqui, e esse ano com uma Copa do Mundo tenho certeza de que todo mundo estava no ápice. Conseguir um pódio nessas circunstâncias é ainda mais especial. Hoje eu escrevo a minha história junto com Araxá”, completou o brasileiro. Fotos: Alemão Silva A prova O norte-americano Riley Amos (Trek Factory Racing-Pirelli) segue dominante na categoria Sub-23 da Copa do Mundo de Mountain Bike. Depois de conquistar duas vitórias na primeira etapa em Mairiporã-SP, no short track (XCC) e no XCO, ele repetiu o feito em Araxá com mais duas vitórias. Desde o início ele teve um embate roda a roda com o suíco Finn Treudler (Cube Factory Racing) – que acabou ficando com a segunda colocação. Amos fechou a prova com 01h01min51s, 9 segundos à frente do vice e 19 segundos de vantagem sobre Malacarne. “Foi muito difícil essa prova, mas nunca é fácil. Finn estava andando muito forte hoje, subindo melhor do que todos nós, e tudo o que pude fazer foi ficar colado nele. Me senti um pouco melhor faltando duas voltas para o final, vi uma oportunidade e tive a sorte de dar certo. Mas Finn é incrível, Alex fez uma corrida incrível, então tive sorte”, comentou Amos. Além de Malacarne, outros brasileiros tiveram bons desempenhos em Araxá. Eiki Leôncio ficou na 32ª posição, enquanto Cainã de Oliveira garantiu o 37º lugar. Otávio de Souza, Fernando Nunes, Tales Soares, Rafael Assis, José Pereira Santos, Ramon Lopes e Guilherme Zanandrea fecharam a prova nas 42ª, 46ª, 48ª, 53ª, 56ª, 58ª e 59ª colocações, respectivamente.
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Chuva, frio e abandonos por hipotermia marcam La Flèche Wallonne 2024
Após muitas expectativas para a chegada da La Flèche Wallonne 2024 na aclamada subida de Huy, poucos esperavam encontrar um grupo tão reduzido no icônica subida. Tudo se deu pelas baixas temperaturas. Muito dura a corrida foi definida, mais ou menos no meio da prova, por um autêntico dia clássico belga com chuva incessante, frio e vento implacável. Isto, somado ao ritmo forte com que decorreu a prova, provocou um verdadeiro desastre entre os nomes mais importantes do pelotão, seguramente, com as mentes mais focadas na disputa do próximo domingo em Liège-Bastogne-Liège do que em sobreviver a este dia de frio intenso. Assistam abaixo o resumo: Mattias Skjelmose sofreu reações hipotérmicas depois que condições terrivelmente frias de inverno engoliram o pelotão em La Flèche Wallonne, na Bélgica. Com temperaturas na casa dos 5ºC misturadas com vento e chuva, o piloto dinamarquês tremia tanto que a equipe Lidl-Trek tive que tirá-lo da bicicleta e carregá-lo para um veículo da equipe próximo. Damn, Skjelmose was shaking... 🥶 #FlecheWallonneHope he's in front of a fireplace with winter socks now. pic.twitter.com/sERd7B9NXb — Benji Naesen (@BenjiNaesen) April 17, 2024 Dirigentes da Lidl-Trek confirmaram que Skjelmose, que começou como um dos favoritos da pré-corrida na clássica belga do meio da semana, sofreu com o frio, mas não enfrentou uma ameaça séria à sua saúde.“Podemos confirmar que os nossos pilotos, que sofreram sintomas de hipotérmia (Skjelmose em particular) devido ao mau tempo, estão a sentir-se definitivamente melhor graças a um banho quente, bebidas quentes e ar quente no carro da equipe”. “Nenhum tratamento importante é necessário e tudo está definitivamente sob controle.” Dos 200 ciclistas que largaram, apenas 44 finalizaram a competição, o que é um numero altíssimo de abandono. O campeão do duríssimo dia foi Stevie Williams, da Israel Premier Tech. "Que dia, estou muito feliz agora, não posso acreditar que acabei de ganhar a Flèche", disse o atleta de 32 anos.“Há anos que assisto esta corrida e vim aqui com pernas decentes para tentar vencer. Gosto de correr neste tipo de clima e, para sair com a vitória, estou muito feliz. O time me apoiou o dia todo e me deu a melhor chance de sair com o resultado... Foi muito especial."
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Multas que a UCI distribuiu em Mariporã por jerseys erradas e acessórios no pódio chegam a 12 mil reais cada
Os principais alvos das multas foram Nino Schurter, Kate Courtney, Savilia Blunk e Jolanda Neff. As multas chegam a 2 mil francos suíços, que equivalem a aproximadamente R$ 11.500,00 Qual foi o motivo das multas? Bem, chega a ser questionável se os atletas fizeram intencionalmente ou não. Nino Schurter e Kate Courtney utilizaram as mangas com arco-íris na camisa, o que representa que eles já foram campeões mundiais em anos anteriores. Acontece que eles só tem esse histórico no XCO, mas não no XCC. Assim sendo, eles não poderiam utilizar este adereço na prova de short track (XCC). No caso da americana Savilia Blank e da suíça Jolanda Neff, ambas multadas em cerca de 500 euros, a vestimenta incorreta ocorreu no pódio. Savilia subiu para receber o troféu pela segunda posição com a bolsa de um de seus patrocinadores e Jolanda, quinta na corrida, o fez com um chapéu de outro de seus patrocinadores. Parece que foram esses casos que violaram os regulamentos da UCI. O questionamento que não quer parar é: será que algumas dessas faltas foram cometidas por querer? Os patrocinadores contabilizaram os custos e chegaram a conclusão que valeria a pena ter aquela visibilidade no pódio? E no caso do Nino e da Kate, será que eles realmente esqueceram que não são os campeões de XCC?
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Mais de 1.000 ciclistas vão disputar o L'Étape em Cunha neste final de semana
No domingo, 7 de abril, mais de 1.000 ciclistas disputam primeira etapa do L'Étape Brasil by Tour de France 2024. O L'Étape Brasil by Tour de France fez o tradicional briefing técnico para os mais de 1.000 atletas amadores que disputam a etapa de Cunha (SP) neste domingo (7). Na estreia dos eventos de 2024, os participantes terão as distâncias de 110 km e 2.870 metros de altimetria acumulada e 59 km com 1.300 metros de altimetria acumulada. Considerada uma das provas mais difíceis do calendário de ciclismo de estrada do país, o L'Étape Cunha é caracterizado pelas subidas e curvas no interior de São Paulo, bem como o calor esperado para o fim de semana. Especialistas como o diretor Fernando Cheles e a treinadora Gisele Gasparotto destrincharam todos os detalhes dos dois percursos. A apresentação foi de Leandro Pricoli. Assista ao briefing técnico completo. Os participantes vão encontrar ruas e estradas 100% fechadas, bem como vários pontos de hidratação e alimentação espalhados na pista. Serão cinco pelotões ao total, com a largada da prova principal às 7h. O percurso curto parte às 8h. ''Nossa ideia é gerar uma experiência que os atletas profissionais do Tour de France têm! A ideia é vivenciar um mapa de percurso, os pontos, o planejamento...não é só subir na bike e sair pedalando. A chegada também é um momento especial na subidinha da frente da igreja com tanta gente te aplaudindo, é a cereja do bolo'', contou Fernando Cheles. ''O ciclismo é uma modalidade que exige muito e qualquer erro pode custar caro. Por isso é preciso estudar e treinar. Nosso objetivo é que os atletas evoluam e por isso, a cada ano, investimos em passar conhecimento aos participantes. A cidade de Cunha (SP) não tem grandes montanhas propriamente ditas, mas os pequenos morros dificultam os atletas amadores, que terão 2.870 metros de altimetria acumulada. A maior subida será da Serra do Mar nos primeiros 25 quilômetros. Os atletas vão até a divisa com o estado do Rio de Janeiro. Os 60 quilômetros finais serão um verdadeiro sobe e desce. O calor pode ser um fator preponderante para um bom resultado em ambos os percursos. A treinadora Gisele Gasparotto sugere aos atletas entender todos os detalhes do mapa e saber dosar a velocidade em pontos estratégicos. ''A etapa de Cunha é desafiadora pelas subidas duras. É importante estudar a altimetria dos percursos e testar antes no próprio local as subidas. É interessante reconhecer a pista antes. Sou fã do L'Étape de todas as edições'', disse a professora de ciclismo e fundadora da Lulu Five. E mais uma vez, o L'Étape Brasil premiará os melhores escaladores no Desafio Rei e Rainha da Montanha. O trecho escolhido será no sentido Campos Novos, entre os quilômetros 70 e 74. Em 2023, venceram o Desafio Rei e Rainha da Montanha em Cunha, respectivamente, Bruno Martins Lemes, com o tempo de 10min56s881 e Juliana Missen Cipriano, com 15min42s314. ''O primeiro trecho de subida em Cunha não é tão inclinado, mesmo que seja muito longo. Os atletas estão com o tanque cheio e passam melhor por lá. Mas a estratégia melhor seria dosar, porque se der tudo no início pode comprometer o resto da prova'', completou Gisele Gasparotto. Baixe o Guia Oficial com mapas, time table, GPX e o regulamento da prova em https://arquivos.letapebrasil.com.br Em 2023, o campeão geral masculino dos 110 km foi Guilherme do Couto, que completou a prova em 3h26min39s. Na prova feminina, Maíra Catenacci foi a grande vencedora, com a marca de 4h08min20. A partir de 2023, a competição de ciclismo de estrada passou a contar com três provas em seu calendário. Além de Cunha, o L'Étape Brasil continua na cidade paulista de Campos do Jordão, no final de setembro e no Rio de Janeiro no último fim de semana do mês de junho. Nesta temporada, os atletas participantes poderão contar com toda a estrutura que a organização oferece, no mesmo estilo das grandes provas europeias, bem como a segurança do primeiro ao último quilômetro, além do Village. Serviço: Endereço Village: Parque Lavapés s/n - Cunha (SP) - CEP 12530-000 Horários de funcionamento: Sexta-feira, 5 de Abril: das 12h às 20h (entrega de kit) Sábado, 6 de Abril: das 9h às 20h (entrega de kit) Domingo, 7 de Abril: das 7h às 16h30 O número para avisar o centro de operações em caso de acidentes ou ocorrências é o +55 (11) 96310-447