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    Uma etapa de parar o trânsito

    por Leandro Bittar

    Nem uma galera fechando a estrada e fazendo todo o pelotão colocar o pé no chão tirou o bom humor de Tadej Pogacar. O camisa amarela sobreviveu com sucesso na primeira das três batalhas alpinas que abrem a segunda semana de competição. Uma numerosa fuga marcou a etapa e Magnus Cort Nielsen foi quem comemorou uma apertada vitória.

    O esloveno tinha motivos de sobra para não estar muito tranquilo nesta terça. Antes mesmo d etapa sair, ele teve que lidar com a notícia de dois casos de positivo para COVID na sua equipe. Por sorte, apenas um deles, George Bennett, foi excluído da prova. O outro era Rafa Majka. A continuidade do polonês, com baixa carga viral, é um grande alento. Mas Bennett fará falta.

    Pogi ainda não sabe o que é chegar atrás de um rival nesse Tour

    O time da UAE rodou na ponta da prova com apenas 3 nomes protegendo Pogi: Marc Soler, Brandon McNulty e o próprio Majka. Isso cria muita expectativa para os dois próximos dias de Alpes. Mas, hoje, ninguém tentou nenhum ataque. Mesmo assim, o trio precisou trabalhar para que a fuga não pegasse a camisa amarela, com o alemão Lennard Kamna (BORA). Salvaram por apenas 11s.

    UAE na ponta e ninguém queria andar na roda de um “Covid-ado Majka”

    Tem um bom debate sobre a fuga. Mas é certo que todos, inclusive Kamna, brigaram pela etapa e isso foi crucial para o sucesso da UAE na missão “camisa amarela”. Se Kamna não chegasse tão moído ao final e se mantivesse com os primeiros da fuga, ele seria o líder.

    Bettiol foi o mais combativo e viu seu companheiro de equipe levar a etapa

    Mas foram muitos ataques e contra-ataques. Um final animadíssimo e de muito suspense. Magnus Cort Nielsen parecia chicletar várias vezes nas subidas, mas fez valer seu “histórico velocista” para superar Nico Schultz por mínima vantagem.

    Fuga demorou 60k para formar e a vitória só foi decidida no apertado sprint

    O dinamarquês que viveu dias na liderança da classificação de montanha e rodou 4 dias na fuga, comemorou voltar a vencer no Tour, repetindo seu sucesso em uma fuga em 2018.

    Se hoje as classificações não mudaram significativamente (só a ascensão dos escapados), amanhã e quinta-feira geram grandes expectativas. Logo de cara, 4.000m de desnível acumulado distribuído por 150km de traçado. Leia-se: full gás! Quinta será ainda mais duro. A fragilidade da UAE salta aos olhos. Falta apenas a coragem das equipes rivais. Torçam os dedos.

    Amanhã devemos mudar alguns nomes nessa tela!

     

    Hoje era o dia “fácil” nos Alpes

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