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    Uma camisa de pulso

    A história da Maillot Jaune – a tal camisa amarela do Tour de France – data oficialmente de 19 de julho de 1919. Cabalístico, não acham?

     

     

    E a primeira camisa amarela foi vestida por Eugène Chistophe, na etapa de abertura entre Grenoble e Geneve. Muitos dizem que a cor da jersey foi escolhida por conta da cor do jornal que organizava o Tour na época, o L’Auto. Existe uma dúvida se esse foi o real motivo ou se foi por simplesmente a cor amarela ser impopular entre o pelotão e assim teria destaque perante os outros atletas. Ou então, simplesmente por ser a única cor disponível no fabricante da época.

     

    Enfim, pouco importam as teorias, o importante é que temos um ícone do esporte.

     

    Pessoalmente falando como ex-professor acadêmico, existe um lado desse amarelo que é muito pouco falado e percebido diretamente, mas que tem uma força incrível e foi delineado por Lance Armstrong. Sim, o cara que ganhou sete camisas dessas e depois confessou uma grande trama de dopping na sua vida e equipe. Polêmicas do dopping à parte, podemos discutir em outra ocasião, mas temos aqui a discussão do lado positivo que esse cara criou no subconsciente da cabeça das pessoas.

     

    Uma das marcas mais respeitadas no mundo do esporte, a Nike, cuja história nos mostra o quão fora da curva ela é, tem em seu fundador, Phill Knight, um cara de ideias e conceitos muito bem delineados.

     

    Esse cara levou a sério o ditado “Sonhar grande ou sonhar pequeno dá o mesmo trabalho”.

     

    Ele sempre disse que criaria a maior marca de tênis de corrida do mundo. E fez, não é?

     

    Voltemos ao cerne da discussão, a camisa amarela. A Nike foi a grande incentivadora/patrocinadora do movimento chamado LiveStrong, capitaneado na mídia por Lance.

     

    Você se lembra dessa marca, certo? Não?! Duvido!

     

    Tenha você nascido da década de 80 pra baixo com certeza você viu uma pulseirinha comercializada pela Nike por 1 dólar para ajudar na cura do câncer infantil, não foi? Ufa, sabia que sim. E que cor ela era?

     

    Bingo! AMARELA.

     

    Não por acaso, ela era amarela para fazer uma ligação direta com o famoso título e o seu detentor absoluto da premiação naqueles anos, Lance Armstrong. Ela era amarela por que a camisa amarela significa a vitória em uma competição cruel de 21 dias pelo continente francês, onde quem ganha “é que sabe, ou aguenta, sofrer mais”. Enfim, o amarelo da medalha de ouro, o amarelo do líder do Tour, o amarelo de Lance, o amarelo da pulseirinha que angariava grana para ajudar os mini campeões a lutar contra uma doença devastadora e implacável – que dura mais do que 21 dias.

     

    Então, como ciclista apaixonado só posso dizer obrigado. Obrigado ao L’Auto. Obrigado ao Lance. Obrigado a LiveStrong. Obrigado a Nike. Obrigado a você que comprou a pulseirinha e ajudou a transformar uma camisa de ciclismo em um símbolo mundial da vitória.


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